Ja vàrem escoltar l'Ana Margarida Pinto ara fa poc més d'un any aqui a defado, i tornem a fer-ho ara amb aquest vídeo del seu canal.
És un poema de Luís Macedo amb música de Alain Oulman provablement escrit per ser cantat per l'Amália Rodrigues.
Aqui us deixo amb la versió d'aquesta simpática fadista d'Oliveira de Azeméis.
Vida enganada
À luz do fado, certo dia,
Uma guitarra nos cantava
A voz cansada nos dizia
Da solidão da nossa saudade
Viver sem amor
é vida fingida
Não ter um amor
é não ter calor
na noite cerrada
Viver sem amor
sem sol contra o frio
sem lua, sem rio
É vida sem vida
vida enganada
À luz da lua, à beira rio
Na voz do vento que passava
Longo silêncio me dizia
Que já não és a minha saudade
Li nalgum lugar que o Chico Buarque adora compor com un dicionário ao lado....
A letra desta canção dele, "Teresinha", fala-nos de três homens, ou talvez de três tipos de homens que a Teresinha teve ao longo da sua vida.
O primeiro quer conquistá-la com com as coisas materiais, dá importância as coisas, sobretudo ao poder, acha que é assim que se consegue tudo.
O segundo é uma personagem invasiva que a quer controlar, e quer ser dono da sua vida.
E finalmente aquele que conquista o coração de Teresinha é aquele que a trata, não de rainha, nem como uma mulher perdida, mas sim como mulher, como pessoa, com respeito, e é assim que o autor acha que as "teresinhas" gostam de ser tratadas...
Us deixo amb un Fado Carriche, una de les músiques de Fado que més bé entren per començar a comprendre i sentir aquesta música que diuen que és un remei per l'ànima...
Punxa el play!
La lletra, amb una moldura creada per la fadista Susana Lopes..
Amb aquest títol, Cancionário, el guitarrista Ricardo Parreira ens presentà l'any passat un recull de peces que conformen el seu segon treball discogràfic. En aquest cas, aprofundeix en la música popular i tradicional, amb aquell regust a fado que sempre ens ve al nas quan sentim vibrar les cordes de la guitarra portuguesa.
Ben acompanyat pel Marco Oliveira, pel Yami e per Quiné a la percusió, Cancionário és un viatge musical, una mica pel nostre interior que, com tots els viatges, ens fa descobrir coses noves, sensacions úniques i especials; i com tots els viatges, satisfactòries.
Inclou aquest treball en alguns temes les veus de Vânia Conde, Micaela Vaz, del propi Marco Oliveira i també del percusionista Joaquim Teles (Quiné)
Escollim per aquest post un tema de l'Helder Moutinho, Fadorika, nom i notes que evoquen llocs, llocs que hom vol visitar, on vol estar-s'hi, llocs on vol gaudir. Alguns d'aquests llocs són els que hem escollit per muntar aquesta presentació.
La música ens va despertant amb el seu tempo i força la voluntat de conéixer-los.
No em canso d'escoltar aquesta veu, aquesta manera de cantar que amb la seva simplicitat aconsegueix deixar-nos bocabadats, i ens fa sentir que el Fado acontece...
La Sandra Correia ha cantat aquest estiu a la localitat de Ponte da Barca. Va ser el pasat 23 de juliol, i com tantes altres vegades ens hem quedat amb les ganes de ser-hi presents.
La tecnologia ens permet, però, reviure uns instants d'aquell concert...
Aqui us en deixo un tast, amb Chuva, aquest bonic poema de Jorge Fernando, cantat amb el tempo adequat i tot allò que aquests versos demanen, sense afegits que no serveixen, ni posats que desmereixin.
As coisas vulgares que há na vida não deixam saudade
Só as lembranças que doem ou fazem sorrir
Há gente que fica na história da história da gente
E outras de quem nem o nome lembramos ouvir
São emoções que dão vida à saudade que trago
Aquelas que tive contigo e acabei por perder
Há dias que marcam a alma e a vida da gente
E aquele em que tu me deixaste não posso esquecer
A chuva molhava-me o rosto gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha, já eu percorrera
Meu choro de moço perdido gritava á cidade
Que o fogo do amor sobre a chuva, há instantes morrera
A chuva ouviu e calou meu segredo á cidade
E eis que ela bate no vidro trazendo a saudade.
Ara un fado Alberto
....i encara una Marcha
"A Marcha d'Alfama"
Alfama não envelhece
Raúl Ferrão / Frederico de Brito Repertório de Maria Armanda Alfama não envelhece e hoje parece mais nova ainda
Já se chegou á janela, reparem nela como está linda
Vestiu a blusa clarinha, que a da vizinha é mais modesta
E pôs a saia garrida que só é vestida em dias de festa Becos escadinhas, ruas estreitinhas
Onde em cada esquina há um bailarico
Sol pelas vielas e em todas elas
Perfumes de manjerico
Risos gargalhadas, fados desgarradas
Hoje em Alfama é um demónio
E em cada canto o suave encanto
Dum trono de Santo António
Já se não ouvem cantigas, e as raparigas de olhos cansados
Ainda aproveitam o ensejo, p'ra mais um beijo nos namorados
Já se ouvem sinos tocando, galos cantando á desgarrada
Mas mesmo assim, Dona Alfama só vai para a cama quando é madrugada.
O meu obrigado aos amigos João Costa Menezes e José Fernandes Castro