dissabte, 17 de març de 2012

Casa da Mariquinhas

L'amic João Costa em va parlar en aquesta darrera estada a Porto de dos fadistas que a ell li agraden particularment, en Paulo Cangalhas i l'Aurélio Perry.
Confesso que no els havia escoltat mai i per tant vaig aprofitar aquest cap de setmana a la "Invicta" per passar per aquesta extraodinària casa de fados que és Casa da Mariquinhas i escoltar-los.

En João tenia raó. Ell, que es mira i s'escolta el fado des dels sentiments, és prou objectiu per saber quan un fadista aconsegueix que el fado "aconteça".

I ja m'havia avisat de "l'arrepio" que hom sent quan, escoltant aquests dos fadistas, el fado t'arriba ben endins.

Aquelles mágiques nits al bell mig del Morro da Sé, el fado va tornar a embadalir-nos amb la veu d'aquests dos extraodinaris fadistes.

Els vídeos també són d'aquelles nits i l'autor també és en João Costa Menezes


Paulo Cangalhas




Aurélio Perry

Acompanyats a la guitarra per Rolando Teixeira i a la viola per Victor Peixoto.

Aurélio Perry

Maria do Céu

Frederico de Brito / Carlos Rocha
Maria do Céu nascera
E em paz crescera na Madragoa
Era a mais bela varina, fresca e ladina
Que houve em Lisboa

E quando chegava á janela / Aberta de par em par
Via o Chico a olhar p'ra ela
Ao partir num barco à vela / P'ra rude faina do mar
Sempre a cantar

Maria do Céu, primavera em flor
Serei sempre teu... adeus meu amor
Se Deus me ajudar neste anseio meu
Por ti deixo o mar, por ti deixo o mar
Maria do Céu

Um dia, o Chico embarcara
E lá abalara, mas não voltou
Porque o mar que o estremecera
Tanto o quisera que lho roubou

E ela louca passa o dia / À janela olhando o mar
A gargalhar de agonia
Vai cantando a melodia / Já cansada de esperar
Sempre a cantar.

 Paulo Cangalhas

Minha mãe eu canto a noite

Vasco de Lima Couto / Popular *fado menor*  
 Minha mãe, eu canto a noite
Porque o dia me castiga
É no silêncio das coisas
Que eu encontro a voz amiga

Minha mãe eu choro a noite / Como um barco que te afasta
E naufraga no mar alto / Ao pé da onda mais casta



Minha mãe, eu grito a noite / Neste amor em que me afundo
Porque as palavras da vida / Já não têm outro mundo


Minha mãe o que fizeste / O que fez o teu amor
Naquela hora sombria / Em que me pariste em dor

Por isso sou este canto / Minha mãe, tão magoado
Que visto a noite em meu corpo / Sem destino, mas com fado.

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