dissabte, 23 de novembre del 2013
Poema de Saudade
Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
dijous, 31 d’octubre del 2013
Fado al restaurant Lisboa
De nou els amics José i Luisa del restaurant Lisboa del carrer Comte Borrell de Barcelona es disposen a portar de nou el Fado a la nostra ciutat.
Serà la propera setmana, durant quatre nits, de dijous a diumenge. Aquest cop serà la veu d'Adelaide Sofia dins del grup Mar e Fados qui ens acostaran a la sonoritat de la música portuguesa des de la seva manera de fer, del seu particular estil.
Aquest grup va ser va ser l'encarregat de presentar el Fado en el Primer Festival de Fado de Catalunya l'any passat, organitzat per Interfado amb la col·laboració del Consolat Portuguès de Barcelona.
Com sempre tindrem Fado en un bon ambient, i amb un bon sopar de la bona cuinera que és la Luisa.
Recordeu: Dies 7 8 9 i 10 de Novembre. Veieu el cartell.
dissabte, 19 d’octubre del 2013
Prolífica i fantàstica Raquel
Una de les meves fadistes de referència, la Raquel Tavares, ens sorprèn aqui "sambando" amb el músic brasiler Xande de Pilares, i tot i que no és un fado, aquest tema no podia deixar d'estar aqui al blog, així doncs i gràcies al canal de Youtube de Alessandro Cardoso,disfrutem del sabor i calidesa de la veu de la Raquel.... i del Xande.
Aceita
Xande de Pilares
No ensaio de uma escola de samba eu te encontrei
O destino chegou com o olhar , me apaixonei
A poesia da sua canção foi a voz da minha linda razão
E o meu fado ficou traçado desde então
O destino chegou com o olhar , me apaixonei
A poesia da sua canção foi a voz da minha linda razão
E o meu fado ficou traçado desde então
Iluminada madrugada que trouxe a lua abençoada
Luz tão divina que clareia
Luz tão divina que clareia
Foi na ânsia do desejo
Que selamos num só beijo
Essa paixão que incendeia
Que selamos num só beijo
Essa paixão que incendeia
Eu sei que o mar te separa de mim
Não deixa a distância ditar nosso fim
Não deixa...
Não deixa a distância ditar nosso fim
Não deixa...
Então , meu amor vem pra perto de mim
Se a vida e o destino quiseram assim
Aceita
Se a vida e o destino quiseram assim
Aceita
diumenge, 29 de setembre del 2013
El Fado torna a Lleida
Aquest projecte cultural enaproxima a casa nostra la música i la cultura portuguesa. És un nexe d'unió entre els dos costats d'aquest pont que acosta a portuguesos i catalans.
Veureu en el programa les diferents possibilitats de tenim per participar-hi.
Diria que, el Fado és el plat fort del festival. Amb la fadista Ana Pinhal, tindrem a més de fado tradicional, fado-flamenc, i amb la Karina Beorlegui, fado-tango. Apostes de fusió que no penso que desmereixin el fado tradicional, malgrat puguin induir a error als poc coneixedors d'aquesta música tan propera i a l'hora tan desconeguda.
El festival ens aporta, a més, aproximació a la cuina portuguesa, gastronomia amb els amics de O Lusitano i més coses que podeu trobar aqui al díptic que ens aporta l'organització.
Saludem aquesta iniciativa que va agafant cos, i esperem que sigui una llavor que arreli i que els bons vents acostin a altres contrades que encara estan famolenques de bon Fado.
Molt èxit és el que desitjem a aquest segon Festival de Fado a les terres de Ponent!
dimecres, 25 de setembre del 2013
Cinderela
Des del restaurant A Nini a Lisboa i a través del canal de youtube 4FadoLisbon he pogut tornar a escoltar aquest fado cançó o cançó adaptada pel fado: Cinderela.
En aquesta ocasió interpretat per la fadista Dulce Guimarães, i m'ha vingut de gust portar-la aqui al blog.
Buscant informació, trobem que l'autor és jove compositor Carlos Paião, nascut al 1957 i mor en accident de cotxe el 1988.
Cinderela, que podríem traduir com a Ventafocs o potser millor com a personatge de conte, de manera genèrica, parla del primer amor, del amor adolescent, amb una poesia que té la grandesa de la simplicitat. Així que no podia deixar de compartir-la amb vosaltres.
Cinderela
Eles são duas crianças a viver esperanças, a saber sorrir
Ela tem cabelos louros, ele tem tesouros para repartir
Numa outra brincadeira passam mesmo à beira sempre sem falar
Uns olhares envergonhados e são namorados sem ninguém pensar
Foram juntos outro dia, como por magia, no autocarro, em pé
Ele lá lhe disse, a medo: O meu nome é Pedro e o teu qual é?
Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: Sou a Cinderela!
Quando a noite o envolveu ele adormeceu e sonhou com ela
Então... bate, bate coração
Louco, louco de ilusão, a idade assim não tem valor
Crescer... vai dar tempo p'ra aprender
Vai dar jeito p'ra viver o teu primeiro amor
Cinderela das histórias a avivar memórias, a deixar mistério
Já o fez andar na lua, no meio da rua e a chover a sério
Ela, quando lá o viu, encharcado e frio, quase o abraçou
Com a cara assim molhada ninguém deu por nada, ele até chorou
E agora, nos recreios, dão os seus passeios, fazem muitos planos
E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos
E, num desses bons momentos, houve sentimentos a falar por si
Ele pegou na mão dela: Sabes Cinderela, eu gosto de ti.
Ela tem cabelos louros, ele tem tesouros para repartir
Numa outra brincadeira passam mesmo à beira sempre sem falar
Uns olhares envergonhados e são namorados sem ninguém pensar
Foram juntos outro dia, como por magia, no autocarro, em pé
Ele lá lhe disse, a medo: O meu nome é Pedro e o teu qual é?
Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: Sou a Cinderela!
Quando a noite o envolveu ele adormeceu e sonhou com ela
Então... bate, bate coração
Louco, louco de ilusão, a idade assim não tem valor
Crescer... vai dar tempo p'ra aprender
Vai dar jeito p'ra viver o teu primeiro amor
Cinderela das histórias a avivar memórias, a deixar mistério
Já o fez andar na lua, no meio da rua e a chover a sério
Ela, quando lá o viu, encharcado e frio, quase o abraçou
Com a cara assim molhada ninguém deu por nada, ele até chorou
E agora, nos recreios, dão os seus passeios, fazem muitos planos
E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos
E, num desses bons momentos, houve sentimentos a falar por si
Ele pegou na mão dela: Sabes Cinderela, eu gosto de ti.
Buscant per la biografia de l'autor ens adonem que Amália va gravar un tema de Paião que jo personalment no coneixia, així que tampoc m'he pogut resistir a penjar-lo aqui, doncs la lletra s'ho val.
O senhor extraterrestre
Vou contar-vos um história que não me sai da memória
Foi pra mim uma vitória nesta era espacial
Noutro dia estremeci quando abri a porta e vi
Um grandessíssimo OVNI pousado no meu quintal
Fui logo bater a porta, veio uma figura torta
Eu disse: "se não se importa” poderia ir-se embora
Tenho esta roupa a secar e ainda se vai sujar
Se essa coisa aí ficar a deitar fumo pra fora
E o senhor extraterrestre
Viu-se um pouco atrapalhadoQuis falar mas disse "pi
Estava mal sintonizadoMexeu lá no botãozinho
E pôde contar-me, entãoQue tinha sido multado
Por o terem apanhado
Sem carta de condução
O senhor desculpe lá, não quero passar por má
Pois você aonde está não me adianta nem me atrasa
O pior é a vizinha que parece que adivinha
Quando vir que eu estou sózinha com um estranho em minha casa
Mas já que está aí de pé venha tomar um café
Faz-me pena, pois você nem tem cara de ser mau
E eu queria saber também se na terra donde vem
Não conhece lá ninguém que me arranje bacalhau
E o senhor extraterrestre
Viu-se um pouco atrapalhadoQuis falar mas disse "pi
Estava mal sintonizadoMexeu lá no botãozinho
Disse para me pôr a pauPois na terra donde vinha
Nem há cheiro de sardinha
Quanto mais de bacalhau
Conte agora novidades: é casado? tem saudades?
Já tem filhos? de que idades? só um? a quem é que sai?
Tem retratos, com certeza, mostre lá, ai que riqueza!
Não é mesmo uma beleza? tão gordinho, sai ao pai
Já está de chaves na mão? vai voltar p’ro avião?
Espere, que já ali estão umas sandes pra viagem
E vista também aquela camisinha de flanela
P’ra quando abrir a janela não se constipar co'a aragem
E o senhor extraterrestre
Viu-se um pouco atrapalhadoQuis falar mas disse "pi"
Estava mal sintonizadoMexeu lá no botãozinho
E pôde-me então dizer Que quer que eu vá visitá-lo
Que acha graça quando eu falo
Ou ao menos, p’ra escrever
E o senhor extraterrestre
Viu-se um pouco atrapalhadoQuis falar mas disse "pi"
Estava mal sintonizadoMexeu lá no botãozinho
Só pra dizer: "Deus lhe pague"Eu dei-lhe um copo de vinho
E lá foi no seu caminho
Que era um pouco em ziguezague
Foi pra mim uma vitória nesta era espacial
Noutro dia estremeci quando abri a porta e vi
Um grandessíssimo OVNI pousado no meu quintal
Fui logo bater a porta, veio uma figura torta
Eu disse: "se não se importa” poderia ir-se embora
Tenho esta roupa a secar e ainda se vai sujar
Se essa coisa aí ficar a deitar fumo pra fora
E o senhor extraterrestre
Viu-se um pouco atrapalhadoQuis falar mas disse "pi
Estava mal sintonizadoMexeu lá no botãozinho
E pôde contar-me, entãoQue tinha sido multado
Por o terem apanhado
Sem carta de condução
O senhor desculpe lá, não quero passar por má
Pois você aonde está não me adianta nem me atrasa
O pior é a vizinha que parece que adivinha
Quando vir que eu estou sózinha com um estranho em minha casa
Mas já que está aí de pé venha tomar um café
Faz-me pena, pois você nem tem cara de ser mau
E eu queria saber também se na terra donde vem
Não conhece lá ninguém que me arranje bacalhau
E o senhor extraterrestre
Viu-se um pouco atrapalhadoQuis falar mas disse "pi
Estava mal sintonizadoMexeu lá no botãozinho
Disse para me pôr a pauPois na terra donde vinha
Nem há cheiro de sardinha
Quanto mais de bacalhau
Conte agora novidades: é casado? tem saudades?
Já tem filhos? de que idades? só um? a quem é que sai?
Tem retratos, com certeza, mostre lá, ai que riqueza!
Não é mesmo uma beleza? tão gordinho, sai ao pai
Já está de chaves na mão? vai voltar p’ro avião?
Espere, que já ali estão umas sandes pra viagem
E vista também aquela camisinha de flanela
P’ra quando abrir a janela não se constipar co'a aragem
E o senhor extraterrestre
Viu-se um pouco atrapalhadoQuis falar mas disse "pi"
Estava mal sintonizadoMexeu lá no botãozinho
E pôde-me então dizer Que quer que eu vá visitá-lo
Que acha graça quando eu falo
Ou ao menos, p’ra escrever
E o senhor extraterrestre
Viu-se um pouco atrapalhadoQuis falar mas disse "pi"
Estava mal sintonizadoMexeu lá no botãozinho
Só pra dizer: "Deus lhe pague"Eu dei-lhe um copo de vinho
E lá foi no seu caminho
Que era um pouco em ziguezague
Lletres del blog fadosdofado
dijous, 19 de setembre del 2013
Estils
Fadomeu ha publicat fa poc un vídeo d'Amália amb el tema "Rosa vermelha", que jo només havia escoltat a la Kátia Guerreiro, gravat en el seu CD Nas mãos do fado el 2007.
Bé aqui van les dues versions, els dos estils, diferents, úniques imagistrals.
Ai, el Fado!!!
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