Fa uns anys l’amic Vasco -a qui tinc tantes coses a agrair- em va dir a la Mesa de Frades –“Olha, esta canta bem- I vaig quedar atrapat per la seva manera d’interpretar i pensaba i pensó “Quina quantitat de bons i bones fadistes que tenim aquesta fornada”
Em sembla que la Matilde Cid arriba a uns nivells d’introspecció que els sentiments surten a cor que vols d’una manera natural i que no está a l’abast de tothom.
Aquí el Fado Mayer d’Armandinho, amb un poema de Maria do Rosário Pedreira. Els músics Bruno Chaveiro, Pedro Saltão i Francisco Gaspar. Un cóctel extraodinari.
Quanto te apressas e me confessas, que está na hora
Eu não te digo, que é um castigo ver-te ir embora
Finjo que a dôr, que sei de cor, pouco me importa
Mas mal me deixas, sinto que fechas p'ra sempre a porta
Vem, não te atrases
O que fazes sem mim a esta hora?
Volta para os meus braços, eu já esperei demais
Vem não te atrases
Eu perdoo-te a demora
Se morares nos meus abraços e nunca mais me deixares
Quando tu partes, faltam-me as artes para te prender
Mas se não estás, não sou capaz de adormecer
Acendo estrelas, pelas janelas da casa fria
Mas se não chegas, sinto-me ás cegas até ser dia
