dijous, 9 de setembre de 2010

Maria da Fé


Cantaré... fins que la veu em faci mal
per cantar, cantar sempre el meu fado
com l'au que tan alt vola
i és lliure de cantar a qualsevol lloc.

Cantaré... fins que la veu em faci mal
al meu país, a la meva terra, a la meva gent
a la "saudade", a la tristesa que fa mal
a l'amor del qui estima i mor lluny.

Cantaré... fins que la veu em faci mal
a l'amor, a la pau plena d'esperança
al somriure, i a l'alegria del nen
cantaré...fins que la veu em faci mal.

Aquesta és una traducció del fado que avui sentirem, cantat per la Maria da Fé, fadista nascuda a Porto i amb més de cinquanta anys cantant el Fado.

"...cantaré al meu país, a la meva terra, a la meva gent"

Per aquests versos m'ha semblat oportú dur avui aqui aquest fado, celebrant la propera Diada Nacional de Catalunya el proper dissabte dia 11 de Setembre. Seguim i seguirem cantant al nostre país, si cal fins que ens faci mal la veu, si cal fins que ens faci mal l'ànima

"...com l'au que tan alt vola
i és llire de cantar a qualsevol lloc"

Até que a voz me doa

José Luís Gordo / Fontes Rocha
Repertório de Maria da Fé

Cantarei... até que a voz me doa
P'ra cantar, cantar sempre o meu fado
Como a ave que tão alto voa
E é livre de cantar em qualquer lado;
Cantarei... até que a voz me doa

Cantarei... até que a voz me doa
Ao meu país, á minha terra, á minha gente
Á saudade e á tristeza que magoa
Ao amor de quem ama e morre ausente;
Cantarei... até que a voz me doa

Cantarei... até que a voz me doa
Ao amor e á paz cheia de esperança
Ao sorriso e á alegria da criança
Cantarei... até que a voz me doa
Cantarei... até que a voz me doa

els meus agraïments als amics fadosdofado
i a TURKKNCL

diumenge, 5 de setembre de 2010

11 de Setembre a Lisboa


L'Associació CatalunyApresenta, nascuda amb l'objectiu d'esdevenir un pont entre les cultures portuguesa i catalana, celebrarà també a Lisboa la nostra Diada Nacional el proper Onze de Setembre. Serà no Largo do Carmo.

Animem a tots els amics que passeu per aquest raconet de Fado a participar en les activitats d'aquesta Primera Celebració a Lisboa de la Diada.

No próximo dia 11 de Setembro, sábado, vamos celebrar pela primeira vez em Lisboa a Diada da Catalunha. Será entre as 16h00 e as 20h00 no Largo do Carmo com actividades e concertos (ver programa). Também teremos uma bancada informativa sobre as nossas actividades. É por isso que gostávamos contar com a vossa presença e participação no evento.
A comemoração do Dia Nacional da Catalunha é uma iniciativa da Associação Cultural CatalunyApresenta em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa.
Apareçam lá e façam correr a voz para termos muito sucesso!
Melhores cumprimentos,

PROGRAMA.

- RECITAL DE POESIA CATALÃ. A cargo de sócios da CatalunyApresenta e com textos de Salvador Espriu, Bartomeu Roselló-Pòrcel, Vicent Andrés Estellés, Joan Margarit, Miquel Martí i Pol, Maria Mercè Marçal, Gabriel Ferrater, Clara Fontanet e Màrius Torres.

- DANÇA COM CABEÇUDOS. Aparecem pela primeira vez os cabeçudos da associação: o Gaudiamus – baseado no dragão de Gaudí das escadas do Parc Güell e no Patufet, protagonista de um dos contos mais famosos da literatura infantil catalã. Os cabeçudos representam um dos principais elementos das tradições populares e costumam participar nas festas a dançar.

- CONCERTO CORO DA ACHADA. O coro da casa da Achada oferecerá dez peças do melhor do seu repertório baseado em músicas revolucionárias de todo o mundo.

- CONCERTO SKA-REGGAE. Com os músicos Carles Belda e Marc Serrats. Juntos, apresentarão um percurso por versões de canções catalãs de todos os tempos com acordeão e guitarra num concerto pluridisciplinar.

- SESSÃO DE MÚSICA CATALÃ COM O DJ EL MATADOR. Para finalizar a festa e ter uma ideia da vivacidade da música actual catalã.


CatalunyApresenta. Associação Cultural


dilluns, 30 d’agost de 2010

Filipa Cardoso

Confesso no haver sentit cantar la Filipa Cardoso fins aquest any que vaig comprar el seu segon disc "Cumprir o seu Fado", produït per Jorge Fernando, que també és autor de diverses lletres. Va ser el meu amic Vasco Almeida una nit a Bela que em va dir assenyalant la fadista que seia en companyia d'altres fadistes: "Esta sim que canta!"

Aquella nit, però, la Filipa no va cantar i vaig haver d'esperar arribar a casa i escoltar el CD i navegar per la xarxa per comprovar que el meu amic Vasco tenia raó. És bona!


Així que la portem a aquest cantinho amb un fado Tango i um poema de la qual n'és autora.
Há um silêncio entre nós



Há um silêncio entre nós
l.- Filipa Cardoso
m.- Joaquim Campos *fado Tango*
Vivo o nosso amor a sós
e só sei viver assim
há um silêncio entre nós
e eu só oiço a minha voz
pois já não chamas por mim.

A saudade anda cansada
de vestir a solidão
tem a voz amordaçada
de tanto chorar calada
por quem tem meu coração.

Já não dançam as gaivotas
que nos vinham acordar
dançam versos de Pessoa
ao ouvir cantar Lisboa
mesmo a sós se pode amar.

Aqui la fadista en un vídeo de casadofado, un fado Esmeraldinha que canta a la casa de fados Marquês da Sé a Lisboa. És probable que aquesta gravació sigui de l'any 2005, data en que va publicar el seu primer CD d'autor "Fragmento do Fado".

Per cert en aquest enllaç a Fadocravo, podem obtenir les adreces de les cases de fado d'Alfama, una inestimable ajuda gràcies a fadista l'editora del blog

Julguei endoidecer

Tristão da Silva / Júlio Proença *fado esmeraldinha*
Repertório de Carlos ramos
Julguei endoidecer quando partiste
Ficando entre nós dois, funda barreira
Caíu dentro de mim, a noite triste
Feita de sombras negras, sem clareira

Durante dias, fui folha caída
Que o vento vai levando por aí
Fumei, chorei, bebi, mal disse a vida
E desejei morrer, morrer por ti

Morrer por ti eu quiz, porque a saudade
Falou em mim, mais alto que a razão
Não me deixando ver esta verdade
Não és homem que valha esta paixão

Quero voltar á vida que vivi
Quero voltar a ser, tal como outrora
Maldito seja o dia em que te vi
Bendito sejas tu, p'la vida fora

divendres, 27 d’agost de 2010

Ana Sofía Magalhães



Fadista habitual de l'Adega do João, no havíem tingut el plaer de tornar-la a escoltar desde fa un parell d'anys, però gràcies a Youtube podem fer-ho ara amb aquest poema de Tó Moliças i música de Fontes Rocha *fado Isabel*









INDECISÃO

l.- Tó Moliças
m.- Fontes Rocha *fado Isabel*

Teus olhos andam agora
com tua boca ao despique
a boca manda-me embora
teus olhos pedem que fique.
Não sei se deva aceitar
o que a tua boca implora
porque a pedir para ficar
teus olhos andam agora.
Suplicando noite e dia
sem que ninguém os critique
teus olhos dão-me alegria
com tua boca ao despique.
Teus olhos são a verdade
da paixão que a boca ignora
e sem dó nem piedade
a boca manda-me embora.
Não há em ti decisão
com que a boca não implique
segredando ao coração
teus olhos pedem que fique.

0brigado ao amigo Paulo pela sua ajuda na transcrição da letra

dimarts, 24 d’agost de 2010

Carla Arruda


Tornem després d'uns dies de vacances a aquesta feina de divulgar aquesta música que encanta els sentits i ho fem amb una fadista que va estar entre les deu finalistes del concurs de fado amador d'Almada 2010, la Carla Arruda, que ens va agradar tan bon punt va començar la seva actuació.

Feliçment l'editora portuguesa Metro-som, té al seu catàlegun CD de la Carla: Nos braços do Fado, altament recomanable i del qual hem escollit el tema Um fado para esta noite, creació de la Beatriz de Conceição i que la Carla canta força bé.


Um fado para esta noite
Ferrer Trindade / César D´Oliveira / Rogério Bracinha
Repertório de Beatriz da Conceição

Anda deitar-te, fiz a cama de lavado
Cheira a alfazema o meu lençol alinhado;
Pus almofadas com fitas de côr
Colcha de chita com barra de flor
E á cabeceira tenho um Santo alumiado

Volta esta noite p'ra mim
Volta esta noite p'ra mim
Canto-te um fado no silêncio, se quiseres
Mando um recado ao luar
Que se costuma deitar ao nosso lado
P'ra não vir hoje, se tu vieres

Uso o meu xaile p'ra nos servir de coberta
E um solitário, ao pé da janela aberta;
Pus duas rosas, que estão a acenar
Beijos vermelhos, sem boca p'ros dar
Sem o teu corpo minha noite está deserta

(letra tirada do blog fadosdofado)

dijous, 5 d’agost de 2010

Sons do Tejo

Vaig tenir l'oportunitat d'escoltar-los en directe a Almada, on eren els convidats de l'encontro de Fado Amador, a l'Auditório Lopes Graça, i vaig quedar-ne gratament sorprès per la seva qüalitat i del resultat de les versions que fan dels estardarts fadistas.



Tenen editat un CD amb temes com Desfolhada portuguesa, Rosas brancas para o meu amor, Zumba na caneca, etc., i també uns "Medleys" de José Alfonso, Amália Rodrigues i Tony de Matos, que és el que hem escollit per escoltar aqui, la meva debilitat pel romàntic de Matos, no em deixava més opcions...
Quarto alugado.- António Rodrigues/José Maria Rodrigues
Procuro e não te encontro.- Nóbrega e Sousa/António Lampreia
Vendaval.- António Rodrigues/Joaquim Pimentel



Naquele quarto alugado
Numa rua de Lisboa
O tempo corria à toa
Resta apenas a saudade
Ao recordar o passado
Sinto que a vida morreu
nem és meu nem sou tua,
Não há, sequer, amizade
Daquele quarto alugado
Resta apenas a saudade.

Naquele quarto alugado
Sem tristeza e sem dinheiro
Tendo o sol por companheiro
Só o amor lá vivia
Era feliz nosso fado
O mundo só para nós dois
Veio o ciúme e depois
Morreu a nossa alegria

Daquele quarto alugado
Só ficou a nostalgia........................

Procuro e não te encontro
Não paro, nem volto atrás
Eu sei... dizem todos que é loucura
Eu andar á tua procura
Sabendo bem onde tu estás

Procuro e não te encontro
Procuro nem sei o quê
Só sei... que por vezes ficamos frente a frente
E ao ver-te ali, finalmente
Procuro e não te encontro............

O vendaval passou nada mais resta

A nau do meu amor tem novo rumo

Igual a tudo aquilo que não presta

O amor que me prendeu desfez-se em fumo

Navego agora em mar de calmaria

Ao sabor da maré em verdes águas

Ao leme o esquecimento e a alegria

Vai deixando para trás as minhas mágoas

Para onde vou? Não sei

O que farei? Sei lá

Só sei que me encontrei

E que eu sou eu enfim

E sei que ninguém mais rirá de mim.