dimarts, 29 de desembre de 2009

Sérgio Marques


Una altra veu d'aquesta ciutat de Porto que no té cap cosa que envejar a Lisboa, en Sérgio Marques amb una veu càlida i un timbre ben fadista cantant un fado clàssic de Casimiro Ramos o *Três Bairros* que és un dels que més m'agrada des que vaig escoltar la Yolanda de Carvalho un poema de J.L. Gordo cantat amb aquesta música.

Sérgio Marques també es troba cómode en el teatre i en la declamació poètica. En el seu CD "Tríptico" ens obsequia amb un recitat de "Fado Operário" de Fernando Peixoto que és una meravella.

Una vegada més el meu Obrigado al senyor Fernando Batista per compartir amb mi el fado que es canta a Porto.

Se ao menos houvesse um dia


João Monge / Casimiro Ramos *fado três bairros*


Se ao menos houvesse um dia
Luas de prata gentia
Nas asas de uma gazela;
E depois do seu cansaço
Procurasse o teu regaço
No vão da tua janela

Se ao menos houvesse um dia
Versos de flor tão macia / Nos ramos com as cerejas
E depois do seu outono
Se dessem ao abandono / Nos lábios quando me beijas

Se ao menos o mar trouxesse
O que dizer e me esquece / Nas crinas da tempestade
As palavras litorais
As razões iniciais / Tudo o que não tem idade

Se ao menos o teu olhar
Desse por mim ao passar / Como um barco sem amarra
Deste fado onde me deito
Subia até ao teu peito / Nas veias de uma guitarra

(letra tirada do blog fadosdofado)

diumenge, 27 de desembre de 2009

Julieta Estrela

Com l'any passat, la darrera nit a Lisboa havia de passar pel "Fado Maior" la casa de fados de la Julieta Estrela, on em bona companyia vam gaudir de fado amb la Clara Cristão, Bruno Igrejas, José Morgado i la Julieta Estrela.

Hem volgut retre-li homenatge amb aquest modest vídeo, un fado de Domingos Silva amb música de João Maria dos Anjos.

Li agraeixo a la Julieta que m'hagi fet arribar la seva música entre la qual he escollit aquest tema, encara que no hagi estat fàcil escollir-ne un, já que tots són magnífics.
Obrigado Julieta.

Podeu sentir més fados de Julieta Estrela en el seu cantinho Fado Maior

dissabte, 26 de desembre de 2009

Natal todo o dia

No podem resistir-nos a portar aqui aquest vídeo realitzat per la nostra amiga Cláudia Tulimoschi.
I ho fem perque a més d'estar molt ben fet, té una magnífica lletra i hi canta la seva mare la fadista Adélia Pedrosa.

Si la gent és capaç d'escampar alegria
si la gent és capaç de tota aquesta màgia
jo estic segur que la gent podria
fer que fos Nadal cada dia..

Gràcies Cláudia, gràcies Adélia



Natal Todo Dia
Roupa Nova
Composição: Mauricio Gaetani Tapajós

Um clima de sonho se espalha no ar,
Pessoas se olham com brilho no olhar,
A gente já sente chegando o Natal,
É tempo de amor, todo mundo é igual.

Os velhos amigos irão se abraçar,
Os desconhecidos irão se falar,
E quem for criança vai olhar pro céu
Fazendo pedido pro velho Noel

Se a gente é capaz de espalhar alegria,
Se a gente é capaz de toda essa magia,
Eu tenho certeza que a gente podia
Fazer com que fosse Natal todo dia!

Um jeito mais manso de ser e falar,
Mais calma, mais tempo pra gente se dar.
Me diz porque só no Natal é assim?
Que bom se ele nunca tivesse mais fim!

Que o Natal comece no seu coração,
Que seja pra todos, sem ter distinção.
Um gesto, um sorriso, um abraço, o que for,
O melhor presente é sempre o amor.

dijous, 24 de desembre de 2009

Rua de saudade


Serveixi com a felicitació de Nadal aquest poema de José Carlos Ary dos Santos i Fernando Tordo cantat per la Luanda Cozetti amb música de Renato Jr., inclòs en el CD Rua de Saudade, un homenatge a Ary dos Santos, poeta popular autor de tants poemes cantats pel fado.

Com diu el creador de Rua de Saudade - "Meu caro, estejas onde estiveres espero sinceramente que gostes de ouvir as tuas palavras reinventadas de forma como as me fizeste sentir"

Dizer que sim a vida







diumenge, 20 de desembre de 2009

Joan Margarit traduzido ao português


El poeta català Joan Margarit ha estat traduït a diverses llengües entre les quals, ara, al portuguès, per l'Àlex Tarradellas i la Rita Custòdio.

Joan Margarit va néixer a Sanaüja, província catalana de Lleida l'any 1938, al bell mig de la Guerra Civil, la qual cosa configura la seva vida i també la seva poesia.

El títol del llibre traduït ara al portuguès és "Casa da Misericòrdia" en una edició bilingüe que el fa més entenedor.

















Presentació i portada del llibre
Un dels poemes del llibre



















És d'agrair el suport de l'Institut Ramon Llull i de l'editora OVNI per aquesta traducció, i als traductors Àlex Tarradellas i Rita Custódio pel fantàstic treball que en tot moment respecta el sentit dels poemes tal i com l'autor els sentí.

dijous, 17 de desembre de 2009

Nuno de Aguiar, 50 anos




















O fadista Nuno de Aguiar cumpre cinquenta anos de trajectória no mundo do fado.
Nós modestamente desde este cantinho que nasceu para que o fado e os fadistas fossem conhecidos e reconhecidos nas nossas casas, queremos também homenageá-lo e fizemos este vídeo com as suas imagens dos últimos anos.

Só quero dizer-te, amigo Nuno, que embora não tenhamos podido estar ao pé de ti na homenagem que merecidamente te fizeram os teus colegas, o nosso coração tem estado e está contigo.


Um abraço fadista

(Obrigado a nossa amiga Rita Custódio pela sua colaboração)

Trindade do nosso fado
Nuno de Aguiar / Popular *fados menor, mouraria e corrido*
Repertório de Nuno de Aguiar

O Fado, canção do povo
Por todo o mundo louvado
Não é velho, nem é novo
O fado, é sempre fado

Vozes de peso e renome / Dizem que o fado menor
Ao contrário do seu nome / É de todos o maior

Também se diz a rigor / A quem canta com mestria
Que o bom apreciador / Não dispensa o Mouraria

Com tristeza ou alegria / Qualquer fadista entendido
Dá também a primazia / Ao velho fado corrido

O corrido, traz beleza / O Mouraria, o encanto
O menor, também se reza / P’ra aliviar nosso pranto

Mais populares, entretanto / Qual dos três mais consagrado
Pai, Filho, Espírito Santo / Trindade do nosso fado

(Letra tirada do blog fadosdofado)

dilluns, 14 de desembre de 2009

André Baptista


Encara sentíem l'olor de Barcelona, però ja les nostres pases trepitjaven les llambordes d'Alfama i aviat aquella flaire que duiem s'anava esmorteint i en venia una altra impregnada de Fado.
Després d'un jantarcinho a casa dels amics Paulo i Isabel, que millor que passar per la Mesa de Frades, un lloc que no decep ningú. I allí vam escoltar aquest fadista que ha gravat el seu primer CD: Um Fado nasce amb una dotzena de temes del compositor Alberto Janes, que entre moltes altres va compondre Foi Deus, o Vou dar de beber a dor , i pel qual Amália sentia un afecte especial i de qui deia que -Era a pessoa especial para mudar o mundo. Era um Senhor.

André Baptista, amb el qual vam poder parlar aquella nit ens va agradar. Quan ens va dir que es podia comprar el seu CD a la loja Companhia Nacional de Música, li vam dir que el compraríem. Com certeza.

À janela do peito, que vam escoltar-li aquella nit, és el que hem escollit per contribuir a la divulgació de la seva veu.

Saudações fadistas amigo André



Letra e musica de Alberto Janes

Lá vai brincando, pela mão de uma quimera
Essa garota que ela foi, sempre a sorrir
Como se a vida fosse eterna primavera
E não houvesse dores no mundo p’ra sentir

As gargalhadas vêm poisar na janela
E ao ouvi-las tenho mais pena de mim
Ai quem me dera rir ainda como ela
Mas quando rio, eu já não sei rir assim

Tenho a janela do peito

Aberta para o passado
Todo feito de fadistas e de fado
Espreita a alma na janela

Vai o passado a passar
E ao ver-se nela, a alma fica a chorar


Lá vem gingando nesse seu passo miúdo
Melena preta, calça justa afiambrada
Como mudamos, tu que foste para mim tudo
Hoje a meus olhos pouco mais és do que nada

Tuas chalaças de graçola e ironia
Eram da rua, andavam de boca em boca
Eu, era ver-te não sei o que sentia
Talvez loucura, que por ti andava louco

Tenho a janela do peito

Aberta para o passado
Todo feito de fadistas e de fado
Espreita a alma na janela

Vai o passado a passar
E ao ver-se nela, a alma fica a chorar


Desilusões as que tive
Enchem a rua…lá estão
E a gente vive dos tempos que já lá vão.

(letra tirada do blog fadosdofado)

dijous, 3 de desembre de 2009

Ha arribat el dia

http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/3584.html

Vamos lá!



LISBOA

Letra de: Artur Ribeiro

Música de Ferrer Trindade

Vejo do cais

Mil janelas

Da minha velha Lisboa

Vejo Alfama das vielas

O Castelo, a Madragoa

E os meus olhos rasos de água

Deixam por toda a cidade

A minha prece de mágoa

Nesta canção de saudade


Quando eu partir

Reza por mim Lisboa

Que eu vou sentir Lisboa

Penas sem fim Lisboa

Saudade atroz

Que o coração magoa

E a minha voz entoa

Feita canção Lisboa

E se ao voltar

Me vires chorar, perdoa

Que eu abra a porta à tristeza

Para depois rir à toa

Tenho a certeza

Que ao ver as ruas

Tal qual hoje as vejo

Nesse teu ar de rainha do Tejo

Hei-de beijar-te Lisboa

Hei-de beijar com ternura

As tuas sete colinas

E vou andar à procura

De mim p’las esquinas

E tu Lisboa

Hás-de vir aqui ao cais

Como agora

P’ra eu te dizer a rir

O que hoje minha alma chora