Una de les muntanyes emblemàtiques d'aquest nostre petit pais.
Aqui us deixo uns vídeos d'aquesta muntanya que tant m'estimo...divendres, 6 d’abril de 2012
dimecres, 4 d’abril de 2012
Jorge Couto
Tornem a parlar del nostre periple per terres portugueses, i ho fem amb aquest fadista, Jorge Couto, que a més té la responsabilitat compartida per tal que funcioni Casa da Mariquinhas de Porto.
Més enllà de les seves atencions com a responsable d'aquesta casa, que té aquell sabor fadista que hom percep de seguida de creuar el llindar de la porta, també canta fados amb aquesta sensibilitat que va captar la nostra càmara.
Aqui ens presenta un fado que va cantar la Lucília do Carmo, i que ara sembla que molts fadistes han recuperat i afegit al seu repertori.
Leio em teus olhos, lletra i música de Mário Moniz Pereira.
Leio em teus olhos
Que o nosso amor está cansado
Leio em teus olhos
Recordações do passado
Leio em teus olhos
Que já não sou nesta hora
O que fui p’ra ti outrora
Leio em teus olhos
O amor de alguém é inconstante
Logo que ele vem, vai num instante
Vê lá se o teu não está já muito diferente
Continua igual ao meu, como ele era antigamente.
I amb el fadista de la casa Aurélio Perry, el poema de Pedro Homem de Melo Sei de um rio, amb música de Alain Oulman.
Sei de um rio
Em que as únicas estrelas nele sempre debruçadas
São as luzes da cidade
Sei de um rio
Sei de um rio
Rio onde a própria mentira tem o sabor da verdade
Sei de um rio
Meu amor dá-me os teus lábios
Dá-me os lábios desse rio que nasceu da minha sede
Mas o sonho continua...
E a minha boca *até quando?*
Ao separar-se da tua
Vai repetindo e lembrando
Sei de um rio... sei de um rio.
Lletres retirades del blog de l'amic José Fernandes Castro
diumenge, 1 d’abril de 2012
Abril 2012
El temps és implacable, ja som a l'abril. Un mes que pels catalans és sinònim de festa, la nostra festa més popular, la que celebrarem el dia 23 regalant-nos roses i llibres. Els carrers s'ompliran de senyeres i paradetes d'aquelles armes inofensives que haurien de ser les més usades: natura i cultura...
I el fadista que enceta el mes de la festa de la rosa i el llibre, és l'anomenat El Rei do Fado: Fernando Maurício amb aquest poema de Jorge Fernando cantat amb música de Fado Carlos da Maia en sextilhas.
Un fado per somiar amb allò que ens falta...
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diumenge, 25 de març de 2012
António Ganhão
No havia escoltat massa l'António Ganhão i tampoc no he sabut trobar massa informació seva a internet, més enllà d'un parell de vídeos a Yotube.
En aquest darrer viatge he tingut ocasió d'escoltar-lo en directe a la casa de fados A Nini, da rua Francisco Manuel de Melo a la freguesia de São Sebastião da Pedreira, i vaig poder comprar el seu CD "Uma Vida... Alguns Fados", del qual presentem aqui un fado que a mi m'agrada particularment: Rosa da noite, del enyorat Ary dos Santos.
Un poema que transpua la passió que sentia per la seva ciutat, una passió que l'envoltava i li arrabassava l'ànima. Una passió per aquesta Lisboa antiga "velhinha" que a mi també em té el cor robat i em sembla la ciutat més encisadora que conec...
Rosa da noite
Rosa da noite
Vou pelas ruas da noite / Com basalto de tristeza
Sem passeio que me acoite /Rosa negra à portuguesa
É por dentro do meu peito triste / Que o silêncio se insinua agreste
Noite negra que despiste / A ternura que me deste
Um cão abandonado
Uma mulher sózinha
Num caixote entornado
A mágoa que é só minha
Levo aos ombros as esquinas / Trago varandas no peito
E as pedras pequeninas / São a cama onde me deito
És azul claro de dia / E azul escuro de noite
Lisboa sem alegria / Cada estrela é um açoite
A queixa de uma gata
O grito de uma porta
No Tejo uma fragata
Que me parece morta
Morro aos bocados por ti / Cidade do meu tormento
Nasci e cresci aqui / Sou amigo do teu vento
Por isso digo Lisboa, amiga / Cada rua é uma veia tensa
Por onde corre a cantiga / Da minha voz que é imensa.
letra tirada do blog fadosdofado de José Fernandes Castro
dimecres, 21 de març de 2012
Sandra Correia ao vivo.live
Presentàvem el passat desembre en el post del dia 19, dedicat a la fadista Sandra Correia el que semblava que era el seu treball discogràfic.
Aquell treball, però, no ha pogut veure la llum tal i com estava dissenyat. Per uns petits problemes, diguem-ne legals, que podien retardar la seva aparició, i han quedat fora alguns dels temes i finalment el treball queda amb catorze fados, i el títol és Sandra Correia ao vivo.live.
Així doncs, us presentem aqui tal i com el podem trobar al mercat.
Si el passat desembre escoltàvem un fado Santa Luzia, amb O jardím do meu fado, poema de João Nunes, avui us presentem un Fado da Sé: Um adeus que me esqueceu
Um adeus que me esqueceu
Hector C. Monteiro & Fernando Carvalho *fado da Sé*
P'ra minha alma tão singela
Esse cantinho florido
Da minha linda janela
Esse cantinho tão querido
Onde o meu olhar absorto

Olhava tempo esquecido
P'ros telhados do meu Porto
Via o rio, via a serra,
Via a ponte, a nossa terra
Via a Sé, o nosso altar
À tardinha ao sol-pôr
Meu amor via chegar
Hoje vou por aí fora
sem ao menos saber quando
Via a serena, chegando
a minha última hora
Vou partir, mas levo n'alma
Uma dor que me enregela
Não disse adeus aos amigos
Que via dessa janela
Via o rio, via a serra,
Via a ponte, a nossa terra
Via a Sé, o nosso altar
À tardinha ao sol-pôr
Meu amor via chegar
dissabte, 17 de març de 2012
Casa da Mariquinhas
L'amic João Costa em va parlar en aquesta darrera estada a Porto de dos fadistas que a ell li agraden particularment, en Paulo Cangalhas i l'Aurélio Perry.
Confesso que no els havia escoltat mai i per tant vaig aprofitar aquest cap de setmana a la "Invicta" per passar per aquesta extraodinària casa de fados que és Casa da Mariquinhas i escoltar-los.
En João tenia raó. Ell, que es mira i s'escolta el fado des dels sentiments, és prou objectiu per saber quan un fadista aconsegueix que el fado "aconteça".
I ja m'havia avisat de "l'arrepio" que hom sent quan, escoltant aquests dos fadistas, el fado t'arriba ben endins.
Aquelles mágiques nits al bell mig del Morro da Sé, el fado va tornar a embadalir-nos amb la veu d'aquests dos extraodinaris fadistes.
Els vídeos també són d'aquelles nits i l'autor també és en João Costa Menezes
| Paulo Cangalhas |
![]() |
| Aurélio Perry |
Acompanyats a la guitarra per Rolando Teixeira i a la viola per Victor Peixoto.
Aurélio Perry
Maria do Céu
Frederico de Brito / Carlos RochaMaria do Céu nascera
E em paz crescera na Madragoa
Era a mais bela varina, fresca e ladina
Que houve em Lisboa
E quando chegava á janela / Aberta de par em par
Via o Chico a olhar p'ra ela
Ao partir num barco à vela / P'ra rude faina do mar
Sempre a cantar
Maria do Céu, primavera em flor
Serei sempre teu... adeus meu amor
Se Deus me ajudar neste anseio meu
Por ti deixo o mar, por ti deixo o mar
Maria do Céu
Um dia, o Chico embarcara
E lá abalara, mas não voltou
Porque o mar que o estremecera
Tanto o quisera que lho roubou
E ela louca passa o dia / À janela olhando o mar
A gargalhar de agonia
Vai cantando a melodia / Já cansada de esperar
Sempre a cantar.
Paulo Cangalhas
Minha mãe eu canto a noite
Vasco de Lima Couto / Popular *fado menor*Minha mãe, eu canto a noite
Porque o dia me castiga
É no silêncio das coisas
Que eu encontro a voz amiga
Minha mãe eu choro a noite / Como um barco que te afasta
E naufraga no mar alto / Ao pé da onda mais casta
Minha mãe, eu grito a noite / Neste amor em que me afundo
Porque as palavras da vida / Já não têm outro mundo
Minha mãe o que fizeste / O que fez o teu amor
Naquela hora sombria / Em que me pariste em dor
Por isso sou este canto / Minha mãe, tão magoado
Que visto a noite em meu corpo / Sem destino, mas com fado.
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