Ja hem parlat en aquest blog de l'Aurelio Perry a qui vaig conèixer en el darrer viatge a Porto, a la casa de fados d'en Jorge F. Couto, l'emblemàtica Casa da mariquinhas.
En João Costa ja m'habia dit la seva opinió del fadista, Que era bo em va dir, i tenia raó, és d'aquells fadistes que esperas sempre escoltar i no te'n canses.
Aquest Mas sou fadista molt ben cantat no podia deixar de compartir-lo aqui amb tots els que segui aquest raconet de fado.
A més tenim la lletra amb una d'aquestes motllures que ens regala la fadista Susana Lopes...
dimarts, 5 de juny de 2012
divendres, 1 de juny de 2012
Juny
Comença a apretar la calor. De fet, ja fa uns quants dies que sense adonar-nos-en ha arribat de nou la calor que ens mena a l'estiu, tancant un cicle, o potser obrint-ne un altre de nou.
Juny és el mes de les festes dels Sants Populars a Lisboa, i la veritat és que m'agradaria, passar-hi uns dies, especialment per Santo António. Ja veure'm.....
Parlar de juny, ens fa recordar en aquelles nits, curtes en temps i intenses en tantes coses. A Lisboa, les nits esdevenen màgiques, amb els carrers engalanats, amb aquella olor de sardina a la brasa, i on trobem aquells fadistes castiços amb un enorme pes específic com és el cas del que aqui escoltarem. Juny ens porta a José Manuel Barreto, del qual ja ne'm parlat en aquest blog.
Gràcies a aquests dos enormes perfils de Youtube podem gaudir de la veu d'en Zé Manuel...
Juny, Junio, Junho
Nem todo o branco é saudade
Maria Manuel Cid / José António Sabrosa
Uma saudade que esquece
Não é saudade nenhuma
Não há céu que tenha bruma
Enquanto o sol nos aquece
A paixão é mais ingrata / Que a falta de sentimento
Pode traír no momento / Não perdoa, não acata
Nem toda a ruga é velhice / Nem todo o branco é saudade
Ás vezes, na mocidade / Há quem chore a meninice.
Uma saudade que esquece
Não é saudade nenhuma
Não há céu que tenha bruma
Enquanto o sol nos aquece
A paixão é mais ingrata / Que a falta de sentimento
Pode traír no momento / Não perdoa, não acata
Nem toda a ruga é velhice / Nem todo o branco é saudade
Ás vezes, na mocidade / Há quem chore a meninice.
Senhora de Nazaré
João Nobre
João Nobre
Senhora da Nazaré rogai por mim
Também sou um pescador que anda no mar
Ao largo da vida apruei nas vagas sem fim
Está meu barquito de sonhos quase a naufragar
As minhas redes lancei com confiança
Colhi só desilusões no mar ruím
Perdi o leme da esperança
Eu não sei remar assim
Senhora da Nazaré rogai por mim.
Senhora da Nazaré rogai por mim
Também sou um pescador que anda no mar
Ao largo da vida apruei nas vagas sem fim
Está meu barquito de sonhos quase a naufragar
As minhas redes lancei com confiança
Colhi só desilusões no mar ruím
Perdi o leme da esperança
Eu não sei remar assim
Senhora da Nazaré rogai por mim.
El nostre agraïment al blog fadosdofado i als canals Menafranco67 i Mariadoalentejo del Youtube
dimecres, 30 de maig de 2012
Sopar de comiat
| jaume, nuri, xavier, patrícia, concepció, josep g., carme, albert, marta, ruth, aina i el fotògraf josep p. |
| Ara si que miren tots! |
| és interessant! |
| la mà a la cara es una pose que s'encomana? |
| És bo riure |
| El fotògraf també ha de sortir |
| Una altra que riu!! |
| Li enviem una còpia a l'Ángela? |
| Digueu-me si us agraden!!! |
dimarts, 29 de maig de 2012
Fado Primavera
Primavera
David Mourão Ferreira / Pedro Rodrigues *fado primavera*
Todo o amor que nos prendera
Como se fôra de cera
Se quebrava e desfazia;
Ai funesta primavera
Quem me dera, quem nos dera
Ter morrido nesse dia
E condenaram-me a tanto
Viver comigo o meu pranto / Viver, viver e sem ti
Vivendo, sem no entanto
Eu me esquecer desse encanto / Que nesse dia perdi
Pão duro da solidão
É somente o que me dão / O que me dão a comer
Que importa que o coração
Diga que sim ou que não / Se continua a viver
Todo o amor que nos prendera
Se quebrara e desfizera / Em pavor se convertia
Ninguém fale em primavera
Quem me dera, quem nos dera / Ter morrido nesse dia
dilluns, 28 de maig de 2012
Triste sorte
Triste sorte
Ando na vida à procura
Duma noite menos escura
Que traga luar do céu;
Duma noite menos fria
Em que não sinta a agonia
Dum dia a mais que morreu
Vou cantando amargurado / Mais um fado e outro fado
Que fale do fado meu
Meu destino assim cantado / Jamais pode ser mudado
Porque do fado sou eu
Ser fadista, é triste sorte
Que nos faz pensar na morte / E em tudo que em nós morreu
Andar na vida à procura
Duma noite menos escura / Que traga luar do céu
diumenge, 27 de maig de 2012
Amêndoa amarga
Amêndoa amarga
Repertório de Amália Rodrigues
Este poema foi extraído do livro *As palavas do Ary*
Por ti falo e ninguém pensa
Mas eu digo, minha amêndoa, meu amigo, meu irmão
Meu tropel de ternura, minha casa
Meu jardim de carência, minha canção
Por ti vivo e ninguém pensa
Mas eu sigo um caminho de silvas e de nardos
Uma intensa ternura que persigo
Rodeada de cardos por todos os lados
Por ti morro e ninguém sabe
Mas eu espero o teu corpo que sabe a madrugada
O teu corpo que sabe a desespero
Ó minha amêndoa amarga desejada
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