diumenge, 21 de setembre de 2008

Aldina Duarte



Podria començar dient que la vei i el jeito d'aquesta fadista em va captivar en quant la vaig sentir. Però dir això no fóra gaire original, ja què o podria dir de gairebé tots els/les fadistes que conec.

He llegit en algun lloc que té un posat massa exagerat o potser massa "negre". Jo no l'he vista cantar el Fado en directe. Fins avui he de dir que l'escolto amb plaer, i és per a mi una font important per conéixer les melodies del Fado Clàssic.

Avui em ve de gust que escolteu:

Deste-me tudo o que tinhas

lletra - João Monge
música - Felipe Pinto
(Fado Meia-Noite)

Deste-me tudo o que tinhas
nos meus lençóis de cetim
mas a raiva quando vinhas
desencontrado de mim.

O meu corpo dependente
bebia da tua mão
aquela mistura quente
de desejo e perdição.

Jurei que um dia mudava
que de tudo era capaz
já nem o sangue me lava
e tu nem raiva me dás.

Parti os saltos na rua
dei a vida pela vida
mas agora olho a Lua
e não me sinto perdida.

Esqueci a tua morada
e tu nem raiva me dás
agora que não me dás nada
deste-me um pouco de paz.


Agora para os amigos de Portugal que olham este "bloc", tenho uma pergunta: Há um poema de Aldina Duarte que ela canta em Fado Menor e que eu não ouvi nunca.
O poema diz......... Na memória uma voz triste
não pára de me dizer
tudo aquilo que hoje existe
um dia há de morrer