dilluns, 25 de juny de 2012

Célia Leiria

Nascuda a Santarém, vaig saber d'aquesta fadista a finals de l'any passat quan va treure el seu primer treball discogràfic "Caminhos", que va presentar a la seva ciutat natal l'onze de desembre passat.

Ja fa alguns anys que canta fados. En el 2001 va ser una de les convidades de Carlos Zel al casino d'Estoril en les seves mítiques Quartas de Fado i posteriorment ha actuat a la gala O Fado acontece, al Fòrum de Lisboa i en molts altres esdeveniments.

Sol estar acompanyada a la guitarra portuguesa per Pedro Amendoeira.

Del seu CD escoltem un fado tradicional, el Fado de Adiça, una música d'Armandinho, amb un poema de Manuel de Andrade. 


Horas da vida


Há horas, há tantas horas
nas horas que a vida tem
e, às vezes, em poucas horas
vivem-se vidas também.

Nas horas que te esperei
eu contei horas sem fim
tantas horas, que nem sei
se ainda há horas p'ra mim.

O tempo marca os seus passos
nas horas que nós contamos
e nós deixamos os traços
dos passos que nela damos.

A vida tem horas certas
são portas que nós fechamos
não ficam portas abertas
p'ras horas que atrás deixamos.

Se as portas e tantas horas,
ficaram todas fechadas,
às vezes em poucas horas,
ganham-se horas passadas.

dimecres, 20 de juny de 2012

É tão bom ser pequenino

Avui presentem uns poemes antics amb el mateix títol: "É tão bom ser pequenino" -És tan bonic ser petit.
L'un del poeta Carlos Conde cantat amb la música de fado Mouraria, per l'Alfredo marceneiro, i l'altre, que ja vam presentar aqui fa algun temps, amb música de fado Corrido, en aquest cas cantat pel fadista Rodrigo. La lletra és de Linhares Barbosa.
En ambdos casos els poetes lloen les bondats de ser petit, tenint qui et cuidi, tenint pare, mare, avis... tots sempre amatents per tal que no et falti de res.
Algú pot pensar que son poemes amb un cert tuf d'antigor, massa simples, o potser de llàgrima fàcil. Que avui ja no es diuen aquestes coses, o d'aquesta manera. Potser si que avui costa més de ser simples i hem tendit a fer-ho tot més complexe, i fins i tot amagar sentiments.

Avui em venia de gust parlar d'això.
Tenir pare, mare, avis, tenir esperança en el futur i tenir qui t'estimi...
Alfredo Marceneiro
É tão bom ser pequenino
L. Carlos Conde 
m. Fado Mouraria
 
É tão bom ser pequenino
Ter pai, ter mãe, ter avós
Ter esperança no destino
E ter quem goste de nós

Ver tudo com alegria
Sem delongas sem demoras
Viver a vida numa hora
Eternidade num dia
Ter na mente a fantasia
Dum bem que ninguém supôs
Ter crença sonhar a sós
Com a grandeza deste mundo
E para bem mais profundo
Ter pai, ter mãe, ter avós

Ter muito elevo a sonhar
Acordar e ter carinho
Ter este Mundo inteirinho
No brilho do nosso olhar
Viver alheio ao penar
Deste orbe torpe ferino
Julgar-se eterno menino
Supor-se eterna criança
E num destino sem esperança
Ter esperança no destino

Oh! Desventura, Oh! Saudade
Causas da minha inconstância
Dai-me pedaços de infância
Retalhos de mocidade
Dai-me a doce claridade
Roubando-a ao tempo atroz
Eu queria ter a minha voz
Para cantar o meu passado
E é tão bom cantar o fado
E ter quem goste de nós.

Rodrigo
 

É tão bom ser pequenino

João Linhares Barbosa / Popular *fado corrido*
É tão bom ser pequenino
Ter pai, ter mãe, ter avós
Ter esperança no destino
E ter quem goste de nós


Vem cá José Manuel / Dás-me a graciosa ideia
De Jesus na Galileia / A traquinar num vergel
És morenito de pele / Como foi o Deus menino
Tens o mesmo olhar divinov / Ai que saudades eu tenho
Em não ser do teu tamanho

É tão bom ser pequenino
Os teus dedos delicados / Nessas tuas mãos inquietas
Lembram-me dez borboletas / A voejar nuns silvados
Fui como tu, sem cuidados /Também já corri veloz
Vem cá, falemos a sós / Dum caso sentimental
Que eu vou dizer-te o que vale

Ter pai, ter mãe, ter avós
Ter avós, afirmo-to eu / Perdoa as imagens minhas
É ter relíquias velhinhas / E ter mãe, é ter o céu
Ter pai assim como o teu / Que te dá o pão e o ensino
É ter sempre o sol a pino / E o luar com rouxinóis
Triunfar como os heróis

Ter esperança no destino

Tu sabes o que é a esperança / O sonho, a ilusão a fé?
Sabes lá o que isso é / Minha inocente criança!
Tu és fonte na pujança / Eu, o rio que chegou á foz
Eu sou ante e tu após / Ai que saudades, saudades
A gente a fazer maldades

E ter quem goste de nós


divendres, 15 de juny de 2012

Tiago Simões

Coração de Alfama, amb en Tiago Simões, acompanyat a la guitarra pel Paulo Jorge, i pel Chico do Carmo a la viola d'acompanyament.
Alfama, març de 2012

Leio em teus olhos



Letra e música de: Mário Moniz Pereira
Leio em teus olhos
Que o nosso amor está cansado
Leio em teus olhos
Recordações do passado
Leio em teus olhos
Que já não sou nesta hora
O que fui p’ra ti outrora
Leio em teus olhos

O amor de alguém é inconstante
Logo que ele vem, vai num instante
Vê lá se o teu não está já muito diferente
Continua igual ao meu, como ele era antigamente.



Mar cruel




Letra e música de: Jorge Fernando

Foi levada um dia na esperança
Da sua pobre vida melhorar
E os meus olhos tristes de criança
Juraram por os seus irem esperar

Trazes-me notícias, depois foges
Oh Mar cruel
Oh Mar cruel
Dum amor que tenho e que está longe
Oh Mar cruel
Oh Mar cruel

E esse mar que nos aparta
É o mesmo que nos aproxima
Porque ás vezes, traz uma carta
Que nos une e nosso amor sublima

Hoje, tantos anos já passados
A minha esperança vive sem temor
Porque o mar que traz os teus recados

Há-de trazer-te um dia, meu amor.


lletres extretes del blog fadosdofado

diumenge, 10 de juny de 2012

Sónia Santos

Gràcies al Facebook i a la nostra amiga Isa Veloso que descobrim noves veus. Aquesta és la Sónia Santos, de qui puc dir bem poques coses, que és nascuda a Elvas , que viu a Lisboa i que el passat dia 1 de juny va cantar a la casa de fados d'Alcochete, Sr. fado.

Va guanyar el concurs de la RTP, Fados na Praça, e entre els fados que va cantar en aquest concurs, esta el que presentem al final, un Fado das Horas, poema de Manuela de Freitas, molt ben cantat. Però aquest que escoltarem primer un fado Dois Tons, popularitzat en el seu dia per Fernanda Maria, és el que em va fer parar atenció a la veu i l'estil d'aquesta fadista, que espero veure ben aviat en viu i en directe.


Us deixo amb la Sónia Santos 


Gosto de ti porque gosto

Maria Lavínia / Alberto Costa *fado dois tons*

Gosto de ti porque gosto
A razão não sei dizer
Como tu de mim não gostas
Eu canto p’ra te esquecer

No amor não há razões / Não há razões p’ra gostar
Eu sei lá porque é que gosto / Quando me estás a beijar

Se me fitas bem nos olhos / Ainda mais gosto de ti
Gosto de ti porque gosto / Gostei logo que te vi

Se me perguntam, nem sei / A razão deste meu querer
Gosto de ti porque gosto / É tudo o que sei dizer
Fado sagitário

Manuela de Freitas / Popular *fado das horas*


Se foi Deus que quis assim
Nem tu sabes nem eu sei
Mas tenho-te presa a mim
Por tudo o que não te dei


Se eu te desse o que tu queres / Quem sabe se nesse dia
Depois de tu me prenderes / Eu nunca mais te prendia


E se me queres como sou / Não me queiras prisioneiro

Só posso dar-te o que dou
Porque não me dou por inteiro
Não te daria o que dou / Se me desse por inteiro

E por muito que te queixes / Só espero que tu entendas
Que prefiro que me deixes / A deixar que tu me prendas


Bem sei que é contradição / Eu pedir-te liberdade
Sabendo que a condição / É ficar preso à saudade.

Lletres extretes del blog amic fadosdofado

dimarts, 5 de juny de 2012

Mas sou fadista

Ja hem parlat en aquest blog de l'Aurelio Perry a qui vaig conèixer en el darrer viatge a Porto, a la casa de fados d'en Jorge F. Couto, l'emblemàtica Casa da mariquinhas.
En João Costa ja m'habia dit la seva opinió del fadista, Que era bo em va dir, i tenia raó, és d'aquells fadistes que esperas sempre escoltar i no te'n canses.

Aquest Mas sou fadista molt ben cantat no podia deixar de compartir-lo aqui amb tots els que segui aquest raconet de fado.
A més tenim la lletra amb una d'aquestes motllures que ens regala la fadista Susana Lopes...

divendres, 1 de juny de 2012

Juny

Comença a apretar la calor. De fet, ja fa uns quants dies que sense adonar-nos-en  ha arribat de nou la calor que ens mena a l'estiu,  tancant un cicle, o potser obrint-ne un altre de nou.
Juny és el mes de les festes dels Sants Populars a Lisboa, i la veritat és que m'agradaria, passar-hi uns dies, especialment per Santo António. Ja veure'm.....

Parlar de juny, ens fa recordar en aquelles nits, curtes en temps i intenses en tantes coses. A Lisboa, les nits esdevenen màgiques, amb els carrers engalanats, amb aquella olor de sardina a la brasa, i on trobem aquells fadistes castiços amb un enorme pes específic com és el cas del que aqui escoltarem. Juny ens porta a José Manuel Barreto, del qual ja ne'm parlat en aquest blog.

Gràcies a aquests dos enormes perfils de Youtube podem gaudir de la veu d'en Zé Manuel...

Juny, Junio, Junho


Nem todo o branco é saudade

Maria Manuel Cid / José António Sabrosa

Uma saudade que esquece
Não é saudade nenhuma
Não há céu que tenha bruma
Enquanto o sol nos aquece

A paixão é mais ingrata / Que a falta de sentimento
Pode traír no momento / Não perdoa, não acata

Nem toda a ruga é velhice / Nem todo o branco é saudade
Ás vezes, na mocidade / Há quem chore a meninice.

Senhora de Nazaré 
 
João Nobre
João Nobre

Senhora da Nazaré rogai por mim
Também sou um pescador que anda no mar
Ao largo da vida apruei nas vagas sem fim

Está meu barquito de sonhos quase a naufragar

As minhas redes lancei com confiança
Colhi só desilusões no mar ruím
Perdi o leme da esperança
Eu não sei remar assim
Senhora da Nazaré rogai por mim.
El nostre agraïment al blog fadosdofado i als canals Menafranco67 i Mariadoalentejo del Youtube