dimecres, 25 de juliol de 2012

Ana Catarina Grilo

En la nostra estada a Lisboa el passat mes d'abril vam passar una nit de fados al restaurant A NiNi de la rua Manuel de Melo, i vam escoltar diversos fadistes, d'alguns dels quals lamento molt no recordar-ne els noms.

Entre tots els que vam escoltar aquella nit, aquesta noia que presentem en aquests vídeos i que recordo el nom, es diu Ana Catarina.

He buscat informació i sembla que es tracta d'Ana Catarina Grilo a qui correspont la fotografia, que va guanyar el concurs de fado amador de Setúbal el 2011.

Si no fos així, espero dels bons amics de Portugal les oportunes rectificacions.
Muito Obrigado, moltes gràcies.

 Na boca de toda a gente

 
Tiago Torres da Silva / Daniel Gouveia *fado daniel*

Se eu te disser ao ouvido
Que o fado me tem pedido
Para ninguém o cantar;
Por favor, guarda segredo
Porque o fado está com medo
Que alguém o queira matar

Anda tão envergonhado
Que diz que já nem é fado / Nem julga que o fado exista
Porque quem sente vaidade
Em dar abrigo à saudade / Já não pode ser fadista

E depois o fado diz
Que não pode ser feliz / Na boca de toda a gente
E que talvez a meu lado
Possa voltar a ser fado / Como era antigamente

É por isso que eu lhe digo
Que quando lhe dou abrigo / Sinto o peito tão cansado
E um dia, talvez consiga
Que ao chorar o fado diga / Que quer voltar a ser fado.

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 Minha mãe eu canto a noite
 
 Vasco de Lima Couto / Popular *fado menor*

Minha mãe, eu canto a noite
Porque o dia me castiga
É no silêncio das coisas
Que eu encontro a voz amiga

Minha mãe, eu sofro a noite / Neste amor em que me afundo
Porque as palavras da vida / Já não têm outro mundo

Minha mãe eu grito a noite / Como um barco que te afasta
E naufraga no mar alto / Ao pé da onda mais casta


Minha mãe o que fizeste / O que fez o teu amor
Naquela hora tardia / Em que me pariste em dor

Por isso sou este canto / Minha mãe, tão magoado
Que visto a noite em meu corpo / Sem destino, mas com fado

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Julguei endoidecer
 
 Tristão da Silva / Júlio Proença *fado esmeraldinha*


Julguei endoidecer quando partiste
Ficando entre nós dois, funda barreira
Caiu dentro de mim, a noite triste
Feita de sombras negras, sem clareira

Durante dias, fui folha caída
Que o vento vai levando por aí
Fumei, chorei, bebi, mal disse a vida
E desejei morrer, morrer por ti

Morrer por ti eu quis, porque a saudade
Falou em mim, mais alto que a razão
Não me deixando ver esta verdade
Não és homem que valha esta paixão

Quero voltar á vida que vivi
Quero voltar a ser, tal como outrora
Maldito seja o dia em que te vi
Bendito sejas tu, p'la vida fora.


Letras tiradas do blog amigo fadosdofado

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