dilluns, 20 d’agost de 2012

Divas do Fado I

Divas do Fado és una obra composta per un llibre i quatre CDs, que intenta destacar la importància de la dona en el món del fado, a l'entorn de la inefable "saudade".

El Present, el Futur, el Passat i l'eterna Saudade, són rls títolsdels quatre CDs que acompanyats pel llibre en portuguès i anglès, recull algunes notes biogràfiques i fotografies ben interessants.

Del primer CD "O presente da Saudade" escoltem l'Ana Laíns, fadista que ja té al mercat un àlbum, "Sentidos" que va rebre bones críticas a nivell internacional. Ben curiós que també, com moltes altres, l'Ana Lains prové del món del jazz i del rock, abraçant el fado arran de la seva anada a Lisboa.

L'escoltem en un fado Meia Noite amb un poema del qual n'és l'autora.

Não sou nascida do Fado

Ana Laíns / Reynaldo Varela *fado meia noite*
 

Não sou nascida do fado
Nasci do mundo e da vida
De uma memória perdida
De um tempo certo e errado

Não sou nascida do fado / Nasci do pouco e do tanto
Da terra e do mar salgado / Do amor, da dor e do pranto

Não sou nascida do fado / Nasci do canto do vento
No encanto de um momento / De um destino não destinado

E se eu não nasci do fado / Nem da saudade de alguém
Se o fado me foi negado / Eu não nasci de ninguém

dimecres, 15 d’agost de 2012

Sou assim

Sou assim és el títol d'un dels CDs que em va regalar i dedicar la Fernanda Moreira durant la seva estada a Barcelona el passat mes de novembre.

Um grito da alma, és el títol de l'altre CD que em va obsequiar aquells dies en quà va cantar al Restaurant Lisboa dels amics José i Luisa.
Dos temes, un de cada Cd per recordar amb afecte aquelles nits de Fado amb la Fernanda Moreira.

O silêncio das palavras

Letra e musica de Nel Garcia


 
Não fales, olha-me nos olhos
Não digas, p'ró mundo não saber
Que o nosso querer é mais forte que a palavra amor
Olha-me nos olhos p'ra só eu entender


O verde é tão verde, luz do teu olhar
Ribeira, com sede, doçura do mar
Oh mundo louco
Tão longe e tão perto um do outro
Havemos de nos encontar


Não fales, olha-me nos olhos
Não digas, pró mundo não saber
Que o nosso querer é mais forte que a palavra amor
Olha-me nos olhos p'ra só eu entender


Silêncio ilusão, gelado é calor
O inverno é verão, o negro tem côr
Bastam teus modos para enfrentar tudo e todos
E deixar vencer o amor.


Grito

 
 Amália / Carlos Gonçalves
Repertório de Amália
Silêncio... do silêncio faço um grito
E o corpo todo me dói, d
eixai-me chorar um pouco

De sombra a sombra há um céu tão recolhido
De sombra a sombra, já lhe perdi o sentido... ó céu

Aqui me falta a luz... aqui me falta uma estrela
Chora-se mais quando se vive atrás dela e
eu
A quem o céu esqueceu, sou a que o mundo perdeu
Só choro agora, que quem morre já não chora

Solidão... que nem mesmo essa é inteira
Há sempre uma companheira, uma profunda amargura

Ai solidão... quem fora escorpião
Ai solidão... e se mordera a cabeça... adeus

Já fui p'ra além da vida, do que já fui tenho sede
Sou sombra triste encostada a uma parede... adeus
Vida que tanto duras, vem morte que tanto tardas
Ai como dói a solidão quase loucura

Letras tiradas do blog fadosdofado 

divendres, 10 d’agost de 2012

El fado ens conta històries...

Casualitat, predestinació... vés a saber quins són els mecanismes que es posen en marxa a l'hora de conèixer algú.

Aqui, en Fernando Maurício ens canta una Marcha de Manuel Maria amb una lletra de
Carlos Rocha, en la qual la pluja sembla que dóna una empenta al futur.

En Fernando Maurício, és un fadista de referència pels més joves, i per a mi és allò que crec que és el fado, abocar sentiments en cada història que cantes, e fer-ho des del primer moment, des del primer vers, sense concessions.

Punxeu aqui si voleu escoltar-ne més coses... Fernando Maurício

Chuva *Ao ver a chuva cair*
Carlos Rocha / Manuel Maria Rodrigues *marcha do manel maria*

Ao ver a chuva caír
Sinto vontade de rir
E recordo a ocasião;
Em que de chapéus erguidos
Iamos tão distraídos
Que te dei um encontrão

Não sei se foi minha a culpa
Mas sei que perdi desculpa / Ao ver que estavas zangada
E quando em mim reparaste
Eu vi logo que gostaste / Desta cara descarada

Abracei-te docemente
Quando a chuva inclemente / Nos levou p'ra um portal
Foram minutos de espera
A gerar uma quimera / Que nos fez esquecer o mal

E essa chuva que caía
Cada vez mais forte e fria / Nossas almas aqueceu
Por isso, me rio agora
E bendigo aquela hora / Em que a chuva nos prendeu.


Lletra extreta del blog amic fadosdofado 
Vídeo provinent del canal Yotube de Puro Fado

diumenge, 5 d’agost de 2012

Fado do Estudante

En Marco Rodrigues va gravar aquest tema dels lletristes i músics Raúl Ferrão, Raúl Portela i José Galhardo que fa anys va popularitzar l'actor Vasco Santana, al qual he arribat gràcies a aquesta gravació del Marco.

Em va agradar tant aquesta lletra que navegant pel Yotube, em vaig trobar amb el film "A Canção de Lisboa" on el gran comediant Vasco de Santana en fa una interpretació magistral.

Aqui presentem els dos fadistes l'un del 1933 i l'altre del 2011.
Els temps canvien i els temps, fan canviar els estils.


Fado do estudante


Que negra sina, ver-me assim / Que sorte vil, degradante
Ai que saudade eu sinto em mim / Do meu viver de estudante

Nesse fugaz tempo de amor que dum rapaz é o melhor
Era um audaz conquistador das raparigas
De capa ao ar, cabeça ao léu, só para amar vivia eu
Sem me ralar e tudo mais eram cantigas

Nenhuma delas me prendeu / Deixá-las eu, era canja
Até ao dia em que apareceu / Essa traidora da franja

Sempre a tenir, sem um tostão, batina a abrir por um rasgão
Botas a rir, um bengalão e ar descarado
A vadiar com outros mais ia dançar p’ros arraiais
P'ra namorar, beber, folgar, cantar o fado

Recordo agora com saudade / Os calhamaços que eu lia
Os professores, a faculdade / E a mesa de anatomia

Invoco em mim recordações que não têm fim
Dessas lições frente ao jardim do velho campo de Santana
 

Aulas que eu dava e se estudasse ainda estava nessa classe
A que eu faltava sete dias por semana


O fado é toda a minha fé / Embala, encanta e enebria
Pois chega a ser bonito até / Na rádio ou telefonia

Quanto é tocado com calor, bem atirado e a rigor
É belo o fado, ninguém há quem lhe resista
É a canção mais popular, tem emoção faz-nos vibrar
E eis a razão de eu ser doutor e ser fadista.



letra tirada do blog fadosdofado

dimecres, 1 d’agost de 2012

Agost

Agost. Diuen que és el mes més calorós de l'any, estem en plena canícula o potser ja l'estem deixant enrera. Però la intensitat de la calor es deixa notar, com també ho fa el fadista que ens presenta aquest mes: Ricardo Ribeiro, o com li diu el meu amic Américo  O Senhor fado.

És perquè aquest jove fadista sent el fado en cos i ànima. Nascut al barri d'Ajuda, a Lisboa, a begut de les fonts de fadistes com Fernando Maurício i té com a referents, també, a Manuel Fernandes o Alfredo Marceneiro. Amb quinze anys ja cantava fados al mític Os Ferreiras -segons he sentit, ara tancat després de la mort del seu propietari.

Col·labora habitualment amb projectes ben interesants i li agrada cantar i posar el sentiment que cal en allò que canta, ja sigui fado, tango o música àrab. És sentiment, és calor, és intensitat, és en Ricardo Ribeiro, O Senhor fado.

Aqui amb aquesta col·laborarció amb Pedro Joia, ens deixa aquest Entrega de Pedro Homem de Melo amb música de Carlos Gonçalves.

Agost, Agosto, Agosto



Entrega





"Descalço venho dos confins da infância
Que a minha infância ainda não morreu.
Atrás de mim em face ainda há distância,
Menino Deus, Jesus da minha infância,
Tudo o que tenho, e nada tenho, é teu

Venho da estranha noite dos poetas,
Noite em que o mundo nunca me entendeu
Vê trago as mãos vazias dos poetas.
Menino Deus, amigo dos poetas,
Tudo o que tenho, e nada tenho, é teu

Feriu-me um dardo, ensanguentei as ruas
Onde o demónio em vão me apareceu.
Porque as estrelas todas eram suas
Menino irmão dos que erram pelas ruas
Tudo o que tenho, e nada tenho, é teu!

Quem te ignorar ignora aos que são tristes
Ó meu irmão Jesus, triste como eu
Ó meu irmão, menino de olhos tristes,
Nada mais tenho além dos olhos tristes
Tudo o que tenho, e nada tenho, é teu!"

dimecres, 25 de juliol de 2012

Ana Catarina Grilo

En la nostra estada a Lisboa el passat mes d'abril vam passar una nit de fados al restaurant A NiNi de la rua Manuel de Melo, i vam escoltar diversos fadistes, d'alguns dels quals lamento molt no recordar-ne els noms.

Entre tots els que vam escoltar aquella nit, aquesta noia que presentem en aquests vídeos i que recordo el nom, es diu Ana Catarina.

He buscat informació i sembla que es tracta d'Ana Catarina Grilo a qui correspont la fotografia, que va guanyar el concurs de fado amador de Setúbal el 2011.

Si no fos així, espero dels bons amics de Portugal les oportunes rectificacions.
Muito Obrigado, moltes gràcies.

 Na boca de toda a gente

 
Tiago Torres da Silva / Daniel Gouveia *fado daniel*

Se eu te disser ao ouvido
Que o fado me tem pedido
Para ninguém o cantar;
Por favor, guarda segredo
Porque o fado está com medo
Que alguém o queira matar

Anda tão envergonhado
Que diz que já nem é fado / Nem julga que o fado exista
Porque quem sente vaidade
Em dar abrigo à saudade / Já não pode ser fadista

E depois o fado diz
Que não pode ser feliz / Na boca de toda a gente
E que talvez a meu lado
Possa voltar a ser fado / Como era antigamente

É por isso que eu lhe digo
Que quando lhe dou abrigo / Sinto o peito tão cansado
E um dia, talvez consiga
Que ao chorar o fado diga / Que quer voltar a ser fado.

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 Minha mãe eu canto a noite
 
 Vasco de Lima Couto / Popular *fado menor*

Minha mãe, eu canto a noite
Porque o dia me castiga
É no silêncio das coisas
Que eu encontro a voz amiga

Minha mãe, eu sofro a noite / Neste amor em que me afundo
Porque as palavras da vida / Já não têm outro mundo

Minha mãe eu grito a noite / Como um barco que te afasta
E naufraga no mar alto / Ao pé da onda mais casta


Minha mãe o que fizeste / O que fez o teu amor
Naquela hora tardia / Em que me pariste em dor

Por isso sou este canto / Minha mãe, tão magoado
Que visto a noite em meu corpo / Sem destino, mas com fado

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Julguei endoidecer
 
 Tristão da Silva / Júlio Proença *fado esmeraldinha*


Julguei endoidecer quando partiste
Ficando entre nós dois, funda barreira
Caiu dentro de mim, a noite triste
Feita de sombras negras, sem clareira

Durante dias, fui folha caída
Que o vento vai levando por aí
Fumei, chorei, bebi, mal disse a vida
E desejei morrer, morrer por ti

Morrer por ti eu quis, porque a saudade
Falou em mim, mais alto que a razão
Não me deixando ver esta verdade
Não és homem que valha esta paixão

Quero voltar á vida que vivi
Quero voltar a ser, tal como outrora
Maldito seja o dia em que te vi
Bendito sejas tu, p'la vida fora.


Letras tiradas do blog amigo fadosdofado