dimecres, 19 d’octubre de 2011

Com tradição

 Entre as pérolas que me enviou, desde Martin nos EUA, o meu amigo Antón, este CD do Carlos Zel "Com Tradição" gravado no ano 2000, julgo ser este CD o último da sua carreira como fadista. 
Carlos Zel, a quem já temos ouvido neste blog, canta-nos aqui um poema da poetisa Maria Manuel Cid com música do fado tradicional Pedro Rodrigues em quartas.
A saudade, recurrente no universo fadista, volta neste poema a nos descrever aquela sensação de pertencer a um lugar do qual, ao nos afastarmos, surge em nós o desejo de voltar  e aparece o fadista que todos temos dentro.

Há quem diga que a saudade e o fado não vão de mãos dadas?


Quando o peito tem saudade 

Maria Manuel Cid / Pedro Rodrigues

Se um dia partires a amarra
Que te liga à terra mãe
Quando ouvires uma guitarra
Serás fadista também

Se as doze cordas trinando
Soluçam rezas e preces
Terás de cantar chorando
Um fado que não conheces

Não cantas com dor sentida
Ninguém nasce já fadado
O fado da nossa vida
É que nos dá outro fado

E se tirasses do peito
As fibras que a dor desgarra
Decerto que tinhas feito
Com elas uma guitarra

Não podes sofrer a sós
Tens de crer nesta verdade
Há sempre um fado na voz
Quando o peito tem saudade

4 comentaris:

américo ha dit...

Parabéns por recordar esse enorme ícone do Fado que foi Carlos Zel,sim esta é uma das suas últimas gravaçoes,se nota até na voz,já um pouco menos pujante do que era o Carlos antes de estar doente. Obrigado Jaume por manteres teu Blog com esse amor e coragem pelo Fado. Um grande abraço. Américo

jaume ha dit...

Obrigado Américo por tuas palavras que que animam ainda mais a seguir com a tarefa de divulgar o Fado.
Um grande abraço!
jaume

Suoutubro ha dit...

Olá Jaume!
Obrigada pelo interesse e pelos teus comentários sobre a Joana!
QUero que ela conheça o meu amigo catalão fadista!

beijo para ti e para a Rosa

jaume ha dit...

Olá Souotubro, obrigado sempre eu por teres lembrado deste catalão. Um beijinho para ti e para a Joana a quem vou conhecer em breve, pois espero ir a Lisboa antes do ano acanar.
jaume