dimecres, 19 de maig de 2010

Hermínia Silva


Diu la biografia d'Hermínia Silva que "...nasceu às 18 horas do dia 23 de Outubro de 1907, no Hospital de S. José, freguesia do Socorro, era filha de Josefina Augusta, que morava á data do parto na rua do Benformoso, 153, no 1º andar, freguesia dos Anjos, em Lisboa".

Podeu llegir-ne la biografia sencera en el llibre de Vítor Duarte Marceneiro, "Recordar Hermínia Silva"
Hermínia és indiscutiblement una de les icones del Fado, i no només del Fado, ja que va trepitjar també l'escena per entrar al món de la revista i també de passada fer d'actriu dramàtica.
L'aire castiç d'aquesta excepcional artista és d'aquell que deixa petja, i entre tants temas que va cantar, portem avui aqui aquesta Velha Tendinha, o A tendinha que ens descriu un racó de Lisboa, d'aquesta Lisboa antiga i enyorada, d'una época on potser tot era menys enrevessat que no pas ara i tal vegada el fado estava ben viu al carrer.
Un clàssic amb lletra de José Galhardo i música de Raul Ferrão.

La "Velha tendinha", al costat de l'Arco do Bandeira al Rossio

 



Velha tendinha

José Galhardo / Raul Ferrão
Repertório de Fernanda Maria
Junto ao Arco do Bandeira
Há uma loja, a Tendinha

De aspecto rasca e banal:
Na história da bebedeira
Aquela casa velhinha

É um padrão imortal

Velha taberna

Nesta Lisboa modernaÉs a tasca humilde e terna / Que manténs a tradiçãoVelha Tendinha
És o templo da pinguinha
Dos dois brancos, da gimbrinha / Da boémia e do pifão

Noutros tempos, os fadistas
Vinham já grossos das horas

P'ro seu balcão, caturrar;
Os fidalgos e os artistas
Iam p'ra ali horas mortas

Ouvir o fado e cantar

(letra tirada do blog fadosdofado)

dilluns, 10 de maig de 2010

Jorge Costa


Ahir va morir Jorge Costa, fadista vadio de qui vàrem parlar aqui l'any passat, i a qui vaig tenir el plaer de coneixe'l a Lisboa fa un parell d'anys.

Vivia, com diu la copla, nits de bohémia i d'il·lusió. Va escollir fer allò que li agradava, això és: cantar el fado. No hi havia una nit que passejant pels carrerons d'Alfama no te'l trobessis, a rua de São Miguel, a rua dos Remédios, tan ao Tejo Bar, com A Baiuca , a Fermentação o a Mesa de Frades i a molts altres llocs va anar deixant la seva petja.

Ell vivia cantant, vivia só p'ra cantar, com diu el poema de Manuel de Andrade....

...portanto hoje, meu querido Jorge, vamos lembrar-te neste cantinho dedicado ao Fado, com este poema que fala do que foi o leme da tua curta, embora intensa vida. O teu coração fez calar os teus ais, mas nós, como tu fizeste, seguimos cantando p'ra não chorar.






Eu canto para não chorarl.- Manuel de Andrade
m.- Joaquim Campos *fado Puxavante*

Eu canto p'ra não chorar
chorando canto também
eu vivo só p'ra cantar
toda a dor que a vida tem.

Comecei de pequenino
por este doce caminhar
fiz do fado o meu destino
eu vivo só p'ra cantar.

Aquela canção tão linda
que me ensinou minha mãe
cada vez que a lembro, ainda
chorando-a canto-a também.

Como uma prece diferente
que aos pés de Deus vá rezar
cada um canta o que sente
eu canto p'ra não chorar.

Na minha voz dolorida
o fado retrata bem
as incertezas da vida
toda a dor que a vida tem.

dijous, 6 de maig de 2010

Pomba Branca


Maximiliano de Sousa, madeirense, a qui ja hem escoltat en aquest "cantinho" el tema Vielas de Alfama, avui ens regala aquest Pomba branca del poeta de Porto, Vasco de Lima Couto.


Particularment crec que la veu i la versatilitat de Max, nom amb que es coneix aquest polifacètic personatge, és de les més agraïdes de sentir, i amb aquest tema, un clàssic que no podíem deixar de dur aqui, penso que passarem una bona estona.


Pomba branca

Vasco de Lima Couto / Maximiano de Sousa *Max*
Repertório de Max

Pomba branca, pomba branca
Já perdi o teu voar
Naquela terra distante
Toda coberta p'lo mar

Fui criança, andei descalço / Porque a terra me aquecia
Eram longos os meus sonhos / Quando a noite adormecia

Vinham barcos dos países / Eu sorria, de os sonhar
Traziam roupas felizes / As crianças dos países
Nesses barcos ao chegar

Depois mais tarde ao perder-me / Por ruas doutras cidades
Cantei meu amor ao vento / Porque sentia saudades

Saudades do meu lugar / Do primeiro amor da vida
Desse instante a aproximar / Os campos do meu lugar
Á chegada e á partida
.

Potser us agradarà també cantada per la Dulce Pontes i el Paulo de Carvalho.

dilluns, 3 de maig de 2010

Fado Corrido

Del seu darrer CD Sétimo Fado, sentim aquest Fado Corrido, poema de Domingos Gonsalves, amb la veu clara i enormement fadista de la Joana Amendoeira.



O nosso Obrigado ao amigo Fernando Batista, pela sua colaboração na realização deste post.

divendres, 30 d’abril de 2010

José Fernandes Castro a la TV suissa

Parlàvem aqui el de Juny de l'any passat del fadista i bon amic José Fernandes Castro, que des de Suissa viu el fado i la poesia tan intensament que edita dues perles com són els seus blogs de lletres de fados i poesia pròpia. Vàrem escoltar aquell dia un *fado Rigoroso* de José Marques amb lletra del propi José Fernandes, i avui el veiem cantar a la TV Leman Blue aquest mateix fado.

Un cop més volem, des d'aquest racó de fado, agrair a José Fernandes la seva tasca de recollir les lletres dels fados i també la seva aportació en forma de poemes que han arribat al Fado.

Obrigado meu amigo por tudo o que tem feito em prol do Fado. Um grande abraço des de Barcelona.

dimecres, 28 d’abril de 2010

Zé Cacilheiro


Cacilheiro és el nom dels ferrys que fan el trajecte de Lisboa fins a Cacilhas, localitat a l'altra banda del riu Tejo, avui transformat en barri de la població d'Almada. Per extensió s'anomena també cacilheiro al patró que comanda aquests vaixells.

Abans de la construcció dels ponts que uneixen les dues ribas del riu, anar amb ferry era l'única possibilitat que hom tenia per passar d'una banda a l'altra.

L'ofici de Cacilheiro era doncs una feina marinera i com totes les feines de la mar amb un plus de duresa que no apaga el plaer de qui fa allò que li agrada.
Aquest tema que canta l'Alcindo de Carvalho al qual vàrem escoltar en un fado triplicado, és un petit homenatge a aquests mariners que molt probablement viuen enamorats de la seva feina. Tan enamorats que ens expliquen amb llenguatge mariner fins i tot el dia que s'enamorà de la varina (peixatera) que seria la seva dona.


De Paulo da Fonseca, Carlos Dias i Cesar de Oliveira
Zé Cacilheiro


Quando eu era rapazote

Levei comigo no bote

Uma varina atrevida

Manobrei e gostei dela

E lá me atraquei a ela

P’ró resto da minha vida

Às vezes uma pessoa

A saudade não perdoa

Faz bater o coração

Mas tenho grande vaidade

Em viver a mocidade

Dentro desta geração

Refrão

Sou marinheiro

Deste velho cacilheiro

Dedicado companheiro

Pequeno berço do povo

E navegando

A idade foi chegando

O cabelo branqueando

Mas o Tejo é sempre novo

Todos moram numa rua

A que chamam sempre sua

Mas eu cá não os invejo

O meu bairro é sobre as águas

Que cantam as sua mágoas

E a minha rua é o Tejo

Certa noite de luar

Vinha eu a navegar

E de pé, junto da proa

Eu vi, ou então sonhei

Que os braços do Cristo-Rei

Estavam a abraçar Lisboa

Refrão