diumenge, 31 de gener de 2010

Clara Cristão


La Clara Cristão forma part de l'elenc de la casa de fados de la Julieta Estrela "Fado Maior" i vam tenir l'ocasió d'escoltar-la el passat Desembre juntament amb la nostra bona amiga Ofèlia.

Entre els temes que va cantar, aquest Cinta vermelha del prolífic Linhares Barbosa cantat amb música de Fado Magala.

El podem escoltar clicant el play d'aquest reproductos vermellet tant simpàtic una mica més avall















Dels seus dos CDs--Fado: Uma Paixão i Lisboa Fado e Tejo



Cinta vermelha

Linhares Barbosa / Raúl Portela *fado magala*


Põe esta cinta vermelha
P'ra adelgaçar-te a cintura
Eu quero que as outras vejam
Que tens bonita figura

Hoje vai meter tourada / Comprei já, duas barreiras
A coisa vai ser falada / Na boca das cantadeiras

Eu quero que as companheiras / Conheçam esta aventura
No fado já se murmura / Que somos de igual quilate
Põe esta cinta escarlate / P'ra adelgaçar-te a cintura

Levo travessas vermelhas / Porque o vermelho é picante
Ponho argolas nas orelhas / P'ra me tornar provocante;
Eu quero, ao meu amante / Que é toda a minha loucura
É da alta, e tem altura / Que as outras todas invejam;
Eu quero que as outras vejam / Que tens bonita figura.
(Letra tirada do blog fadosdofado)

dissabte, 30 de gener de 2010

Manifesto pela Solidaridade



Hoje é o primeiro aniversário deste manifesto pela solidaridade que nasceu no blog de Cornelius.

Nós também subscrevemos todas as palavras nele escritas, esperando chegue o dia em que não sejam necessárias.


MANIFESTO PELA SOLIDARIEDADE ( En Portugues )


QUEM SOMOS:

Os que subscrevemos este manifesto somos cidadãos em pleno directo do uso dos nossos direitos civis, e titulares da soberania popular, da qual emanam os puderes do Estado. Os abaixo assinantes dirigimo-nos a todos os cidadãos do mundo, conhecedores da situação da pobreza, fome e doença, na que se encontra uma grande parte da povoação humana num momento histórico, como o actual, no que se dispõem dos meios políticos, económicos e científicos suficientes que poderão solucionar estes problemas. Este manifesto tem vocação de universalidade, e vai dirigido a toda a humanidade, a cada ser humano que habita este planeta, para que tome consciência da terrível situação à que se enfrentam milhões de pessoas e, de alguma maneira, actue em consequência para terminar com esta insustentável situação. Por isso a versão original em espanhol está sendo traduzida a diversas línguas, pois o nosso propósito consiste em fazer que se ouça a voz da opinião pública nos lugares nos que se tomam as decisões políticas e económicas do mundo.

A QUEM NOS DIRIGIMOS:

Dirigimo-nos à classe política governante dos nossos países; assim como aos mais altos mandatários das Organizações Internacionais, tais como a Organização das Nações Unidas, e aos Presidentes dos Governos dos países más poderosos, economicamente, da Terra.

MANIFESTAMOS-LHES:
1.- Que este texto tem a sua origem na constatação da situação extrema de necessidade e da fome que sofre uma grande parte da povoação da Terra, no reparto desigual e injusto dos bens que existem actualmente no mundo. Entendemos que a equanimidade e a harmonia no mundo tem por base o reconhecimento da dignidade intrínseca e dos direitos iguais e inalienáveis de todos os membros da família humana, pelo que é inadmissível que una grande parte da povoação mundial tenha que enfrentar-se a uma realidade tão precária, a tal grau de injustiça e desigualdade, a tanta fome, pobreza e desnutrição.

2.- Que consideramos que dita situação é intrinsecamente perversa e não admissível, nem moral nem eticamente, dado que todos os seres humanos nascem livres e iguales. Igualmente, temos presente que todos os cidadãos do mundo tem esses direitos desde o momento do seu nascimento e não como uma promessa de futuro cuja conquista dependa da realidade política, social o económica desses países.

3.- Que defendemos que é completamente injusto, imoral e um crime humanitário punível ante os tribunais internacionais e a Historia que, em pleno Século XXI, existam seres humanos que passem fome no mundo, e que morram por isso. Que é uma agravante desse crime que, existindo as leis internacionais suficientes, assim como os meios técnicos, económicos e científicos para corrigir dita situação, os que exercem o poder no mundo não levem a cabo as acções necessárias para solucionar o que gerações futuras classificarão de verdadeiro genocídio no qual serão culpáveis todos aqueles que, tendo os meios para solucionar o problema, não os tenham empregado.

4.- Que consideramos que esta injusta situação é contrária ao Direito Natural, aos Direitos Humanos e às normas da mais elementar ética, e entendemos que chegou o momento de que a voz da opinião pública exija dos seus governantes o final de tal estado de coisas.

5.- Que o presente manifesto não é um manifesto utópico; e que tampouco é um manifesto político, nem se pretende com ele a instauração dum novo ordem político ou sócio-económico mundial, nem nenhum menoscabo do tecido empresarial, sanitário e social do mundo desarrolhado, senão a mais elementar justiça com os desfavorecidos.

POR TODO ISSO, EXIGIMOS AOS NOSSOS GOVERNANTES:

1.- A adopção de medidas imediatas e urgentes para paliar tal situação de fome, enfermidades e desnutrição no terceiro mundo. Consideramos que tais medidas não constituem uma utopia, senão que são perfeitamente viáveis e possíveis.

2.- Manter o compromisso de cumprir os Objectivos do Milénio que, estabelecidos pelas Nações Unidas no ano 2000, definem os princípios aos que há-de ajustar-se a actuação dos países e do sistema económico internacional para superar, com o horizonte fixado em 2015, as injustiças que afectam à humanidade.

3.- A realização de acções solidárias sistemáticas com os países mais desfavorecidos, que se estabeleça um ordem lógico e humano de prioridades na política económica, com projectos inteligentes que criem riqueza e postos de trabalho nos países afectados, facilitando um desarrolho sustentável e um progresso que lhes ajude à consolidação duma rede sanitária, económica e social estável que faça possível o retorno a una situação de partida igualitária.

4.- Que se tomem as medidas necessárias para que os países ricos destinem una parte dos seus pressupostos à criação de riqueza, de empresas e de fontes de trabalho nos países afectados; assim como a adopção dum acordo internacional, que deveria subscrever-se na ONU de obrigado cumprimento para os países desarrolhados.

5.- A implantação dum código ético que regule a estratégia das empresas multinacionais, Assim como a eliminação dos paraísos fiscais e a aplicação da taxa Tobin, ou outra similar, às transacções comerciais internacionais, que permita criar um fundo de solidariedade gerido pelas Nações Unidas.

6.- Não aceitaremos simples declarações de princípios que não se traduzam em políticas concretas. Em definitiva, APELAMOS ao sentido da generosidade e humanidade de todos, e fundamentalmente da classe política internacional economicamente poderosa.

Desde a terra que espera y crê firmemente na Solidariedade que construi-a um mundo melhor e mais justo, a 30 de Janeiro de 2009"

dimarts, 26 de gener de 2010

Jaime Santos

Molts cops quan parlem de fadistes ens limitem a parlar dels que cantem i poques vegades als qui acompanyen els cantants.
Avui doncs escoltarem la guitarra portuguesa, un instruments que desseguida que l'escoltes el reconeixes i saps què és i d'on és.
Jaime Santos és un dels guitarristes que m'agraden i en el darrer viatge a Lisboa vam comprar una antologia i d'entre els temes que hem escoltat ens inclinem per aquestes Variações sobre o Fado Menano que tal vegada és la música que acompanya el famós Fado Falado que recitava João Vilaret.
Sobre la Guitarra portuguesa podeu llegir més coses clicant Aqui al blog del sr José Lúcio Ribeiro.

dijous, 21 de gener de 2010

Uns dies a Tavira

Ja fa uns quants anys d'aquells dies passats a Tavira, i ens queda el record i el bagatge del que allà vàrem viure.

Aquella nit a la platja amb bon menjar, bon vi, bons fados i sobretot amb molt bona companyia -sense oblidar,clar, l'aiguardent de figa...-

Serveixi aquest vídeo com el nostre Obrigado per la seva hospitalitat

Amb la veu del meu amic Américo amb aquest títol que ve a tomb "només el passat perdura"


Só o passado perdura

ll. Dr. Moreira Cruz
m.*fado Carlos da Maia quadras*

A saudade é minha irmã
eu sou irmão da amargura
não creio no amanhã
só o passado perdura.

O teu corpo é meu altar
vê tu que crença pagã
cansei de lá ir rezar
a saudade é minha irmã.

Guarda a tua mocidade
não ma dês porque é loucura
p'ra mim não há felicidade
eu sou irmão da amargura.

Tanto a vida me enganou
que não creio em crença vã
creio em tudo o que passou
não creio no amanhã.

Tudo passa tudo morre
e a felicidade não dura
aí o tempo concorre
só o passado perdura.

dissabte, 16 de gener de 2010

Débora Rodrigues


Portem aqui un vídeo editat per Fernando Silva de la fadista Débora Rodrigues a qui hem tingut ocasió d'escoltar en directe diverses vegades a Lisboa.
La Débora té un disc al mercat amb el Títol "FADO" i prepara una nova torneé pels Estats Units i Bélgica els propers Març i Abrl.

Quedem-nos amb la veu fina i melodiosa de la Débora tot desitjant-li exits en la seva gira.








Débora Rodrigues acompanhada a guitarra por Fernando Silva na Adega do João

Fado da defesa

António Calém / José António Sabrosa
Repertório de Maria Teresa de Noronha

Lembras-te da nossa rua
Que hoje é minha e já foi tua
Talhada para nós dois?
Foi aberta p’la amizade
Construída com saudade
P’ro amor morar depois!

Mas um dia, tu partiste
E um vento frio e triste / Varreu toda a Primavera
E agora vem o Outono
E as folhas ao abandono / Morreram á tua espera

Certas noites, o luar
Traça um caminho no mar / Para chegares até mim
Mas é tão longa a viagem
Que só te vejo em miragem / Num sonho que não tem fim

(letra tirada do blog fadosdofado)

dimecres, 13 de gener de 2010

Cátia Sofia


Tan sols amb 18 anys aquesta fadista de Vila Nova de Gaia, ja té dos CD editats.

El meu amic Fernando Batista, de Porto, me n'ha fet arribar el darrer amb dotze temes clàssics.

La Cátia Sofia canta des de fa temps a les millors cases de fado de la ciutat de Porto. La seva veu potent, omple les paraules dels poemes i té interioritat i convicció. Podeu veure més aqui
Aqui la sentirem en un clàssic de Gabriel de Oliveira i música de Ti Alfredo: Há festa na Mouraria, un poema, un quadre, que ens mostre una processó en el barri de Mouraria. A Senhora de Saúde al seu pas fa callar les guitarres i fa sortir tota la fé de tothom, fins i tot la Rosa Maria sembla virtuosa al seu pas...

Há festa na Mouraria

Gabriel de Oliveira / Alfredo Duarte *marcha do marceneiro*
Repertório de Amália
Há festa na Mouraria
É dia da procissão
Da Senhora da Saúde;
Até a Rosa Maria
Da Rua do Capelão
Parece que tem virtude

Naquele bairro fadista / Calaram-se as guitarradas
Não se canta nesse dia
Velha tradição bairrista / Vibram no ar badaladas
Há festa na Mouraria

Colchas ricas nas janelas

Pétalas soltas no chão / Almas crentes, povo rude
Anda a fé pelas vielas

É dia da procissão / Da Senhora da Saúde
Após um curto rumor / Profundo silêncio pesa

Por sobre o Largo da Guia
Passa a Virgem no andor / Tudo se ajoelha e reza

Até a Rosa Maria

Como que petrificada /
Em fervorosa oração
É tal a sua atitude
Que o Rosa já desfolhada /
Da Rua do Capelão
Parece que tem virtude
(letra tirada do blog fadosdofado)

diumenge, 10 de gener de 2010

Fernando Veloso, nou CD


En Fernando Veloso de qui ja vam parlar el febrer passat, té nou CD amb temes de fado clàssic entre els qual un fado dos sonhos que sentirem aqui amb un poema d'en Tó Moliças, el qual a més és el que escriu la presentació del CD i acompanya en Fernando a la viola-baixo. A la guitarra Hugo Alfonso i a la viola Jaime Santos jr..

Poques coses més a les ja dites el febrer sobre l'amic Fernando. Afegir només que es creu el que canta, i en fer-ho amb aquesta creença aconsegueix que el Fado aconteça.

Obrigado Fernando i parabens pelo teu novo CD.




À tua procura

Tó Moliças / Frederico de Brito *fado dos sonhos*
Repetório do Rodrigo

Enlouqueci, mas senti
Que o meu corpo ia p'ra ti
Como os rios vão p'ro mar;
Agarrado a mil desejos
Fiquei ali nos teus beijos
Fiquei ali p'ra te amar

E o amor aconteceu
Fomos loucos, tu e eu / No leito da felicidade
Bebemos rios e fontes
Sem medos nem horizontes / Nem medo de ter saudade

Disseste adeus nos meus braços
E o mundo foi nos teus passos / Como o fumo vai no vento
E agora vivo a loucura
De andar á tua procura / A toda a hora e momento.

(letra tirada do blog fadosdofado)

dimarts, 5 de gener de 2010

Bruno Igrejas


Jove fadista que forma part de l'elenc de Fado Maior, la casa de fados de D. Julieta Estrela, i a qui ja hem escoltat dues vegades e directe. L'any passat ja volíem parlar d'ell però malhauradament no dispossàvem de cap gravació seva. Aquest any hem resolt aquest assumpte i tenim el seu CD Nosso Fado, que hem de dir que ens ha agradat força.


En Bruno té una molt bona dicció i divideix molt bé els versos, els dóna la claredat i la força que demana el poema. Segurament el Dr. Castro hi té molt a veure en això.
Escoltem

O fado de ser fadista
ll. i m. Artur Ribeiro


Fado é destino marcado
Fado é perdão ou castigo
A própria vida é um Fado
Que o coração traz consigo
Seja canção fatalista
Ou prece de quem sofreu
O Fado de ser fadista
É sina que Deus me deu.

Fado é ternura
Fado é dor, Fado é tristeza

Fado é como que uma reza
De quem sofre ou é feliz
Fado é loucura
É saudade
É incerteza
E é bem a mais portuguesa
Das canções do meu país.

Fado é tudo o que acontece
Quando se ri ou se chora
Quando se lembra ou se esquece
Quando se odeia ou se adora
É ter um jeito de artista
Para moldar ao fado a voz
O fado de ser fadista
A morar dentro de nós

Fado é ternura
Fado é dor
Riso e tristeza

Fado é como que uma reza
de quem sofre ou é feliz
Fado é loucura
É saudade
É incerteza
E é bem a mais portuguesa
Das canções do meu país.