divendres, 8 d’agost de 2008

Ana Sofia Varela

Vaig sentir per primer cop a l'Ana Sofia Varela cantant "Amar" i he de reconéixer que -i ara em costa d'admetre- no em va agradar gaire.
De seguida, però, en sentir altres temes com "Barco Negro" "Lágrima" "A Tendinha", vaig anar enamorant-me de la seva veu.
Després quan vaig tenir el plaer d'escoltar-la en viu a Mesa de Frades i vaig constatar que O Fado acontecia, vaig rendir-me davant d'aquesta Fadista que l'any 2005 va guanyar el premi Amália Rodrigues. Aquest Fado que sentirem avui el vaig sentir cantar per primer cop a João Ferreira Rosa. Amb lletra de Manuel de Andrade i música d'Alfredo Marceneiro.





Roseira Brava

Andei a ver se encontrava
alguma roseira brava
florida de murchas rosas
qualquer coisa que lembrasse
um resto só que ficasse
das nossa horas ditosas

Mas o céu enegreceu
o vento tudo varreu
e de nós nada ficou
na campina nua e fria
nem uma roseira havia
nem uma rosa murchou

Morreu triste o meu intento
morreu levado plo vento
que as roseiras embalava
voltei ao cair do dia
pois no campo não havia
nem uma roseira brava

2 comentaris:

Américo ha dit...

Este Fado Cravo cantado pela Ana Sofia Varela, com um poema de João Ferreira Rosa, é de um sentimento tão intenso, gosto imenso desta Fadista Alentejana que até parece pelo fraseado que emprega quando canta o fado, que é natural de Lisboa.Um abraço Américo

Anònim ha dit...

No hay fadista que cante con el sentimiento que lo hace Ana Sofia (mi favorita)