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dimecres, 9 d’abril del 2014

Els caminhos de Nuno de Aguiar

Sento una especial predilecció per aquest fadista que he vist cantar, crec, tots els cops que he anat a Lisboa.
La seva senzillesa i naturalitat, així com l'absència de divisme, el confirmen com un d'aquells que donen i reben del Fado allò que cal. Ni més ni menys. Sem tirar nem pôr.
 
La darrera vegada el vaig veure a Nini da rua Manuel de Melo a Lisboa i després de més de 60 anys amb això del fado, el vaig trobar amb la mateixa força de sempre, amb les mateixes ganes de explicar-nos les històries que el fado conta, amb aquell mestratge i seguretat que només es té quan has transitat tant de temps per aquest viaranys.
Del canal 4FadoLisbon, un Mouraria, des de A Nini, una casa que és ja un referent fadista. Caminhos da vida.
poema de Clemente José Pereira
música popular Fado Mouraria
Caminhos que caminhei
Tantas saudades me dás
Por saber que já não posso
Agora voltar atrás.
Quando se é 'inda menino
Vive-se preso à ideia
Que o mundo que nos rodeia
É de quem é pequenino.
A brincar com o destino
Não lembramos horas más
Se tudo o que nos apraz
Vive nos passos que dei
Caminhos que caminhei
Tantas saudades me dás.
Tanto a vida nos seduz
Que em criança achamos graça
Até à nuvem que passa
P'ra roubar ao Sol a luz.
Mas como a idade traduz
Tudo quanto ela é capaz
Vejo que ela me faz
Viver outro viver nosso
Por saber que já não posso
Agora voltar atrás

dissabte, 5 de maig del 2012

O meu sangue é Fado

"O meu sangue é Fado - De Concórdio Henriques a Nuno de Aguiar" és el títol del llibre que ens parla de la vida a l'entorn del fado de Concórdio Henriques, conegut amb el nom de Nuno de Aguiar en el món fadista.
Més de 50 anys cantant fado amb aquest estil tan personal, redissenyant els vells i coneguts fados de sempre, contant des dels 18 anys quan comença a cantar "à sério" en el restaurant O farol, à calçada dos Barbadinhos.
El Nuno ja cantava de molt abans. Sempre que podia, de ben petit, s'escapava cap al barri d'Alfama a viure les nits fadistes. El Nuno sempre explica que el seu primer "sou" li va donar el President de la Cámara Municipal de Lisboa, 10 escudos que es va gastar amb allò que en qualsevol nen s'ho hagués gastat... amb llaminadures!

Al llibre on ens explica la història de la seva vida, l'acompanya un CD amb quinze temes.
Tinc la sort d'haver escoltat de la seva boca, moltes de les coses que explica en el llibre, que esta escrit amb la mateixa vehemència i tendresa amb què em va parlar dels seus inicis fadistes. El Fado és la seva vida.
 
Escoltant el Nuno amb en Paulo Guerra, Fernando Veloso, jo i Augusto Soares
Us deixo amb el Fado Menor, i amb la veu i la manera de dir-lo de l'amic Concórdio...

Ora bem
 Manuel de Almeida / Popular *fado menor*




Ora bem... se Deus quisesse
Eras minha, eu era teu
Mas Deus, ao que me parece
Ou não quis, ou se esqueceu

Supenso nos sonhos meus / Acreditar não consigo
Será p'los pecados meus? / Ou Deus que não está comigo?

Se Deus o mestre divino / Criou as almas aos pares
Porquê nós dois, sem destino? / Duas almas, dois penares!

Marcado pelos revezes / A minha voz brada aos céus
Deus me perdoe, mas ás vezes / Parece que não há Deus

Se Deus, o mestre maior / Com seu enorme saber
Se vê que assim é melhor / Que seja como Deus quer.

Letra tirada do blog fadosdofado

dijous, 17 de desembre del 2009

Nuno de Aguiar, 50 anos




















O fadista Nuno de Aguiar cumpre cinquenta anos de trajectória no mundo do fado.
Nós modestamente desde este cantinho que nasceu para que o fado e os fadistas fossem conhecidos e reconhecidos nas nossas casas, queremos também homenageá-lo e fizemos este vídeo com as suas imagens dos últimos anos.

Só quero dizer-te, amigo Nuno, que embora não tenhamos podido estar ao pé de ti na homenagem que merecidamente te fizeram os teus colegas, o nosso coração tem estado e está contigo.


Um abraço fadista

(Obrigado a nossa amiga Rita Custódio pela sua colaboração)

Trindade do nosso fado
Nuno de Aguiar / Popular *fados menor, mouraria e corrido*
Repertório de Nuno de Aguiar

O Fado, canção do povo
Por todo o mundo louvado
Não é velho, nem é novo
O fado, é sempre fado

Vozes de peso e renome / Dizem que o fado menor
Ao contrário do seu nome / É de todos o maior

Também se diz a rigor / A quem canta com mestria
Que o bom apreciador / Não dispensa o Mouraria

Com tristeza ou alegria / Qualquer fadista entendido
Dá também a primazia / Ao velho fado corrido

O corrido, traz beleza / O Mouraria, o encanto
O menor, também se reza / P’ra aliviar nosso pranto

Mais populares, entretanto / Qual dos três mais consagrado
Pai, Filho, Espírito Santo / Trindade do nosso fado

(Letra tirada do blog fadosdofado)

divendres, 6 de febrer del 2009

Amizade

O Fado é uma música bela que enche os sentidos. É para mim também foi a viatura para encontrar amigos que embora estão longe, ficam muito perto de nós.
Ao meu pedido, o amigo Américo, que conheci graças ao Fado desde Vila Nova de Cerveira, me dedico este vídeo de Nuno de Aguiar que como todos os que ele faz, ficou espectacular.
O amigo Américo é como o Génio da Lâmpada: Só tens de fazer o pedido que quiseres e ele esta pronto feito.

Uma vez mais Amigo fico sem palavras para te agradecer o regalo.
Obrigado e
una abraçada des de Barcelona






dijous, 22 de gener del 2009

Nuno de Aguiar


Un fadista de grapa, d'aquells que no et deixen pas indiferent.
El vaig conéixer personalment fa més de dos anys a la casa de fados A Nini na rua Manuel de Melo. Ja l'havia sentit , clar, però sentir-lo i veure'l a l'hora va ser una d'aquelles coses que no oblides. Poc a poc s'ha anat convertint per a mi en una referència fadista. En el blog de l'amic Vítor Marceneiro podeu llegir-ne una resenya biogràfica.

A algú li he sentit dir que en Nuno de Aguiar és el fadista que explica més bé i entenedorament els poemes que cada Fado té. Són més de quaranta-set anys trepitjant cases de fados, vivint el Fado des dòn s'ha de viure i sentir. Hi estic d'acord
Modestament vull des d'aqui retre-li un homenatge i dir-li gràcies per mostrar-nos el Fado tal com raja! Bem Hajas Nuno!Hi ha molts fados d'en Nuno que m'agraden -per no dir tots- i avui en sentirem un del qual no en sé el nom de l'autor de la lletra, i pel que fa a la música i segons l'editora del blog fadocravo que tant m'ajuda, es tracta d'un Fado Rosa del fadista António Rosa.
Agrairé, doncs qualsevol aclariment i/o informació que els amics que seguiu el bloc pugueu fer.
El títol d'aquest Fado: Seis letras são o teu nome

As seis letras que eu plantei
Num sorriso à beira d’àgua
São agora a dor que eu dei
Aos seis caminhos da mágoa

Uma letra foi sorriso
Outra letra deu a mão
Outra despiu o teu corpo
E encheu de fogo o meu chão

A quarta num quarto frio
Tinha o teu calor ao fundo
Murmurando ao meu ouvido
Todas as fontes do Mundo

Seguisse a hora mais terna
No penúltimo sentido
E quando findei as letras
Eu vi que tinha vivido.

Agraeixo l'ajuda de l'amic Américo per la transcripció de la lletra

dissabte, 19 d’abril del 2008

Nuno de Aguiar

No és la meva intenció escriure la biografia de Nuno de Aguiar. Publicar aquest post amb aquest tema cantat a desgarrada amb Ana Rosmaninho, és senzilament un homenatge a un home, a un fadista, senzill, afable, humil amic... i molts més adjectius. É um fadista com alma. El vam conèixer a Quinta Nini a la rua Manuel de Melo fa dos anys, i l'any passat al vam retrobar a Torres Vedras a la Adega do João, en una nit fantàstica de fado i companyonia. Uma noite muito engraçada, com deien els nostres amics de Lisboa.
...concordo perfeitamente com o sr. Ruy Castelar quando diz do Nuno :
"... Nuno de Aguiar que transmite,quando canta, a expressão magnífica e o mistério do Fado, é também admirado por todos que o conhecem, pela sua humildade, pela sua humanidade e pela sua capacidade de cultivar amizades"
A desgarrada amb Ana Rosmaninho
ó pardal, Ó cotovia

“Vou tentar a desgarrada a ver se alguém me acompanha, se há uma voz afinada que saiba cantar sem manha”

Nuno de Aguiar
“Sem manha sempre cantei e não tendo a voz famosa, raramente acompanhei qualquer fadista manhosa”

Ana Rosmaninho
” Pelos vistos quer ser gente este fadista fanhoso, parece que já se sente o conde de Vimioso”

Nuno de Aguiar
“Vimioso foi a lenda mas na verdade quem era, se calhar não foi fadista, como então fora a severa”

Ana Rosmaninho
“A Severa soube amar e como ela eu desejava, por um homem a tocar ao som da voz que cantava”

Nuno de Aguiar
Cantigas dessas havia perdidas no meu caminho, cantigas de cotovia não levam pardais ao ninho

Ana Rosmaninho
“Pardais destes nas sementes comem mas não nas colheitas, não quero pardais doentes no meu ninho não te deitas”

Nuno de Aguiar
“Ai se me deitasse nas penas no teu ninho cotovia, com tanta falta de penas nem sequer adormecia”

Ana Rosmaninho
“Adormecias de certo a até alta madrugada, porque tu meu pardal esperto não eras capaz de nada”

Nuno de Aguiar
“De nada ou talvez, embora pardal vivido, para tomar uma atitude é preciso ter motivo”

Ana Rosmaninho
“Motivo são estas penas, que eu quero ver arrancadas, nas tuas asas morenas, meu pardal das desgarradas”

Nuno de Aguiar
“Assim até vale a pena acabar a desgarrada”

Ana Rosmaninho  
Com o  Vimioso sem penas

Nuno de Aguiar
“E a Severa depenada”