dimarts, 27 de gener de 2009

Alfredo Duarte junior


Fill de l'Alfredo Marceneiro, i un fadista que ja dic m'agrada molt. M'agrada el seu estil que els portuguesos anomenen gingão i castiço.
El mot gingão el diccionari ens el tradueix com a busca-raons, i també "que balanceja". El mot castís ens sembla més familiar i la mare dels llibres ens ho tradueix com "castís, pur", i figuradament "curiós" "estrany".

Certament l'estil d'aquest fadista si més no, és ben curiòs. En l'enllaç que ens du al blog del seu fill Vítor, lisboanoguinnes, Els podeu veure cantant "a dueto" un fado Bailarico A Lucinda Camareira i veureu l'estil o millor dit els estils de cada ú...
En el mateix blog, unes paraules del seu fill Vítor a manera de petit tast biogràfic:

Foi apelidado de "Fadista Gingão" porque começou a dar às suas interpretações uma coreografia , inédita no Fado, o que lhe valeu muitas críticas, mas ainda hoje há muitos que o imitam, quer no gingar, quer usando o lenço, ou boné.

Por fim chamaram-lhe o "Fadista Bailarino" uns gostavam, outros não, mas meu pai marcou um estilo muito próprio, e tem por mérito próprio um lugar na História do Fado...

Três gerações fadistas: Alfredo Marceneiro, Alfredo Duarte Junior e Vítor Duarte Marceneiro

Aquesta Rapsòdia de Fados que sentirem, recull set estrofes de set fados tradicionals: A Casa da Mariquihas, O remorso, Eu lembro-me de ti, Mocita dos caracois, Viela, O bêbado pintor i O leilão da casa da Mariquinhas.


É numa rua bizarra
A casa da mariquinhas
Tem na sala uma guitarra
E janelas com tabuinhas

Batem-me à porta, quem é?
Ninguém responde... que medo...
que eu tenho de abrir a porta.
Deu meia-noite na Sé.
Quem virá tanto em segredo
Acordar-me a hora morta?

Eu lembro-me de ti
Chamavas-te Saudade
Vivias num moinho
ao cimo dum oteiro

Tamanquinha no pé
Lenço posto à vontade
Nesse tempo eras tu
A filha dum moleiro

Mocita dos caracóis
Não me deixes minha querida
Não ouves os rouxinóis
A cantarem como heróis
A história da nossa vida

Fui de viela em viela
Numa delas, dei com ela
E quedei-me enfeitiçado...
Sob a luz dum candeeiro,
S’tava ali o fado inteiro,
Pois toda ela era fado.

Encostado sem brio ao balcão da taberna
De nauseabunda cor e tábua carcomida
O bêbado pintor a lápis desenhou
O retrato fiel duma mulher perdida

Ninguém sabe dizer nada
Da formosa Mariquinhas
A casa foi leiloada
Venderam-lhe as tabuinhas

3 comentaris:

Cowboy Anton & Cowgirl Erin ha dit...

Estimado Jaume:

Mi nombre es Antón García y mi amiga Ofélia me ha dado el link a tu blog sobre el fado, que me parece excelente. Me alegra conocer la lengua catalana lo cuficiente para poder entender tus artículos. Yo soy originario de Vigo, en Galicia, pero desde hace ya varios años vivo en Nashville, Estados Unidos, donde estoy trabajando en mi doctorado en literatura española e inglesa en la Vanderbilt University.

Desde siempre he tenido un contacto muy directo con la cultura portuguesa y de ahí mi pasión por el fado, que comparto con Ofélia y contigo. Hace un par de semanas inicié un blog en inglés sobre el fado, cuyo objetivo es presentar esta música a una audiencia anglosajona que o bien no la conoce o bien no tiene muchas fuentes de información sobre ella. Te invito a que, si tienes tiempo, lo visites (http://fadous.blogspot.com) y de nuevo te felicito por tu trabajo de divulgación del fado en tu blog.

Un saludo desde Estados Unidos,

Antón García.

M@ ha dit...

Alfredo Duarte era filho do Marceneiro.
Tinha um jeito engraçado de cantar.
Abraço AMIGO
MAnuela

Chela ha dit...

¡Me gusta esta voz, hasta ahora desconocida para mi, tiene fuerza y sabor!

Acabo de incluirme entre los fans de este blog.

Un afectuoso saludo.