dilluns, 20 de febrer de 2017

Reus i Fado

8Restaurant, pis superior, una taula davant mateix de l'espai reservat pels músics. S'asseuen en Pedro Henriques i el guitarrista de flamenc, enamorat del Fado, Eduardo Sánchez i començen els primers compassos del Fado Cravo.
És impossible poder explicar amb paraules què és el que em recorre per dins quan la guitarra portuguesa sona. I més difícil d'explicar encara quan la veu de l'Elsa Casanova desgrana aquests versos sublims de Vieira Pinto "quin destí o maldició mana en nosaltres cor meu..."
No podia començar millor aquesta nit de fado a Reus. En vam tenir prou per matar aquest "bichinho" que es diu Saudade, i ens fa carregar les piles fins a la propera entrega que esperem no trigui massa.

Gràcies Elsa, Pedro, Eduardo per aquests moments màgics viscuts el passat dia catorze de febrer a Reus. Obrigado

MALDIÇÃO

Autor da Letra:

Armando Vieira Pinto
Autor da Música:Alfredo Marceneiro

Fado Tradicional:Fado Cravo



Que destino, ou maldição
Manda em nós, meu coração?
Um do outro assim perdidos
Somos dois gritos calados
Dois fados desencontrados
Dois amantes desunidos

Por ti sofro e vou morrendo
Não te encontro, nem te entendo 
Amo e odeio sem razão
Coração... quando te cansas
Das nossas mortas esperanças 
Quando paras, coração?

Nesta luta, esta agonia
Canto e choro de alegria
Sou feliz e desgraçada;
Que sina a tua, meu peito
Que nunca estás satisfeito
Que dás tudo... e não tens nada

Na gelada solidão
Que tu me dás coração 
Não há vida nem há morte
É lucidez, desatino
De ler no próprio destino 
Sem poder mudar-lhe a sorte

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