dimarts, 6 de novembre de 2012

Fado in Porto

Fado in Porto és una iniciativa de Genius Y Meios/Grupo Renascença de conjunt amb les Caves Calém de Vila Nova de Gaia que aquest any está celebrant la seva segona edició.

El passat mes de març en una estada a Porto vaig poder seguir d'aprop els assajos dels fadistes que havien de ser els protagonistes d'aquesta segona entrega.
 
A casa de la fadista Sandra Correia, vam tenir ocasió de veure com els fadistes anaven donant forma als fados que han cantat en aquesta segona temporada.
 Trobo aquesta iniciativa ben interessant. Després d'una visita a les caves, els visitants poden tastar un parell de copetes de Porto Blanc i Negre mentre descobreixen què és el Fado.
A casa de la Sandra Correia amb la resta de fadistes

 
Una petita mostra del fado a les Caves Calém amb la Sandra Correia, Filomeno Silva, António Marramaque i Jorge Serra

Barco negro


David Mourão Ferreira / Caco Velho / Piratini

De manhã, que medo que me achasses feia
Acordei tremendo, deitada na areia
Mas logo os teus olhos disseram que não
E o sol penetrou no meu coração

Vi depois numa rocha uma cruz
E o teu barco negro dançava na luz
Vi teu braço acenando entre as velas já soltas
Dizem as velhas da praia... que não voltas
São loucas... são loucas
Eu sei meu amor
Que nem chegaste a partir
Pois tudo em meu redor
Me diz que estás sempre comigo

No vento que lança areia nos vidros
Na água que canta, no fogo mortiço
No calor do leito, nos bancos vazios
Dentro do meu peito estás sempre comigo.



Porto sentido




Rui Veloso / Carlos Tê


Quem vem e atravessa o rio / Junto á Serra do Pilar
Vê um velho casario / Que se estende até ao mar

Quem te vê, ao vir da ponte / És cascata sanjoanina
Erigida sobre o monte / No meio da neblina

Por ruelas e calçadas / Da ribeira até á foz
Por pedras sujas e gastas / E lampiões tristes e sós

Esse teu ar grave e sério / Num rosto de cantaria
Que nos oculta o mistério / Dessa luz bela e sombria

Ver-te assim abandonado / Nesse timbre pardacento
Nesse teu jeito fechado / De quem mói o sentimento

E é sempre a primeira vez / Em cada regresso a casa
Rever-te nessa altivez / De milhafre ferido na asa.


I per acabar, un pupurri de fados, i juro que no conec cap veu de les que intenten cantussejar amb els fadistes...



Lletres del blog de l'amic José Fernandes Castro

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