dimarts, 28 de març de 2017

India Martínez


Fado és sentiment, és explicar una história que es fa creïble perque ens l'expliquen des de ben endins, des del moll de l'os. Amb això té certes similituds amb el flamenc. Són molts els cops que es presenten junts als escenaris. Segurament es troben perque hi ha algun nexe d'unió que, encara que no sapiguem descriure, hi és present.

Com que aquest raconet de fado és visitat per molts amants del fado des de Portugal, aqui deixo avui aquesta India Martínez amb la certesa que agradarà a tots els amics portuguesos que ens visiten.


VENCER AL AMOR

INDIA MARTÍNEZ




Cuantas veces te llamaba te llamaba sola y triste pero 
nunca estabas, nunca estabas. Perdi.. perdi la voz mi 
corazon se fue arrugando en un rincon de miedo y solo 
hay una vida vida vida por vivir. 

Camino y camino pero no levanto el vuelo, levanto un 
castillo de ilusiones y sueños con mis manos sola en 
mi silencio 
Y volar y acariciar el cielo con mis manos y olvidar 
mi dolor, inventar horizontes nuevos. Y cantar y 
hasta romper mi voz gritando y vencer al amor...y 
vencer al amor... 

Una razon 4 besos y un portazo y un te quiero que me 
esta matando, me esta matando y me puede.. quiero 
salir abrire por fin mis alas blancas…. 



Camino camino pero no levanto el vuelo levanto un 
castillo de ilusiones y sueños.. Camino y camino 
pero no levanto el vuelo levanto un castillo de 
ilusiones y sueños con mis manos sola en mi silencio 

Y volar y acariciar el cielo con mis manos, y 
olvidar mi dolor… inventar horizontes nuevos. 
Y cantar y hasta romper mi voz gritando y vencer 
al amor… al amor… Camino y camino pero no levanto 
el vuelo levanto un castillo de ilusiones y sueños.. 

Y volar y acariciar el cielo con mis manos, y 
olvidar mi dolor.. inventar horizontes nuevos…. Y 
cantar y hasta romper mi voz gritando y vencer al 
amor…y vencer… al amor… 

Cuantas veces te llamaba, te llamaba sola y triste.. 
pero nunca estabas…

dilluns, 20 de febrer de 2017

Reus i Fado

8Restaurant, pis superior, una taula davant mateix de l'espai reservat pels músics. S'asseuen en Pedro Henriques i el guitarrista de flamenc, enamorat del Fado, Eduardo Sánchez i començen els primers compassos del Fado Cravo.
És impossible poder explicar amb paraules què és el que em recorre per dins quan la guitarra portuguesa sona. I més difícil d'explicar encara quan la veu de l'Elsa Casanova desgrana aquests versos sublims de Vieira Pinto "quin destí o maldició mana en nosaltres cor meu..."
No podia començar millor aquesta nit de fado a Reus. En vam tenir prou per matar aquest "bichinho" que es diu Saudade, i ens fa carregar les piles fins a la propera entrega que esperem no trigui massa.

Gràcies Elsa, Pedro, Eduardo per aquests moments màgics viscuts el passat dia catorze de febrer a Reus. Obrigado

MALDIÇÃO

Autor da Letra:

Armando Vieira Pinto
Autor da Música:Alfredo Marceneiro

Fado Tradicional:Fado Cravo



Que destino, ou maldição
Manda em nós, meu coração?
Um do outro assim perdidos
Somos dois gritos calados
Dois fados desencontrados
Dois amantes desunidos

Por ti sofro e vou morrendo
Não te encontro, nem te entendo 
Amo e odeio sem razão
Coração... quando te cansas
Das nossas mortas esperanças 
Quando paras, coração?

Nesta luta, esta agonia
Canto e choro de alegria
Sou feliz e desgraçada;
Que sina a tua, meu peito
Que nunca estás satisfeito
Que dás tudo... e não tens nada

Na gelada solidão
Que tu me dás coração 
Não há vida nem há morte
É lucidez, desatino
De ler no próprio destino 
Sem poder mudar-lhe a sorte

dissabte, 11 de febrer de 2017

Eu queria


No afluixa aquesta saudade sentida de retornar a sentir el Fado en directe. Escric sentir perque no s'escolta, només, el fado se sent. "Acontece"
Aviat si la salut ens ho permet farem una escapadeta aprop d'aqui, a Reus, per escoltar la veu de l'Elsa Casanova que juntament amb el seu marit Pedro Henriques que a més de porter de hoquei patins és un bon guitarrista de fado.
Esperem poder gravar algunes músiques per dur-les a aquest raconet fadista.

Avui he vist per la tele, encesa però oblidada, un fragment  d'un fado Franklim, al Clube de Fado de la capital portuguesa.

Canta la Cristina Nóbrega 





Eu queria cantar-te um fado

António Sousa Freitas / Franklim Godinho *fado franklim sextilhas*
Repertório de Amália
Eu queria cantar-te um fado
Que toda a gente ao ouvi-lo
Visse que o fado era teu;
Fado estranho e magoado
Mas que pudesses senti-lo
Tão na alma, como eu

E seria tão diferente
Que ao ouvi-lo, toda a gente / Dissesse quem o cantava
Quem o escreveu, não importa
Que eu andei de porta em porta / Para ver se te encontrava

Eu hei-de pôr nalguns versos
O fado que há nos teus olhos / O fado da tua voz
Nossos fados, são diversos
Tu tens um fado, eu tenho outro / Triste fado temos nós

letra tirada do blog fados do fado
video youtuve Rodrigo Almeida

divendres, 27 de gener de 2017

Sempre a Saudade



Tants dies sense passar per aqui... Sempre hi ha alguna cosa que passa per davant dels bons moments, d'aquells que haurien de passar per davant de tot. Avui he escrit al meu amic Vasco Almeida a qui fa tant de temps que no veig ni hi parlo, i m'he adonat de la saudade d'allò que hem viscut a les nits fadistes de Lisboa. De la gent, dels músics i cantadors i cantadores. i ja estic pensant i mirant el calendari per tornar el més aviat possible. M'ho prometo un cop i un altre i acostumo a complir les promeses.
Fins aviat Lisboa, fins aviat amics.


El so de la guitarra portuguesa de Paulo Valentim


divendres, 30 de desembre de 2016

Partir é morrer um pouco

Segur que tots els anys ens deixen persones que formen part d'una o altra manera del nostre univers. Però també és segur que hi ha persones que ens toca més a fons la seva partida. O potser veiem la nostra partida més a prop. 
Em deia fa temps algú, que quan som joves la mort, és sempre la dels altres, i a mida que ens anem fent grans, comprovem que ara la mort la veiem més nostra... Tan se val, forma part de la vida  i així l'hem d'entendre i acceptar. Un alicient més per viure la vida amb plenitud mentre poguem.
Marxar és morir una mica, morir és quedar-se en els cors.



Partir é morrer um pouco

Mascarenhas Barreto / António dos Santos

Adeus parceiros das farrasDos copos e das noitadas
Adeus sombras da cidade;
Adeus langor das guitarras
Canto de esperanças frustradas
Alvorada de saudade

Meu coração como louco
Quer desgarrar-me do peito / Transforma em soluço a voz
Partir é morrer um pouco
A alma de certo jeito / A expirar dentro de nós

Quem parte, semeia vida

Por caminhos sem guarida / Num rosário de cansaços
Sangra na alma uma ferida
De tortura da partida / Que me afasta dos teus braços

A dôr é como uma bruma
Que torna o meu canto rouco / Nesta angústia de deixar-te
Sonhos desfeitos em espuma
Partir é morrer um pouco / Triste fado de quem parte

Já solta o barco, as amarras
Lisboa, manda-me um beijo / Deixa este fado por troco
Trinam de luto as guitarras
Singra a saudade p'lo Tejo / Partir é morrer um pouco

Voam mágoas em pedaços
Como aves que se não cansam / Ilusões, esparsas no ar
Partir é estender os braços
Aos sonhos que não se alcançam / Cujo destino é ficar

Já zarpam o navio da barra

Adeus ó branca Lisboa / Adeus oh meu Tejo amigo
Abraço ao peito a guitarra
Deixo este fado e perdoa / Levo a saudade comigo


Deixo a minh'alma no cais
De longe, canso sinais / Feitos de pranto a correr
Quem morre, não sofre mais
Mas quem parte é dôr demais / É bem pior que morrer

diumenge, 25 de desembre de 2016

Bon Nadal

Para lembrar que os que perdemos ficam sempre no nosso coração, o lugar deles na nossa vida permanece! Este dedico ao meu Avô Brás, eu sei que ele ouve..... Este tema é do meu amado Jorge Fernando. Beijos e abraços!



 Això publica l'amic Ângelo Freire al seu perfil de Facebook, i no em puc estar de portarlo aqui al meu racó de fado. Una meravella així necessita ser divulgada.

Obrigado Ângelo Feliz Natal

Enquanto as estrelas brilham sobre os campos
Anunciando um tempo especial
Nós dois andamos tristes p'los recantos
Por saber que tu não vens neste Natal

À mesa e no sítio do costume
O teu lugar vazio vai-nos lembrar
Quando os três, sentados frente ao lume
Velhas histórias nos levavam a brindar

A velha chaminé que tantas vezes
Nos viu trocar as prendas em segredo
Não vai ouvir-te a voz nas nosss preces
Nem ter prenda p'ra te dar, de manhã cedo

E longe, muito longe cá da terra
Na hora da sagrada comunhão
Na luz divina que esta noite encerra
Teus olhos vão brilhar por nós, irmão

Não há natal enquanto não estiveres
Enquanto não estiveres não há natal