Un altre vídeo de l'amic Américo, en aquest cas de la fadista de qui parlàvem en l'anterior entrada al blog, la Maria Emília que com bé diu l'amic Américo é fadista de pura água, expressiva e castiça...
Maria Emília sempre esteve em comunhão com o Fado. No seu baptizado estiveram presentes vários fadistas, entre eles: Mário Rocha, Adélia Pedrosa, Maria de Lourdes, Glória de Lourdes, Terezinha Alves e ainda os guitarristas: António Gomes, Humberto Fernandes, Eugênio Peres e, os violas José Carlos e Carlão.
Já ouvia o Fado no ventre da mãe. Ainda com tenra idade, partiu para o Minho onde sempre acompanhava o pai, para ouvir e cantar o Fado na Taberna do Ganso e outros sítios mais. Retornou ao Brasil e cantou no Alfama dos Marinheiros onde recebeu o Batismo do Fado dos Padrinhos: O cantor Sebastião Manuel, Gerônimo Augusto Gomes e Nilde.
Participou do programa da Eliana Martins, cantou no Cais do Porto e outros mais. Não resistindo a saudade da Pátria de sua nacionalidade, retornou a Portugal e iniciou a sua carreira de Fadista nas casas: Restaurante Típico Tipóia, Restaurante Já Disse, Adega Machado, o Forcado entre outras. Actualmente actua na Casa de Fado Caldo Verde, sito a Travessa do Poço da Cidade nº 40, Bairro Alto em Lisboa.
(Informação tirada do Portal do Fado)
Na boca de toda a gente Tiago Torres da Silva / Daniel Gouveia Se eu te disser ao ouvido Que o fado me tem pedido Para ninguém o cantar; Por favor, guarda segredo Porque o fado está com medo Que alguém o queira matar
Anda tão envergonhado Que diz que já nem é fado / Nem julga que o fado exista Porque quem sente vaidade Em dar abrigo á saudade / Já não pode ser fadista
E depois o fado diz Que não pode ser feliz / Na boca de toda a gente E que talvez a meu lado Possa voltar a ser fado / Como era antigamente
É por isso que eu lhe digo Que quando lhe dou abrigo / Sinto o peito tão cansado E um dia, talvez consiga Que ao chorar o fado diga / Que quer voltar a ser fado.
Aquest és un vídeo que serveix com a regal als meus amics, la Rita i l'Àlex, com agraïment per la seva hospitalitat i la seva comprensió. Durant aquests dies passats a ca seva. Sé que aquest fado és el que més agrada la Rita.
Espero que us agradi!
Gràcies a l'amic quimfadista que ens ha corregit el nom de l'autor de la música del fado Meia-noite que en realitat és Filipe Pinto.
Nascut a Beja, al Baixo Alentejo, aquest fadista força influenciat pel cante alentejano, ben aviat es va aficionar al Fado guanyant amb setze anys el Concurso Nacional de Fado. Va cantar al Clube de Fado del guitarrista Mário Pacheco i durant quatre anys va participar en el musical Amália.
Del seu primer CD "O mesmo Fado" editat el 2002, escoltem aquest tema Trago Alentejo na voz de José Luís Gordo, una balada amb aires del seu Alentejo que qualsevol que l'escolti de ben segur sentirà com nosaltres aquella nostàlgia, aquell benestar que ens dóna la terra, el lloc on hem crescut i que ens acompanya sempre
Beja, poble natal de l'António Zambujo
Trago alentejo na voz
Trago alentejo na voz do cantar da minha gente ai rios de todos nós que te perdes na corrente ai planícies sonhadas ai sentir de olivais ai ventos na madrugada que me transcendem demais
amigos, amigos papoilas no trigo só lá eu as tenho e de braço dado contigo a meu lado É de lá que eu venho e de braço dado cantando ao amor guardamos o gado, papoilas em flor, que o vento num brado refresca o calor e de braço dado, contigo a meu lado cantamos o amor
ai rebanhos de saudades que deixei naqueles montes ai pastores de ansiedades bebendo água nas fontes ai sede das tardes quentes ai lembrança que me alcança ai terra prenhe de gente nos olhos duma criança.
La bona amiga Mena ha realitzat aquest bonic vídeo que ha tingut la gentilesa de enviar-me. Obrigado Mena pela sua atenção, e com a sua licença fica publicado neste cantinho.
Gran Ricardo Ribeiro, en directe a Mesa de Frades, aquest local tan fadista ara tancat per l'incendi de la part posterios del Palácio de Dona Rosa, cantant aquest Quando me sinto só, acompanyat a la guitarra pel Pedro Castro i a la viola per Jaime Santos Jr.
Poema d'Artur Ribeiro de versos alexandrins aqui cantat amb música de Joaquim Campos, dos noms de referència en el Fado, que tenen el contrapunt d'aquesta veu... Gran Ricardo Ribeiro, per molts conegut com O Senhor Fado.
Quando me sinto só Artur Ribeiro / Joaquim Campos *alexandrino*
Quando me sinto só, como tu me deixaste Mais só que um vagabundo num banco de jardim É quando tenho dó de mim e por contraste Eu tenho ódio ao mundo, que nos separa assim
Quando me sinto só sabe-me a boca a fado Lamento de quem chora a sua triste mágoa Rastejando no pó, o meu coração cansado Lembra uma velha nora morrendo á sede d'água
P'ra que não façam pouco, procuro não gritar A quem pergunta minto, não quero meter dó Num egoísmo louco eu chego a desejar Que sintas o que sinto quando me sinto só.
Argentina Santos ha estat homenatjada a São Luiz, en reconeixament a la seva dilatada carrera com a fadista, més de seixanta anys de fado desde la seva casa: A Parreirinha de Alfama" local que des de les nostres contrades esdevé un nom mític, i en qual hem tingut l'oportunitat d'escoltar-la en viu i en directe.
En el mateix acte, les cròniques ens diuen que ha rebut la Medalla d'or de la ciutat de Lisboa entregada pel President de la Câmara Municipal de Lisboa. Noms com Diogo Clemente, Ricardo Parreira, José Maria de Carvalho, Fernando Araújo, Celeste Rodrigues, Jorge Fernando, Ricardo Ribeiro, Maria Armanda, Rodrigo, Carlos do Carmo i molts altres van ajudar a retre aquest merescut homenatge.
Al film de C. Saura, Fados, l'Argentina Santos va cantar un Fado Menor, un dels moments culminants de la cinta d'aquest Saura que tant ens va decebre. Sempre m'he preguntat si tenia molt de sentit fer cantar a Dona Argentina en un espai tan impersonal, tenint la casa de fados de la qual és propietària, cuinera i fadista "de la casa" tan a l'abast... En fi, nosaltres simples mortals potser demanem massa als "grans artistes".
Podem comparar els espais, oi?
El fragment del film el tenim disponible , així com la lletra del Fado Menor, el títol del qual és Vida vivida
Volta atrás, vida vivida,
para eu tornar a ver
aquela vida perdida
que nunca soube viver.
Voltar de novo quem dera
a tal tempo, que saudade!
Volta sempre a primavera
só nao volta a mocidade.
A vida começa cedo,
mas assim que ela começa
começamos por ter medo
que ela se acabe depressa.
O tempo vai-se passando
e a gente vai-se iludindo
ora rindo ora chorando
ora chorando ora rindo.
“Meu Deus, como o tempo passa!”
dizemos de quando em quando;
afinal o tempo fica
a gente é que vai passando.