diumenge, 31 de juliol de 2011

Pedro Galveia i Ricardo Ribeiro

 Devia ser una tarda memorable aquesta en el Grupo Desportivo da Mouraria amb aquests dos extraodinaris fadistas.

A Lucinda Camareira del poeta Henrique Rego amb música de A. Duarte no fado Bailarico





A Lucinda camareira
Era a moça mais ladina
Mais formosa, mais brejeira
Do café da Marcelina

De maneira graciosa / Sobre um lindo penteado
Trazia sempre uma rosa / Cor de rosa avermelhado;
Eu vivi enfeitiçado / Por aquela feiticeira
Que airosamente ligeira / Servia de mesa em mesa;
Tinha feições de princesa /
A Lucinda camareira
Primando pela brancura / O seu avental de folhos
Realçava-lhe a negrura / Encantadora dos olhos;
Nem desgostos nem abrolhos / Sofrera desde menina
Que apesar de libertina / Orgulhosa e perturbante;
No velho café cantante /
Era a moça mais ladina
Os marialvas em tipóias / Iam da baixa num salto
Ver a mais linda das jóias / Ao café do Bairro Alto;
A camareira que exalta / De tão singular maneira
Era amada pela cegueira / Que a palavra amor requer;
Para mim era a mulher /
Mais formosa e mais brejeira
Certa noite de fim d’ano / Em que certo cantador
Cantava ao som do piano / Cantigas feitas de amor;
Um cigano alquilador / De têz bronzeada e fina
Por afortunada sina / A Lucinda conquistou;
E para sempre a levou / Do café da Marcelina.


Letra tirada do blog fadosdofado

dimarts, 26 de juliol de 2011

Quartas de Fado

Un CD impecable amb Carlos Zel ...e convidados, gravat en diverses sessions al casino d'Estoril l'any 2001, en les que deurien ser unes fantásticas nits de Fado.

El recull de fados que integren el CD -masteritzat el 2010- és a càrrec del seu fill Nuno, amb la col·laboració de José Manuel Osório, i m'agrada poder dur aqui un dels fados que canta amb un dels convidats, ni més ni menys que O Rey Fernando Maurício. Crec que hem d'agrair l'edició d'aquest fado cantat "a mitges" per aquest dos grans fadistes. Com diu  el fill de Carlos Zel, seria un pecat, un crim pels amants del fado que existint aquesta perla, no fos editada.

a la guitarra Paulo Parreira
a la viola João Maria Veiga
a la viola-Baixo Armando Figueiredo

Fado Mouraria en estat pur: O Leilão da Mariquinhas 
de João Linhares Barbosa

Ninguém sabe dizer nada
Da formosa Mariquinhas
A casa foi leiloada
Venderam-lhe as tabuínhas

Ainda fresca, e com gajé / Encontrei na Mouraria
A antiga Rosa Maria / E o Chico do cachiné
Fui-lhes falar, já se vê / E perguntei-lhes de entrada
P'la Mariquinhas, coitada / Respondeu-me o Chico, e vê-la?
Tenho querido saber dela
Ninguém sabe dizer nada
As outras suas amigas / A Clotilde a Júlia a Alda
A Inês, a Berta, a Mafalda / E as outras mais raparigas
Aprendiam-lhe as cantigas / As mais ternas coitadinhas
Formosas como andorinhas / Olhos e peitos em brasa
Que pena tenho da casa
 
Da formosa Mariquinhas
Então o Chico apertado / Com perguntas, explicou-se
A vizinhança zangou-se / Fez-lhe um abaixo assinado
Diziam que havia fado / Ali até madrugada
A pobre foi intimada / A saír, foi posta fora
E por mor duma penhora
 
A casa foi leiloada
O Chico foi ao leilão / Arrematou a guitarra
O espelho, a colcha com barra / O cofre forte o fogão
Como não houve cambão / Porque eram coisas mesquinhas
Trouxe um parte de chinelinhas / O alvará e as bambinelas
E até das próprias janelas

Venderam-lhe as tabuínhas
lletra extreta del blog fadosdofado, passeu-hi!!

divendres, 22 de juliol de 2011

Ana Moura a Cartagena!!

 Fado a Cartagena...

La Mar de Músicas, festival que ja té uns quans anys d'existència i pel qual han passant noms il·lustres, ha dut aquest any a l'escenari del Patio de Armas a la fadista Ana Moura.

Magnificament acompanyada pel José Manuel Neto a la guitarra, en José Elmiro Nunes a la viola i en Filipe Larsen a la viola-baixo, ha presentat la majoria dels fados del seu darrer treball "Leva-me aos fados" tema aquest que va fer que cantéssim els assistents que ompliem l'espai rehabilitat i que abans era un quarter militar. Bon canvi aquest d'armes per Fado!!

Comença el concert: Esta noite saio à rua... a Capela!!
 Un poema de Jorge Fernando, productor del CD amb música de Fado-Marcha d'Alfredo Marceneiro y que l'Ana va cantar  sense acompanyament musical. Era veu i música , era Fado! Llàstima no tenir-ne la gravació...

Ens conformem amb aquesta versió del CD...



Esta noite saio à rua
Não vou carpir mais as mágoas
Neste meu quarto fechado,
O que no peito se amua
São dores, e eu triste trago-as
Na boca em forma dum fado

Esta noite não me escondo
Entre as mãos trémulas frias
Da solidão a buscar-me,
Sai-me do peito redondo
Um suspiro e as agonias
A que não quero mais dar-me

Esta noite não reclamo
A luz sombria do quarto
Em que a mágoa se acentua,
Ponho de parte o que eu chamo
A dor de um passado ingrato
Esta noite saio à rua...

Un bon quartet
Obrigado Ana por me dedicares o CD

dilluns, 18 de juliol de 2011

Canoas do Tejo

Aquest és un fado musicat de Federico de Brito, o Britinho, com era conegut aquest poeta que va treballar molts anys de taxista, i que ha esdevingut un clàssic en l'àmbit fadista.
A mi m'agrada més aquesta versió d'en Carlos Macedo amb instruments propis del fado que no pas d'altres que l'acompanyen amb música d'orquestra.
Aquest tema és un dels fados del disc Jóia do fado que Macedo va gravar el 1985, i reeditat en format CD el 2009.

Canoas do Tejo ens evoca un temps en que les embarcacions típiques del Tejo feien de pont entre les dues ribes d'aquest ample i majestuós riu quan encara no hi havia ponts per creuar-lo. Si la natura s'entossudeix a separar amb fronteres com o són els rius, les persones ens estossudim a unir, encara que costi, malgrat els perills.


Ja vam escoltar aquest fadista en un fado Corrido fa un parell d'anys. Escoltem-lo ara en un dels clàssics més coneguts.

 Canoas do Tejo

Muzicons.com
Frederico de Brito

Canoa de vela erguida / Que vens do cais da ribeira
Gaivota que andas perdida / Sem encontrar companheira

O vento sopra nas fragas / O sol parece um morango
O Tejo baila c'oas vagas / A ensaiar um fandango
 
Canoa... conheces bem
Quando há norte pela proa
Quantas docas tem Lisboa
E as muralhas que ela tem
Canoa... por onde vais
Se algum barco te abalroa
Nunca mais voltas ao cais
Nunca, nunca, nunca mais

Canoa de vela panda / Que vens da boca da barra
E trazes na aragem branda / Gemidos duma guitarra

Teu arrais prendeu a vela / E se adormeceu, deixá-lo
Agora muita cautela / Não vá o mar acordá-lo.


letra tirada do blog fadosdofado

dimarts, 12 de juliol de 2011

Saudades trago comigo

Un clàssic, això és aquest poema de l'António Calém que aqui escoltarem amb la veu i la guitarra d'aquest monstre del fado que és l'Ângelo Freire.
En quan a la música, diríem que es pot tractar d'un Mouraria a l'estil del fadista, o sigui  Mouraria estilizado, o potser es tracta d'un Fado das Horas, o tal vegada un i altre siguin la mateixa cosa... això de l'estil sempre em porta a confusions.
Si algú pot dornar una mica de llum al tema li quedaria molt agraït!!!!!

Aquest estilat del que parlem, també permet al fadista afegir una estrofa al final del fado, del qual n'és autor Fernando Teles

Eu tenho um sonho dourado
sonho que minha alma quer
é morrer cantando o fado
nos braços de uma mulher





Saudades trago comigo
do teu corpo e nada mais,
pois a lei por que me sigo
não tem pecados mortais.

Talvez tu queiras saber / porque em vida já estou morto:
São apenas, podes crer / as saudades do teu corpo.

E tu que sentes por mim / desde essa noite perdida?
Sentes esse frio em ti / que eu sinto na minha vida?

Eu sei que o teu corpo há-de / sentir a falta do meu,
por isso eu tenho a saudade / que o meu corpo tem do teu.

Eu tenho um sonho doirado / Sonho que a minha alma quer:
É morrer cantando o fado / Nos braços de uma mulher.



dimarts, 5 de juliol de 2011

Na minha voz há fado

Dèiem, quan vam parlar en aquest cantinho d'en Leonel Moura, que tornaríem a parlar d'ell i escoltar-lo en un dels fados del qual n'és autor de la lletra. 
Ho dèiem aquell, ja llunyà Març de 2009, i com el que es promet s'ha de complir, aqui escoltarem avui um poema seu, cantat amb la música de fado Solene de Alberto Correia, apuntant que el mateix Leonel em va fer arribar la lletra el mes de Setembre del mateix 2009, la qual cosa li agraeixo infinitament.
Passa, però, que això del PC et juga males passades i en aquest cas he de dir que vaig guardar les lletres en un lloc errat. El destí  -el fado-  ha volgut que avui les trobés i com o prometido é devido, aqui está la nostra...

Guitarra fiel amiga



Num retiro à moda antiga
onde o fado vem dar brado
guitarra fiel amiga
vamos cantar mais um fado.

Nas horas de pranto e dor
quando a voz é mais dolente
cantamos versos de amor
que vêm do peito da gente.

Se aos fadistas dás abrigo
nas horas da solidão
passa esta noite comigo
amiga do coração.

E um dia quando eu deixar
as nossas noites de farra
a trinar hás de chorar
óh minha velha guitarra.