dimecres, 19 d’octubre de 2011

Com tradição

 Entre as pérolas que me enviou, desde Martin nos EUA, o meu amigo Antón, este CD do Carlos Zel "Com Tradição" gravado no ano 2000, julgo ser este CD o último da sua carreira como fadista. 
Carlos Zel, a quem já temos ouvido neste blog, canta-nos aqui um poema da poetisa Maria Manuel Cid com música do fado tradicional Pedro Rodrigues em quartas.
A saudade, recurrente no universo fadista, volta neste poema a nos descrever aquela sensação de pertencer a um lugar do qual, ao nos afastarmos, surge em nós o desejo de voltar  e aparece o fadista que todos temos dentro.

Há quem diga que a saudade e o fado não vão de mãos dadas?


Quando o peito tem saudade 

Maria Manuel Cid / Pedro Rodrigues

Se um dia partires a amarra
Que te liga à terra mãe
Quando ouvires uma guitarra
Serás fadista também

Se as doze cordas trinando
Soluçam rezas e preces
Terás de cantar chorando
Um fado que não conheces

Não cantas com dor sentida
Ninguém nasce já fadado
O fado da nossa vida
É que nos dá outro fado

E se tirasses do peito
As fibras que a dor desgarra
Decerto que tinhas feito
Com elas uma guitarra

Não podes sofrer a sós
Tens de crer nesta verdade
Há sempre um fado na voz
Quando o peito tem saudade

diumenge, 16 d’octubre de 2011

Não há fado sem verdade

És cert, per cantar Fado estic convençut que s'ha de sentir allò que es canta i això es fa possible quan s'enten el dolor, la pena, el desig i també la joia o l'alegria, quan s'ha viscut prou per sentir o entendre tot això.

En aquesta lletra de la poetessa Maria Manuel Cid cantada amb música popular de Fado Menor, tot es fa entenedor

No hi ha fado sense veritat
ni veritat penedida
ni cantador sense la vanitat
de cantar la pròpia vida.


Del canal de Youtube TonyMoreiraPortugal



Não há fado sem verdade

Maria Manuel Cid / Popular *fado menor*
Repertório de António Mourão


Minha voz embora triste
Cumpre um destino de amor
O direito que lhe assiste
De gritar a própria dôr

Nenhuma ilusão que tive / Me tornou um prisioneiro
Mesmo preso era mais livre / Que a alma do carcereiro

Não se pode abrir o peito / E matar o sentimento
Não há força com direito / De calar o pensamento

Não há fado sem verdade / Nem verdade arrependida
Nem cantador sem vaidade / De cantar a própria vida.


Letra tirada do blog fadosdofado

dimecres, 12 d’octubre de 2011

Catalunya

 Há já algum tempo, falando em Lisboa com a boa amiga Ofélia, dizia-lhe eu, ou melhor, prometia-lhe, que de vez em quando colocaria no blog qualquer coisa para divulgar um bocadinho a cultura catalã entre os portugueses que visitam este cantinho dedicado ao fado, para que conheçam um pouco o meu país.

A Generalitat de Catalunya editou este vídeo e pareceu-me que podia começar com ele para cumprir a minha promessa.

Pois então, cá vai uma amostra do meu país...

Ja fa algun temps, parlant amb la bona amiga Ofèlia, li deia i prometia que que de tan en tan penjaria al blog alguna cosa per tal de divulgar una mica la cultura catalana entre els molts portuguesos que visiten aquest modest racó bàsicament dedicat a divulgar el Fado.

La Generalitat de Catalunya ha editat aquest vídeo i m'ha semblat que podria començar amb ell a complir la promesa feta a la meva bona amiga...

Un tastet del meu país



dimarts, 4 d’octubre de 2011

Maria la portuguesa

Una copla, diuen uns, un pasodoble diuen altres i fins i tot per les nostres contrades en algunes nits fadistes la gent demana aquesta cançó al/la fadista de torn com si d'un fado es tractés.
Carlos Cano -que ens deixà tan aviat- quan la va compondre ho va fer, penso, posant-t'hi les seves arrels i els seus propis sentiments. La peça ha esdevingut un clàssic, un referent musical que agrada tan a Espanya com a Portugal. 

Aqui l'escoltarem per "Las Migas" amb la veu de la seva vocalista Sílvia Pérez Cruz.

M'agrada la presentació que la Sílvia fa en el seu blog. Allí hi trobareu tota la informació sobre aquest prodigi que ens ha donat la natura.
Las Migas, és una formació bàsicament femenina que tenen el flamenc com a base, el mestissatge com a doctrina i el seu segell femení.



En las noches de luna y clavel
de Ayamonte hasta Villareal
sin rumbo por el rio, entre suspiros
una canción viene y va
Que la canta María
al querer de un andaluz.
Sílvia Pérez Cruz
María es la alegría, y es la agonía
que tiene el sur.
Que conoció a ese hombre
en una noche de vino verde y calor
y entre palmas y fandangos
la fue enredando, le trastornó el corazón.
Y en las playas de isla
se perdieron los dos
donde rompen las olas, besó su boca
y se entregó.
Ay, María la portugesa
desde Ayamonte hasta Faro
se oye este fado por las tabernas
donde bebe vinho amargo
porque canta con tristeza
porque esos ojos cerrados
por un amor desgraciado,
por eso canta, por eso pena.
¡Fado! que me faltan tus ojos
¡Fado! porque me falta tu boca
¡Fado! porque se fue por el rio
¡Fado! porque se va con la sombra

Dicen que fue el te quiero
de un marinero, razón de su padecer
que en una noche en los barcos
de contrabando, pa'l langostino se fue.
Y en las sombras del rio,
un disparo sonó.
Y de aquel sufrimiento, nació el lamento
A Cartagena Festival "La Mar de Músicas"
de esta canción.

Ay, María la portugesa
desde Ayamonte hasta Faro
se oye este fado por las tabernas
donde bebe vinho amargo
porque canta con tristeza
porque esos ojos cerrados
por un amor desgraciado,
por eso canta, por eso pena

¡Fado! que me faltan tus ojos
¡Fado! porque me falta tu boca
¡Fado! porque se fue por el río
¡Fado! porque se va con la sombra
¡Fado! porque se fue por el río
¡Fado! porque se va con la sombra.




I també en un directe. La Sílvia no només canta amb la veu...




divendres, 30 de setembre de 2011

Vida enganada

 Ja vàrem escoltar l'Ana Margarida Pinto ara fa poc més d'un any aqui a defado, i tornem a fer-ho ara amb aquest vídeo del seu canal.
És un poema de Luís Macedo amb música de Alain Oulman provablement escrit per ser cantat per l'Amália Rodrigues.
Aqui us deixo amb la versió d'aquesta simpática fadista d'Oliveira de Azeméis.

Vida enganada



À luz do fado, certo dia,
Uma guitarra nos cantava
A voz cansada nos dizia
Da solidão da nossa saudade

Viver sem amor
é vida fingida
Não ter um amor
é não ter calor
na noite cerrada
Viver sem amor
sem sol contra o frio
sem lua, sem rio
É vida sem vida
vida enganada

À luz da lua, à beira rio
Na voz do vento que passava
Longo silêncio me dizia
Que já não és a minha saudade

dijous, 29 de setembre de 2011

Teresinha

Li nalgum lugar que o Chico Buarque adora compor com un dicionário ao lado....

A letra desta canção dele, "Teresinha", fala-nos de três homens, ou talvez de três tipos de homens que a Teresinha teve ao longo da sua vida.

O primeiro quer conquistá-la com com as coisas materiais, dá importância as coisas, sobretudo ao poder, acha que é assim que se consegue tudo.

O segundo é uma personagem invasiva que a quer controlar, e quer ser dono da sua vida.

E finalmente aquele que conquista o coração de Teresinha é aquele que a trata, não de rainha, nem como uma  mulher perdida, mas sim como mulher, como pessoa, com respeito, e é assim que o autor acha que as "teresinhas" gostam de ser tratadas... 
...afinal o respeito e quase tudo, não é? 

M'agrada aquesta versió de la Maria Bethânia...