dimecres, 25 de març de 2020

Chegam-me as saudades

Aquests dies a casa, confinat, arriben més que mai "as saudades" Amb ve a la memòria el meu amic Barreto que des d'allà on és ens deixa aquest Fado Penedo amb un poema del grandíssim Diogo Clemente.



Notareu que no hi ha guitarra nem viola... és el piano de l'autor de la música qui acompanya a l'amic Barreto a la faixa cinc del seu cd BarretoFados            

Chegam-me as saudades

Diogo Clemente / Mário Laginha *fado penedo*
Repertorio de José Manuel Barreto

De tempo a tempo chegam-me as saudades
Mal feito fora se hoje as não tivesse
Desertam-me de angustias e ansiedades
Se assim não fosse amor, antes morresse

Chegaste-me outra vez, como o Agosto
Que trago ao longe, ao fim, p’ra lá da dor
Por trás de tantos anos do meu rosto
A vida emudeceu o meu amor

E porque te não tenho ao pé de mim
Eu canto livremente estas verdades
Se me ouves, sabes bem que sou assim
De tempo a tempo chegam-me as saudades

 LLetra extreta del blog fadosdofado

dimecres, 19 de febrer de 2020

Joel Pina, 100 anys

Sento un immens afecte, una estimació gran per aquest home del Fado, al qui tothom en aquest món anomena "professor", mot que li escau a la perfecció.
Avui aquesta estima es fa encara més gran, quan el "professor" cumpleix 100 anys.
Dit així, semblaria que no pot ser cert mentre el veus tocar la viola baixo com ell fa. Però si: és ben cert.

Vam tenir l'immens honor de sopar un dia amb ell a Alfama, en companyia de João Braga, Jaime Santos J. i Pedro de Castro, sopar al que ens va convidar l'amic Vasco, a qui no estaré mai prou agraït per la seva dedicació cap a nosaltres cada cop que visitem Lisboa. Obrigado Vasco!
Aquell dia en Joel Pina es vantava orgullós que tenia  noventa e oito anos e meio, i més tard a Mesa de Frades quan el veiem tocar amb aquells dits tan destres l'emoció va arribar al màxim... 

Aqui us deixo un video de FadoTV per gaudir de l'excelència d'aquest fadista: Joel Pina.

Obrigado maestro i "per molts i molts anys"





Duas lágrimas de orvalho

Linhares Barbosa / Pedro Rodrigues
Repertório de Carlos do Carmo
Duas lágrimas de orvalho
Caíram nas minhas mãos
Quando te afaguei o rosto;
Pobre de mim, pouco valho
P'ra te acudir na desgraça
P'ra te valer no desgosto

Porque choras não me dizes
Não é preciso dizê-lo / Não dizes, eu adivinho
Os amantes infelizes
Deveriam ter coragem / Para mudar de caminho

Por amor, damos a alma
Damos corpo, damos tudo / Até cansarmos na jornada
Mas quando a vida se acalma
O que era amor, é saudade / E a vida já não é nada

Se estás a tempo, recua
Amordaça o coração / Mata o passado e sorri
Mas se não estás, continua
Disse isto minha mãe / Ao ver-me chorar por ti.

Obrigado ao amigo José Fernandes Castro pelo seu contributo ao Fado com o seu blog fadosdofado