dissabte, 14 de març de 2009

Fadista Vadio Jorge Costa


Aquella nit de febrer, sortíem de Mesa de Frades. Já era tard, però Alfama encara em guardava una sorpresa: O Tejo bar. Encara obert, potser desafiant normatives municipals, ens va oferir una mica més de música, brasilera i també fado amb l'autoanomenat Fadista Vadio Jorge Costa, peculiar personatge de la nit Lisboeta.
Com no podia ser d'altre manera, després de xerrar una mica, em va vendre el seu CD i me'l va dedicar amb molt d'afecte amb un "... com saúde e amor até Taporbana".
Vaig percebre que es referia al lloc on un arriba després d'una llarga travessia d'esforços i penalitats: El Premi, l'assoliment del concepte de felicitat. Potser Taporbana és el concepte antagònic o tal vegada complementari del concepte d'Ítaca, que ens diu que l'important és el camí i no el destí on s'arriba... Potser.

Bem Jorge, então vamos nos encontrar novamente, embora seja no Tejo bar, que é, talvez, parte do Taporbana.... Ah! i depois de te ouvir cantar, os nossos aplausos serão sem barulho... é noite em Alfama!

Coração cala os meus ais, amb lletra de Carlos Conde i música João Maria dos Anjos

Coração cala os meus ais
Bate mais pausadamente
Dá menos pressa ao meu fim;
Não me faças sofrer mais
Com pena de certa gente
Que não tem pena de mim

Não te prendas a ninguém
Sabes lá no teu sentir / Do que este mundo é capaz
Há gente a quem se faz bem
Que ainda se fica a rir / Do bem que a gente lhes faz

A morte é certa, é fatal
E a vida gozada á toa / Nem sempre se contradiz
Fazer bem, não fica mal
Mas olha que a gente boa / É sempre a mais infeliz

Após falar desta sorte
Um pobre pediu-me pão / Eu dei-lho, por caridade
Ás vezes quero ser forte
Mas este meu coração / Nunca me faz a vontade