divendres, 7 de juny de 2013

Fado da Adiça

Serra da Adiça
Continuem amb la llista de fados tradicionals, avui amb el Fado da Adiça, una música composta per Armando Augusto Freire, "Armandinho" i que Amália va cantar amb un poema de Rodrigo de Melo.

Em diu l'amic José Fernandes Castro , a qui li agraïm l'ajuda, que el nom li ve de la Serra da Adiça situada al baix Alentejo al sur de Portugal. Al diccionari Priberam, el mot Adiça ens explica que significa mina d'or.

Va resultar una mina aquest fado esdevenint fado tradicional al ser cantat amb altres poemes. Aqui ja vam escoltar la Célia Leiria cantant un poema de Manuel de Andrade, i avui escoltarem l'original d'Amália...

Fado da Adiça

Por muito que se disser
O fado não é canalha
Não é fadista quem quer
Só é fadista quem calha

O destino é linha reta / Traçado à primeira vista
Como se nasce poeta / Também se nasce fadista

O fado é sexto sentido / Que distingue o português
Para ficar aprendido / Basta cantar-se uma vez

Soa a guitarra cantamos / A alegria que fingimos
O fado que nos cantamos / É sina que nos cumprimos.
 
I encara més, un poema de João Monge amb la veu d'Aldina Duarte. Gravat a la mítica Mesa de Frades i del film A Religiosa Portuguesa
Xaile encarnado
 
 
 
 Eu tenho um xaile encarnado
É uma lembrança tua
Tem um segredo bordado
Que ás vezes eu trago à rua

Tem as marcas de uma vida / Que a vida marca no rosto
Mas ganha uma nova vida / Nas noites que o trago posto

Já foi lençol e bandeira / Vela de barco, também
Tem marcas da vida inteira / Mas dizem que me cai bem

Se pensas que me perdi / Nalgum destino traçado
Pra veres que não esqueci / Eu ponho o xaile encarnado.