Ja tenim les entrades per anar al Festival de Fado d'enguany a Barcelona. Al Teatre Poliorama a la Rambla el dia 18 tindrem la sort de veure i escoltar a dues veus que trepitgen fort en el panorama fadista dels darrers anys, la Sara Correia i la Beatriz Felício.
El dia abans, el 17, a la llibreria Bayron del carrer Casanova, 32 podrem gaudir de la companyia d'un dels millors músics, productor, autor i acompanyant amb la viola de fado de tants i tants músics, fill del també músic José Clemente a qui he tingut la sort de poder escoltar diverses vegades.
Aquí us deixo un tast!!!
A voz
Diogo Clemente / Armando Machado *fado licas*
Repertório de Carminho
Às vezes há uma voz que se levanta
Mais alta do que o mundo e do que nós
E faz chover-me os olhos, quando canta
Num pranto que emudece a minha voz
Afunda-me os sentidos e o tempo
Ao ponto mais distante do que sou
E abraça aquele lugar que tão cinzento
Se esconde sobre a névoa que ficou
E grita-me no peito quando sente
Chegar a face triste de um amor
Mais alta do que o mundo e do que a gente
A voz já não é voz... chama-se dor
Fado português
José Régio / Alain Oulman
Repertório de Amália
O fado nasceu um dia
Quando o vento mal bulia
E o céu, o mar prolongava
Na amurada dum veleiro
No peito dum marinheiro
Que estando triste cantava
Ai que lindeza tamanha
Repertório de Amália
O fado nasceu um dia
Quando o vento mal bulia
E o céu, o mar prolongava
Na amurada dum veleiro
No peito dum marinheiro
Que estando triste cantava
Ai que lindeza tamanha
Meu chão, meu monte, meu vale
De folhas, flores, frutas de oiro
Vê se vês terras de Espanha
Areias de Portugal
De folhas, flores, frutas de oiro
Vê se vês terras de Espanha
Areias de Portugal
Olhar ceguinho de choro
Na boca dum marinheiro
Na boca dum marinheiro
Do frágil barco veleiro
Morrendo a canção magoada
Diz o pungir dos desejos
Morrendo a canção magoada
Diz o pungir dos desejos
Do lábio a queimar de beijos
Que beija o ar e mais nada
Mãe adeus, adeus Maria
Que beija o ar e mais nada
Mãe adeus, adeus Maria
Guarda bem no teu sentido
Que aqui te faço uma jura
Que, ou te levo á sacristia
Que aqui te faço uma jura
Que, ou te levo á sacristia
Ou foi Deus que foi servido
Dar-me no mar, sepultura
Ora eis que embora outro dia
Quando o vento nem bulia
Dar-me no mar, sepultura
Ora eis que embora outro dia
Quando o vento nem bulia
E o céu o mar prolongava
Á proa doutro veleiro
Velava outro marinheiro
Á proa doutro veleiro
Velava outro marinheiro
Que estando triste cantava
Beatriz Felício
Já me deixou
Artur Ribeiro / Maximiano de Sousa
Repertório de Max
Repertório de Max
A saudade andou comigo
E através do som da minha voz
Nos seus fados mais antigos
Fez mil versos a falar de nós
Troçou de mim à vontade
Sem ouvir sequer, os meus lamentos
E por capricho ou maldade
Correu comigo a cidade
Até há poucos momentos
Já me deixou...
Foi-se logo embora
A saudade, a quem chamei maldita
Já nos meus olhos não chora
Já nos meus sonhos não grita
Já me deixou...
Foi-se logo embora
Minha tristeza chegou ao fim
Já me deixou mesmo agora
Saiu pela porta fora
Ao ver-te voltar p’ra mim
Nem sempre a saudade é triste
Nem sempre a saudade é pranto e dor
Se em paga a saudade existe
A saudade não dói tanto, amor
Mas enquanto tu não vinhas
Foi tão grande o sofrimento meu
Pois não sabia que tinhas
Em paga às saudades minhas
Mais saudades do que eu



Aquest novembre es compleixen quinze anys que conec la Sandra Correia. D'ençà d'aquella nit a Barcelona on la vaig veure i sentir cantar per primer cop, ha estat per mi una referència en aquest món del Fado al qual feia pocs anys estava coneixent amb avidesa. He publicat diverses entrades en aquest blog, l'he vist cantar a Porto i a Lisboa i no em canso de repetir que per a mi va ser la persona que em va acabar d'obrir la porta a aquesta música tan especial.
En el seu cantinho de 

