dimarts, 25 de desembre de 2007

Fernando Mauricio


Biografia do Fado

Perguntam-me p’lo Fado, Eu conheci-o:
Era um ébrio, era um vadio, Que andava pla Mouraria
Talvez inda mais magro que um cão galgo
A dizer que era fidalgo, Por andar com a fidalguia

Seu pai era um enjeitado, Que até andou embarcado, Nas caravelas do Gama
Um malandro andrajado e sujo, Mais gingão do que um marujo, Dos velhos becos de Alfama


Pois eu, Sei bem onde ele nasceuQue não passou de um plebeu, Sempre a puxar p’ra vaidadeSei mais, Sei que o Fado é um dos taisQue não conheceu os pais, Nem tem certidão de idadePerguntam-me por ele, Eu conheci-o:
Num perfeito desvario, Sempre amigo da balbúrdia
Entrava na Moirama a horas mortas, E ao abrir as meias portas, Era o rei daquela estúrdia

Foi às esperas de gado, Foi cavaleiro afamado, Era o delírio no Entrudo
E dessa vida agitada, Ele que veio do nada, Não sendo nada era tudo


Pois eu, Sei bem onde ele nasceu,Que não passou de um plebeu, Sempre a puxar p’ra vaidadeSei mais, Sei que o Fado é um dos taisQue não conheceu os pais, Nem tem certidão de idade

(Frederico de Brito)

O primeiro, Bom Natal a todos os meus amigos, depois recomendo-lhes que ouçam este bonito fado do Rei-Mauricio, só pra compreender que o filme do Saura -mal nomeado FADO- é uma troça , um escárnio para o FADO , uma troça da qual também participó, pelos vistos, a Cámara de Lisboa e outros autonomeados "fadistas". E sou catalão e só um amador do fado e ainda assim fico com muita ráiba depois de ver o filme.
Pergunto-me como ficó o mundo fadista..............................

(perdão pelos erros)