dimecres, 12 de març de 2008

Ana Rosmaninho



Vaig descobrir aquesta fadista, ja desapareguda, al blog http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/
d'en Víctor Marceneiro, nét de Ti Alfredo, un blog més que recomanable. Li vaig fer una petició d'algun fado i poc després el sr. Fernando Batista -que olha a miúdo este blog- em va enviar alguns fados. A tots dos els estic molt agraït.

Eu nasci amanhã.
l. Artur Ribeiro m. A.Duarte (fado laranjeira)

Eu nasci amanhã
no meio dessa gente
toda nascida ontem

ou quando muito agora


Eu nasci amanhã
num ponto irreverente
por isso não entendo
a gente que cá mora.

Eu nasci amanhã

onde não há trincheiras
e onde não fazem guerras
impondo a sua paz

Eu nasci amanhã
onde não há fronteiras
e onde cada poeta
só canta o que lhe apraz

Eu nasci amanhã
onde não há tristeza
sem pobres a morarem

em zona demarcada


E neste mundo hoje
triste acomodado
quem não nasceu no tempo
não tem direito a nada.

Vaig sentir aquest fado per primer cop a Fora de Portas a Loures molt brillantment per Chico Madureira, que crec era l'amo de la casa de fados, i que m'han explicat que ha canviat de lloc.

li agraeixo a Paulo Guerra la seva ajuda en la transcripció del text.