divendres, 13 d’abril de 2012

Filipe Duarte a Nini


Filipe Duarte amb Luis Ribeiro i Jaime Santos jr.

Us presento dos vídeos de Filipe Duarte a qui vam tenir ocasió de veure i d'escoltar-lo a la casa de fados a NINI da rua Francisco manuel de Melo.

Quan vaig entrar a NINI, i vaig veure en Filipe, li vaig demanar el nom, tot dient-li que la seva cara em sonava i no li podia trobar el nom, però sabia que el coneixia, doncs feia poc que havia parlat d'ell em aquest cantinho


Portada del L.P. Melodias de sempre
 Potser el look de l'amic Filipe (i el nostre també) ha canviat en aquests darrers anys...

La qualitqat d'aquests vídeos no és la més bona per causa de la llum, ja que encara no dominem massa bé les coses del setè art...
História de uma chinela

Manuel Paião / Eduardo Damas

Encontrei uma chinela / Perdida na Mouraria
Fiquei com ela na mão / A ver se a dona aparecia

Depois vi uns olhos negros / E um sorriso sem vida
Era a dona da chinela / Que andava também perdida

Ela encontrou a chinela
Eu encontrei-a a ela na rua do Capelão
Hoje já não está perdida
Encontrou a própria vida, eu perdi o coração

Naquela estreita viela / Bem no meio da Mouraria
Uma pequena chinela / Transformou a noite em dia

Oh chinela de verniz / De pequenino tacão
Tu andas toda inteirinha / Dentro do meu coração.

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Em cinco minutos
 

 Frederico de Freitas

Há cinco minutos que saiu daqui, ia como louca
Os olhos vermelhos e um sorriso triste ao canto da boca
Há cinco minutos estive eu parado a espiar-lhe os gestos
Olhava o relógio como se os minutos se fossem funestos
Tu ainda não sabes como o tempo passa
C'oa divina graça, e os olhos enxutos
Mas quando o remorso que é como um castigo
Na alma aparece
A gente envelhece em cinco minutos

Há cinco minutos estive a lembrar-me do tempo passado
Do tempo em que andava perdido por ela, sonhando acordado
Há cinco minutos fiz contas á vida e aquilo foi breve
E tu não calculas nem fazes ideia quanto ela me deve.


Lletres extretes del blog fadosdofado

dilluns, 9 d’abril de 2012

Bia

Bairro Alto, dimecres 7 de març. Havíem d'anar a la Tasca do Chico abans de marxar i donar per acabada aquesta curta estada en terres portugueses. És una cita ineludible per a mi.

Després de passar una bona estona escoltant fados des del carrer estant, aprofitant un descans, intentem entrar, com es fa sempre aqui, o sigui amb molt de compte entre els tamborets, els "bancos" minúsculs que omplen tot l'espai. Va ser llavors que la vaig veure, no hi havia dubte: era la Bia, la Beatriz de Conceição la que estava asseguda en un d'aquells "bancos", i a la que uns tècnics de so, li anaven gravant les seves converses amb altres fadistes i amb els clients de la casa. Sabia que acabaria cantant. N'estava segur. Així que vaig buscar la millor de les posicions possibles i vaig demanar un "xoriço assado" i un bon got de vi, i em vaig carregar de paciència, tot esperant que la Bia cantés.

L'espera es va fer molt més que amena doncs vam escoltar en Pedro Moutinho i l'Ana Margarida Pinto entre altres, fins que va arribar el moment esperat i vam poder enregistrar el moment .
Aquest n'és el resultat....

Madrugada sem sono

Goulart Nogueira / Raúl Ferrão
Na solidão a esperar-te
Meu amor fora da lei
Mordi meus lábios sem beijos
Tive saudades, chorei

Despedi-me do teu corpo / E por orgulho fugi
Andei dum corpo a outro corpo / Só p’ra me esquecer de ti

Embriaguei-me , cantei / E busquei estrelas na lama
Naufraguei meu coração / Nas ondas loucas da cama

Ai abraços frios de raiva / Ai beijos de nojo e fome
Ai nomes que murmurei / Com a febre do teu nome

De madrugada sem sono / Sem luz, nem amor, nem lei
Mordi os brancos lençóis / Tive saudades, chorei.


 

Noite

Vasco de Lima Couto / Maximiano de Sousa

Sou da noite um filho noite / Trago ruas nos meus dedos
De contarem os segedos / Aos altos campos do amor
E canto porque é preciso / Raiar a dôr que me impele
E gravar na minha pele / As fontes da minha dôr

Noite....

Companheira dos meus gritos
Rio de sonhos aflitos
Das aves que abandonei
Noite...

Céu dos meus casos perdidos
Vêm de longe os sentidos
Das canção que eu entreguei

Oh minha mãe de arvoredo / Que penteias a saudade
Com que eu vi a humanidade / Na minha voz soluçar
Dei-te um corpo de segredo / Onde arrisquei minha mágoa
E onde bebi essa água / Que se prendia no ar.


letras tiradas do blog do amigo José Fernandes Castro

divendres, 6 d’abril de 2012

El Pedraforca

Una de les muntanyes emblemàtiques d'aquest nostre petit pais.
Aqui us deixo uns vídeos d'aquesta muntanya que tant m'estimo...

 

dimecres, 4 d’abril de 2012

Jorge Couto

Tornem a parlar del nostre periple per terres portugueses, i ho fem amb aquest fadista, Jorge Couto, que a més té la responsabilitat compartida per tal que funcioni Casa da Mariquinhas de Porto.

Més enllà  de les seves atencions com a responsable d'aquesta casa, que té aquell sabor fadista que hom percep de seguida de creuar el llindar de la porta, també canta fados amb aquesta sensibilitat que va captar la nostra càmara.

Aqui ens presenta un fado que va cantar la Lucília do Carmo, i que ara sembla que molts fadistes han recuperat i afegit al seu repertori.

Leio em teus olhos,  lletra i música de Mário Moniz Pereira.

Leio em teus olhos
Que o nosso amor está cansado
Leio em teus olhos
Recordações do passado
Leio em teus olhos
Que já não sou nesta hora
O que fui p’ra ti outrora
Leio em teus olhos

O amor de alguém é inconstante
Logo que ele vem, vai num instante
Vê lá se o teu não está já muito diferente
Continua igual ao meu, como ele era antigamente.



I amb el fadista de la casa Aurélio Perry, el poema de Pedro Homem de Melo Sei de um rio, amb música de Alain Oulman.
 

Sei de um rio
Em que as únicas estrelas nele sempre debruçadas
São as luzes da cidade

Sei de um rio
Sei de um rio
Rio onde a própria mentira tem o sabor da verdade
Sei de um rio

Meu amor dá-me os teus lábios
Dá-me os lábios desse rio que nasceu da minha sede
Mas o sonho continua...
E a minha boca *até quando?*

Ao separar-se da tua
Vai repetindo e lembrando
Sei de um rio... sei de um rio.


Lletres retirades del blog de l'amic José Fernandes Castro

diumenge, 1 d’abril de 2012

Abril 2012

El temps és implacable, ja som a l'abril. Un mes que pels catalans és sinònim de festa, la nostra festa més popular, la que celebrarem el dia 23 regalant-nos roses i llibres. Els carrers s'ompliran de senyeres i paradetes d'aquelles armes inofensives que haurien de ser les més usades: natura i cultura...

I el fadista que enceta el mes de la festa de la rosa i el llibre, és l'anomenat El Rei do Fado: Fernando Maurício amb aquest poema de Jorge Fernando cantat amb música de Fado Carlos da Maia en sextilhas.

Un fado per somiar amb allò que ens falta...

diumenge, 25 de març de 2012

António Ganhão

No havia escoltat massa l'António Ganhão i tampoc no he sabut trobar massa informació seva a internet, més enllà d'un parell de vídeos a Yotube.

En aquest darrer viatge he tingut ocasió d'escoltar-lo en directe a la casa de fados A Nini, da rua Francisco Manuel de Melo a la freguesia de São Sebastião da Pedreira, i vaig poder comprar el seu CD "Uma Vida... Alguns Fados", del qual presentem aqui un fado que a mi m'agrada particularment: Rosa da noite, del enyorat Ary dos Santos.

Un  poema que transpua la passió que sentia per la seva ciutat, una passió que l'envoltava i li arrabassava l'ànima. Una passió per aquesta Lisboa antiga "velhinha" que a mi també em té el cor robat i em sembla la ciutat més encisadora que conec...
Rosa da noite


Rosa da noite

Ary dos Santos / Joaquim Luíz Gomes

Vou pelas ruas da noite / Com basalto de tristeza
Sem passeio que me acoite /Rosa negra à portuguesa

É por dentro do meu peito triste / Que o silêncio se insinua agreste
Noite negra que despiste / A ternura que me deste


Um cão abandonado
Uma mulher sózinha
Num caixote entornado
A mágoa que é só minha

Levo aos ombros as esquinas / Trago varandas no peito
E as pedras pequeninas / São a cama onde me deito

És azul claro de dia / E azul escuro de noite
Lisboa sem alegria / Cada estrela é um açoite

A queixa de uma gata
O grito de uma porta
No Tejo uma fragata
Que me parece morta

Morro aos bocados por ti / Cidade do meu tormento
Nasci e cresci aqui / Sou amigo do teu vento

Por isso digo Lisboa, amiga / Cada rua é uma veia tensa
Por onde corre a cantiga / Da minha voz que é imensa.


letra tirada do blog fadosdofado de José Fernandes Castro