diumenge, 27 de maig de 2012

Amêndoa amarga


Amêndoa amarga

Ary dos Santos / Alain Oulman

Por ti falo e ninguém pensa
mas eu digo minha amêndoa, meu amigo, meu irmão
meu tropel de ternura, minha casa
meu jardim de carências, minha asa.

Por ti vivo e ninguém pensa
mas eu sigo um caminho de nardos infestados
uma intensa ternura que persigo
rodeada de cardos por tantos lados.


Meu perfume,minha essência, meu lume
minha asa meu ladel
Como é possível? Como é posssível?
Não chegar ao silo de teu amargo sal

Por ti morro e ninguém sabe
mas eu espero o teu corpo que sabe a madrugada
o teu corpo que sabe a desespero
ó minha amarga amêndoa desejada.

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