dijous, 7 de maig del 2026

Festival de Fado, Barcelona 2026

 Ja tenim les entrades per anar al Festival de Fado d'enguany a Barcelona. Al Teatre Poliorama a la Rambla  el dia 18 tindrem la sort de veure i escoltar a dues veus que trepitgen fort en el panorama fadista dels darrers anys, la Sara Correia i la Beatriz Felício.


El dia abans, el 17, a la llibreria Bayron del carrer Casanova, 32 podrem gaudir de la companyia d'un dels millors músics, productor, autor i acompanyant amb la viola de fado de tants i tants músics, fill del també músic José Clemente a qui he tingut la sort de poder escoltar diverses vegades.  



Aquí us deixo un tast!!!









A voz

Diogo Clemente / Armando Machado *fado licas* 
Repertório de Carminho 

Às vezes há uma voz que se levanta
Mais alta do que o mundo e do que nós
E faz chover-me os olhos, quando canta
Num pranto que emudece a minha voz 

Afunda-me os sentidos e o tempo
Ao ponto mais distante do que sou
E abraça aquele lugar que tão cinzento
Se esconde sobre a névoa que ficou

E grita-me no peito quando sente
Chegar a face triste de um amor
Mais alta do que o mundo e do que a gente
A voz já não é voz... chama-se dor
Sara Correia  


Fado português

José Régio / Alain Oulman
Repertório de Amália

O fado nasceu um dia
Quando o vento mal bulia

E o céu, o mar prolongava
Na amurada dum veleiro
No peito dum marinheiro

Que estando triste cantava

Ai que lindeza tamanha 
Meu chão, meu monte, meu vale
De folhas, flores, frutas de oiro
Vê se vês terras de Espanha
Areias de Portugal
Olhar ceguinho de choro

Na boca dum marinheiro 
Do frágil barco veleiro
Morrendo a canção magoada
Diz o pungir dos desejos 
Do lábio a queimar de beijos
Que beija o ar e mais nada

Mãe adeus, adeus Maria 
Guarda bem no teu sentido
Que aqui te faço uma jura
Que, ou te levo á sacristia 
Ou foi Deus que foi servido
Dar-me no mar, sepultura

Ora eis que embora outro dia
Quando o vento nem bulia 
E o céu o mar prolongava
Á proa doutro veleiro
Velava outro marinheiro 
Que estando triste cantava

 Beatriz Felício




Já me deixou

Artur Ribeiro / Maximiano de Sousa
Repertório de Max

A saudade andou comigo
E através do som da minha voz
Nos seus fados mais antigos
Fez mil versos a falar de nós

Troçou de mim à vontade
Sem ouvir sequer, os meus lamentos
E por capricho ou maldade
Correu comigo a cidade
Até há poucos momentos

Já me deixou... 
Foi-se logo embora
A saudade, a quem chamei maldita
Já nos meus olhos não chora
Já nos meus sonhos não grita
Já me deixou... 
Foi-se logo embora
Minha tristeza chegou ao fim
Já me deixou mesmo agora
Saiu pela porta fora
Ao ver-te voltar p’ra mim

Nem sempre a saudade é triste
Nem sempre a saudade é pranto e dor
Se em paga a saudade existe
A saudade não dói tanto, amor

Mas enquanto tu não vinhas
Foi tão grande o sofrimento meu
Pois não sabia que tinhas
Em paga às saudades minhas
Mais saudades do que eu

Lletres extretes del blog fadosdofado

dissabte, 7 de març del 2026

Matilde Cid




Fa uns anys l’amic Vasco -a qui tinc tantes coses a agrair- em va dir a la Mesa de Frades –“Olha, esta canta bem- I vaig quedar atrapat per la seva manera d’interpretar i pensaba i pensó “Quina quantitat de bons i bones fadistes que tenim aquesta fornada” 

Em sembla que la Matilde Cid arriba a uns nivells d’introspecció que els sentiments surten a cor que vols d’una manera natural i que no está a l’abast de tothom.

 Aquí el Fado Mayer d’Armandinho, amb un poema de Maria do Rosário Pedreira. Els músics Bruno Chaveiro, Pedro Saltão i Francisco Gaspar. Un cóctel extraodinari.


Quanto te apressas e me confessas, que está na hora
Eu não te digo, que é um castigo ver-te ir embora
Finjo que a dôr, que sei de cor, pouco me importa
Mas mal me deixas, sinto que fechas p'ra sempre a porta

Vem, não te atrases
O que fazes sem mim a esta hora?
Volta para os meus braços, eu já esperei demais
Vem não te atrases
Eu perdoo-te a demora
Se morares nos meus abraços e nunca mais me deixares

Quando tu partes, faltam-me as artes para te prender
Mas se não estás, não sou capaz de adormecer
Acendo estrelas, pelas janelas da casa fria
Mas se não chegas, sinto-me ás cegas até ser dia