dijous, 25 d’agost de 2011

Carla Pires al Caixa Fórum

S'ha convertit en un costum -que celebrem- que el fado ens visiti al Caixa Fórum cada mes d'Agost. Si l'any passat va ser la Joana Amendoeira, enguany ha estat la Carla Pires qui ha omplert aquest espai a l'aire lliure del só que no enganya de la guitarra portuguesa i de la paraula resplendent dels poemes que el fado embolcalla.
Només un "però" i és sobre l'espai, que tot i ser agradable, és petit i la sonoritat, fora de la part frontal, no és gens bona.

Els comentaris de la Carla no van ser escoltats amb prou claredad per la majoria dels assistents, que seguíem la seva actuació. Aquest és un assumpte a resoldre per l'organització. L'altre -i des d'aqui ho demano- seria que fos Caixa Fórum qui es decidís a tirar endavant un Festival de Fados a Barcelona, ciutat la nostra, mancada d'aquesta possibilitat agradosa que ja tenen tantes ciutats de la resta d'Espanya.

Queda feta la proposta.....   

La Carla Pires que em sembla més autèntica quan ens canta el fado més tradicional, que no pas quan agafa viaranys d'estil més incert, va estar acompanyada a la guitarra portuguesa per Sandro Costa, a la viola de fado per António Nieto i a la viola-baixo per Vasco Sousa.



La fadista ens va regalar alguns dels poemes del seu primer CD Ilha do meu Fado,  però sobretot ens va cantar alguns dels fados que integren el seu proper treball discogràfic que té previst veure la llum el mes vinent. Estarem amatents per veure'n el resultat...

Aqui us deixo amb un fado musicat, un poema de la recordada Rosa Lobato Faria amb música de'n Mário Pacheco.
Molt recomanable seguir-ne la lletra.

Aprende o meu coração

Rosa Lobato Faria / Mário Pacheco
Repertório de Carla Pires

Quem me quiser há-de saber as conchas
A cantiga dos búzios e do mar
Quem me quiser há-de saber as ondas
E a verde tentação de naufragar

Quem me quiser há-de saber as fontes
A laranjeira em flor, a cor do feno
A saudade lilás que há nos poentes
O cheiro da maçã que há no inverno

Quem me quiser há-de saber a chuva
Que põe colares de pérolas nos ombros
Há-de saber os beijos e as uvas
Há-de saber as asas e os pombos

Quem me quiser há-de saber a espuma
Em que sou um turbilhão subitamente
Ou então não saber coisa nenhuma
E embalar-me ao peito, simplesmente.


La lletra del fado extreta del blog amic fadosdofado

diumenge, 21 d’agost de 2011

Fernado Maurício *fado*

De la Companhia Nacional de Música, aquest CD reeditat el 2009, conté un bon grapat de temes que fan dir Si senyor!

N'escullo un per escoltar avui aqui, un fado musicat de Nóbrega e Sousa i lletra de Jerónimo Bragança que ens parla de l'amor en una sola direcció, de l'amor que no té més resposta que la indiferència o potser fins i tot la burla o l'escarni.

Ou tarde ou cedo

Nóbrega e Sousa / Jerónimo Bragança
Repertório de Fernando Maurício
Fechei os olhos, prendi-me todo
No mar de lodo que tu f
azes de quem te quer bem
Fiz tais figuras e fui tão louco
Que a pouco e pouco, por fim, c
heguei a ter dó de mim

Gostar de quem nos faz mal magoa cá dentro
Mas na vida, o principal é mesmo gostar d'alguém
Foi sempre assim, podes crer, t
ambém te vai suceder
Não é segredo, tudo se paga, ou tarde ou cedo.




Letra tirada do blog do amigo José Fernandes Castro

diumenge, 14 d’agost de 2011

À flor da pele

Aquest és el títol del Cd que la Joana Amendoeira va gravar el 2006 i que la meva amiga Alba m'ha regalat fa poquet. A Ella i a l'Angel, el seu pare, els agrada el fado i és per això que els dedico aquesta entrada estiuenca amb aquest fado tradicional Carlos da Maia que "embala" un poema, per a mi fantàstic, del poeta Tiago Torres da Silva...


tal vez si yo te diera un beso
tu descubras lo que veo
brillando en nuestro interior
una luna y otra luna
i un sol que se insinua
por dentro de mi voz...



Digo adeus ao teu adeus

Disse adeus à despedida
e como o sonho convida
à surpresa da chegada
acenei o teu olhar
que adormecia o luar
nos ombros da madrugada.

Vinha um dia e outro dia
e eu nunca me despedia
das luas que iam morrendo
ia-as guardar no peito
que agora bate refeito
do luar que em mim acendo.

Talvez se eu te der um beijo
tu descubras o que eu vejo
a brilhar dentro de nós
Para ti este post, Alba
uma lua e outra lua
e um sol que se insinua
por dentro da minha voz.

Por saber que a madrugada
é uma noite cansada
onde o sol gosta de arder
digo adeus ao teu adeus
guardo os teus olhos nos meus
e deixo-me adormecer.

En el Puntal del Moco

dissabte, 6 d’agost de 2011

Filipe Duarte

Ja he dit en alguna ocasió que que qui té un amic té un tresor. La dita continua, pero sempre deduirem que l'amistad és d'aquelles coses de les que hom no pot prescindir. Un dels meus amics ha tingut la bona pensada de regalar-me una còpia de la seva discografia fadista, la qual cosa li agraeixo infinit i des d'aqui una altra vegada.
 La quantitat de perles és infinita i entre elles  de la colecció Fados do Fado el recull de Filipe Duarte, del qual només tenia una peça. Ara que el tinc, no podia deixar de dur-lo aqui, i he escollit aquest "Andei à tua procura" cantat amb música de Pedro Rodrigues sextilhas, poema d'Artur Ribeiro.
El Filipe Duarte és un dels fadistes dels anomenats de "velha guarda" de l'época dels noms il·lustres del fado i que encara canta molt esporàdicament en alguna casa de fados que el convida. Podeu escoltar una entrevista a Fado TV clicant  
aqui
 

Obrigado amigo Antón...

 

 

Andei à tua procura


Artur Ribeiro / Pedro Rodrigues *fado Pedro Rodrigues sext.*

Andei à tua procura

Perdido na noite escura
Pelas ruas da cidade;
E em cada mulher que vi
Não te encontrei mas senti
Aumentar esta saudade.

Fui de porta em porta a esmo
Chorei e ri de mim mesmo / Como quem perde a razão
Aos outros não disse nada
Só às pedras da calçada / Abri o meu coração

As ruas onde passamos
Os jardins onde andamos / Os lugares onde te vi
Na minha mente cansada
Tudo ri á gargalhada / Ao ver-me chorar por ti

Andei à tua procura
Voltei louco de amargura / Daquela paixão perdida
Mas se entrares aquela porta
Do resta nada me importa / Pois volta contigo a vida.

Posats a demanar, m'agradaria escoltar aquest poema cantat per la Sandra Correia amb música de Fado Primavera!!!!!

La lletra extreta del blog  fadosdofado

diumenge, 31 de juliol de 2011

Pedro Galveia i Ricardo Ribeiro

 Devia ser una tarda memorable aquesta en el Grupo Desportivo da Mouraria amb aquests dos extraodinaris fadistas.

A Lucinda Camareira del poeta Henrique Rego amb música de A. Duarte no fado Bailarico





A Lucinda camareira
Era a moça mais ladina
Mais formosa, mais brejeira
Do café da Marcelina

De maneira graciosa / Sobre um lindo penteado
Trazia sempre uma rosa / Cor de rosa avermelhado;
Eu vivi enfeitiçado / Por aquela feiticeira
Que airosamente ligeira / Servia de mesa em mesa;
Tinha feições de princesa /
A Lucinda camareira
Primando pela brancura / O seu avental de folhos
Realçava-lhe a negrura / Encantadora dos olhos;
Nem desgostos nem abrolhos / Sofrera desde menina
Que apesar de libertina / Orgulhosa e perturbante;
No velho café cantante /
Era a moça mais ladina
Os marialvas em tipóias / Iam da baixa num salto
Ver a mais linda das jóias / Ao café do Bairro Alto;
A camareira que exalta / De tão singular maneira
Era amada pela cegueira / Que a palavra amor requer;
Para mim era a mulher /
Mais formosa e mais brejeira
Certa noite de fim d’ano / Em que certo cantador
Cantava ao som do piano / Cantigas feitas de amor;
Um cigano alquilador / De têz bronzeada e fina
Por afortunada sina / A Lucinda conquistou;
E para sempre a levou / Do café da Marcelina.


Letra tirada do blog fadosdofado

dimarts, 26 de juliol de 2011

Quartas de Fado

Un CD impecable amb Carlos Zel ...e convidados, gravat en diverses sessions al casino d'Estoril l'any 2001, en les que deurien ser unes fantásticas nits de Fado.

El recull de fados que integren el CD -masteritzat el 2010- és a càrrec del seu fill Nuno, amb la col·laboració de José Manuel Osório, i m'agrada poder dur aqui un dels fados que canta amb un dels convidats, ni més ni menys que O Rey Fernando Maurício. Crec que hem d'agrair l'edició d'aquest fado cantat "a mitges" per aquest dos grans fadistes. Com diu  el fill de Carlos Zel, seria un pecat, un crim pels amants del fado que existint aquesta perla, no fos editada.

a la guitarra Paulo Parreira
a la viola João Maria Veiga
a la viola-Baixo Armando Figueiredo

Fado Mouraria en estat pur: O Leilão da Mariquinhas 
de João Linhares Barbosa

Ninguém sabe dizer nada
Da formosa Mariquinhas
A casa foi leiloada
Venderam-lhe as tabuínhas

Ainda fresca, e com gajé / Encontrei na Mouraria
A antiga Rosa Maria / E o Chico do cachiné
Fui-lhes falar, já se vê / E perguntei-lhes de entrada
P'la Mariquinhas, coitada / Respondeu-me o Chico, e vê-la?
Tenho querido saber dela
Ninguém sabe dizer nada
As outras suas amigas / A Clotilde a Júlia a Alda
A Inês, a Berta, a Mafalda / E as outras mais raparigas
Aprendiam-lhe as cantigas / As mais ternas coitadinhas
Formosas como andorinhas / Olhos e peitos em brasa
Que pena tenho da casa
 
Da formosa Mariquinhas
Então o Chico apertado / Com perguntas, explicou-se
A vizinhança zangou-se / Fez-lhe um abaixo assinado
Diziam que havia fado / Ali até madrugada
A pobre foi intimada / A saír, foi posta fora
E por mor duma penhora
 
A casa foi leiloada
O Chico foi ao leilão / Arrematou a guitarra
O espelho, a colcha com barra / O cofre forte o fogão
Como não houve cambão / Porque eram coisas mesquinhas
Trouxe um parte de chinelinhas / O alvará e as bambinelas
E até das próprias janelas

Venderam-lhe as tabuínhas
lletra extreta del blog fadosdofado, passeu-hi!!